🎥⚽ Antevisão | Benfica-Aarhus

19h50 CEST

19/08/2026

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Na antevisão do Benfica-Aarhus desta quinta-feira, 20 de agosto, jogo válido para a 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa, Marco Silva garantiu que a sua equipa terá de estar perto do nível máximo no relvado do Estádio da Luz para ganhar e assinar uma exibição que deixe os adeptos orgulhosos.

Antes da conferência de imprensa, em declarações à BTV, o treinador das águias fez uma primeira análise à receção ao atual campeão dinamarquês, destacando a consistência e a dimensão física do adversário.

"Foi uma equipa que foi campeã. Não se é campeão em qualquer país, em qualquer campeonato, por acaso. É-se campeão quando se tem essa capacidade e se é consistente ao longo de uma temporada. É o primeiro aspeto que temos de reconhecer. Estava numa competição diferente. Acabou por cair para esta competição também, porque estava a disputar algo diferente e algo melhor para eles. É uma equipa, como falou, que joga numa linha de três ou fecha a cinco também. É uma equipa muito física. É uma equipa que gosta de levar o jogo para essa dimensão, mas que, ao mesmo tempo, tem qualidade em muitos dos seus movimentos. É uma equipa que tem bons princípios com bola. Se não formos competentes o suficiente na nossa pressão, na nossa organização, vai-nos criar problemas que nós não queremos ter. E depois, como eu disse, é uma equipa muito física e é capaz de criar problemas ao adversário", destacou.

Questionado sobre a evolução do Benfica e sobre a influência que o tempo de trabalho tem na consolidação das ideias da equipa técnica, Marco Silva reconheceu a importância do treino, sobretudo para os jogadores que se juntaram mais tarde ao grupo.

"Naturalmente, o tempo ajuda sempre. Não há que esconder que, neste momento de pré-temporada, preferia muito mais que tivéssemos um jogo de semana a semana, porque permitia que quem chegou mais tarde tivesse a capacidade, com semanas normais e completas, de perceber aquilo que nós queremos para a equipa. Esses jogadores precisam realmente de mais tempo de treino connosco, mais tempo de treino para que percebam e entendam tudo aquilo que nós queremos para a equipa. Não é só uma questão física e não é por acaso que quem está há mais tempo tem feito as coisas bem e de uma forma clara daquilo que é a identidade que queremos. Naturalmente, quem chegou depois não tem tido tanto tempo. Estamos a falar dos jogadores que chegaram mais tarde do Mundial. São jogadores que chegaram já com jogos de três em três dias a acontecer e, neste momento da temporada, é um momento de cimentar muitos daqueles que são os nossos princípios, quer com bola, quer sem bola. E, não tendo tanto tempo para treinar, é normal que esses jogadores demorem um pouco mais a chegar ao nível que nós achamos e queremos que eles cheguem", explicou.

"Nós temos tido esse caudal [ofensivo] que nos tem permitido ter oportunidades, com bons momentos de qualidade também. Nós queremos uma equipa equilibrada. Não há que esconder, é uma equipa que tem de ser boa nesse momento, mas também muito boa nos outros momentos todos, porque só assim é que se consegue ser vitorioso e é isso que nós pretendemos para a equipa. Há de haver aqui um equilíbrio, perceber que os jogadores, ao mesmo tempo, trabalham muito, muito forte para podermos ganhar os jogos, fruto também daquilo que estamos a fazer. É assim que criamos a identidade que nós queremos para o Benfica", acrescentou Marco Silva, sobre o trabalho que tem sido feito em prol do equilíbrio da equipa.

Sobre Aursnes, Marco Silva confirmou que o médio estará entre as opções para o encontro com o Aarhus, apesar de ainda não se encontrar na melhor condição física.

"Estará nos convocados e envolvido no jogo. Esteve envolvido, nos últimos dias, naquilo que foi a nossa preparação para o jogo. Tem vindo a melhorar os seus índices físicos. Não está perfeito, não está no seu melhor ainda. Precisa de treino e precisa de jogo. É óbvio que não está pronto para 90 minutos nem nada que se pareça com isso, mas precisa de, aos poucos, ir ganhando minutos de jogo, minutos de treino, com maior intensidade, com maior duração também, para depois termos o melhor do Fredrik [Aursnes], que é aquilo de que precisamos", vincou.

O que é que espera desta eliminatória e como é que se compara este adversário campeão dinamarquês com os dois outros – o Hearts e o St. Gallen – também já nesta fase de qualificação para a Liga Europa?

Espera-nos uma eliminatória difícil, isso é o primeiro ponto. Uma equipa que vem com o carimbo de ter sido campeã, após muitos anos sem o conseguir, e isso traz boa energia, traz positividade e naturalmente foi com esse objetivo e com esse sentimento que eles começaram a pré-temporada. Vêm de uma competição diferente desta: caíram nesta [Liga Europa] por uma questão de terem sido eliminados na pré-eliminatória ou numa das qualificações [da Liga dos Campeões]. E, neste caso, é uma equipa que esperamos que irá causar-nos dificuldades, de certeza absoluta. É uma equipa que nos vai obrigar a estar ao nosso melhor nível, de certeza também. É uma equipa que tem capacidade, que gosta de levar o jogo para o lado mais físico, é uma equipa que tem esse carimbo e essa característica intrínseca e, para nós, é muito importante estarmos a um nível que nos permita ter um controlo do jogo, que nos permita saber que são dois jogos que vão decidir e não só um. Queremos que o impacto do jogar em casa, com os nossos adeptos novamente connosco, com a qualidade no nosso jogo e depois com todos os outros fatores que são fundamentais – a concentração e a agressividade nos momentos certos no jogo – possamos ter o resultado que nós queremos, que é ganhar.

Este Aarhus tem sido uma equipa muito inconstante nas pré-eliminatórias [de acesso à Liga dos Campeões]: perde 4-1 em casa, depois vai à Polónia [Lech Poznan] vencer por 4-1 e passar a eliminatória nos penáltis; ganha 2-1 num jogo em que é favorito, mas depois no Azerbaijão [Sabah] perde 4-0 com uma segunda parte desastrosa. Como é que se prepara um jogo contra uma equipa que pode ser tão inconstante e o que é que espera desta equipa dinamarquesa?

Sim, tem sido uma característica, não há que esconder. Quando se tem o carimbo de campeão há que reconhecer o mérito e a consistência, porque, independentemente do país, ninguém é campeão se não tiver essas características e a qualidade que se exige a uma equipa campeã. Eles vêm com esse carimbo do ano passado e, neste princípio da época, não tem sido tanto assim. Se olharmos para os resultados... nós, quando preparamos um jogo, gostamos de olhar e analisar quantos mais jogos possíveis, mas preferimos olhar para aquilo que é o melhor deles do que para alguns momentos em que não tiveram tão bons. E essa irregularidade de que falou em jogos em casa ou fora, ou fora e em casa, não tem sido só num momento, houve vários momentos aqui também. Olhar para aquilo que são os seus melhores momentos, as suas potencialidades enquanto equipa e, naturalmente, coisas que queremos explorar depois em momentos que não foram tão fortes ao longo deste mês e meio em que já estão a competir. Isto, para nós, é o mais importante na análise que fizemos. E parece-me a mim que é uma equipa que, em termos de qualidade, em relação aos outros dois adversários [St. Gallen e Hearts] que nós tivemos nas outras eliminatórias, está um passo à frente. Isso é sempre difícil de analisar, porque são países diferentes e competições diferentes, mas naquilo que nos foi permitido analisar é uma equipa que joga normalmente com uma linha de três ou fecha a cinco, e depois com jogadores de qualidade na frente, principalmente os dois jogadores que jogam nas zonas interiores no seu trio de ataque, que são jogadores de qualidade, jogadores que conseguem criar problemas ao adversário. Naturalmente, estarmos preparados para isso, sabendo que, como disse há pouco, é um jogo que exige e que vai exigir estarmos perto do nosso melhor nível e, se conseguirmos estar ao nosso melhor nível, ainda melhor, para que possamos ganhar e ter algum controlo do jogo como gostamos de ter.

"É um jogo que exige e que vai exigir estarmos perto do nosso melhor nível. E, se conseguirmos estar ao nosso melhor nível, ainda melhor, para que possamos ganhar e ter algum controlo do jogo"

Marco Silva

Gostava de perguntar se o Aursnes já está disponível para ir a jogo e que papel é que ele vai ter no seu Benfica?

Sim, o Fredrik [Aursnes] tem estado, pouco a pouco, a ganhar melhor condição. Como vocês sabem, nos primeiros dias – quando voltou da pausa merecida que teve após o Campeonato do Mundo – sentiu algum desconforto muscular e optámos por fazer aqui um trabalho para, pouco a pouco, colocá-lo num patamar físico e de confiança para que possamos, aos poucos, entender o melhor do Fredrik. Infelizmente para nós, não teve nenhum momento de jogo ou mesmo jogo de preparação para que possamos ter uma sensibilidade diferente em relação àquilo que é a sua confiança. Mas, nos últimos tempos – na última semana, se eu assim posso dizer – tem vindo a trabalhar pouco a pouco integrado na equipa. Nos últimos dias de preparação para o jogo de amanhã [quinta-feira] esteve totalmente integrado e isso é o mais importante para nós. Deu-nos bons sinais, deu-nos sinais positivos e estará envolvido naquilo que é a convocatória para o jogo de amanhã. Não está com 90 minutos ainda nas pernas, isso é claro, mas é um jogador que, mesmo não estando sempre com a equipa ou a trabalhar com a equipa, é um jogador muito atento, é um jogador que faz por estar presente em quase todos os momentos e daí já entender grande parte das dinâmicas que nós queremos, não só porque é um jogador atento e quer estar junto, mas porque também tem um entendimento do jogo que nos permite em muitos momentos – com conversas, com capacidade de mostrar algo – dar aqui passos em frente, mesmo não tendo estado envolvido nos últimos jogos da equipa. E estará nos convocados e esperemos que amanhã o possamos ver já num nível diferente dentro do campo. Perguntou-me qual será a importância que terá: ele tem tido grande importância no Benfica nos últimos anos e este ano não será diferente. É um jogador em que todos nós depositamos sempre muitas esperanças, porque é um jogador muito equilibrado, inteligente. É um jogador que tem uma versatilidade muito grande e que nos permite, em muitos momentos do jogo, ir por caminhos diferentes mesmo sem alterar o jogador que está naquela posição. E é um jogador que acredito que será mais uma vez muito importante para nós – olhando para a posição, naquilo que é o nosso triângulo de meio-campo – porque pode jogar em várias posições e pode oferecer coisas diferentes à equipa.

Ainda não está disponível para amanhã [quinta-feira], mas chegou durante o dia de hoje. Estou a falar do Circati. Depois de um período de ponderação, o Benfica acabou por optar por este jogador. O porquê desta contratação e o que é que o Circati, no fundo, pode trazer ao Benfica?

Ainda não é oficial que é jogador do Benfica. Como vocês sabem, já está em Portugal e eu não vou estar aqui a adiar a minha resposta por mais dois dias ou três, ou, possivelmente, amanhã depois do jogo. Posso-vos falar das características do jogador. Como vocês sabem, desde a saída do António [Silva], temos vindo a tentar reforçar a equipa nessa posição. É um jogador jovem, um jogador que se insere em alguns parâmetros e perfis do que pretendíamos para a posição, um jogador que, independentemente de ser jovem, já tem alguma maturidade para a idade. É um jogador que tem liderança e que, parece-nos a nós, terá o seu tempo de se adaptar a um país diferente, a uma cultura diferente, a uma dimensão de clube completamente diferente também, mas que tem essa capacidade de liderança, de maturidade. Vem de uma experiência também para ele muito importante que foi o Campeonato do Mundo e, nesse aspeto, dá-nos a confiança que poderá adaptar-se rapidamente àquilo que é a dimensão do clube para onde vem e para aquilo que são as nossas dinâmicas enquanto equipa. Depois tem características que nós procurávamos para a posição, tão simples como isso. Se vier a confirmar-se e, oficializando-se tudo, é um jogador que vem para ajudar o plantel a ser mais forte, a ter a profundidade que nós necessitamos em posições muito específicas do terreno e, como vocês sabem, nunca o escondemos, a posição de defesa-central era uma das posições que nós queríamos reforçar na nossa equipa.

"Ele [Aursnes] tem tido grande importância no Benfica nos últimos anos e este ano não será diferente. É um jogador em que todos nós depositamos sempre muitas esperanças, porque é um jogador muito equilibrado, inteligente"

Já não disputa competições europeias há algum tempo, acho que a última vez foi no Olympiacos. Sente alguma ansiedade de poder voltar a jogar um jogo desta dimensão? E queria-lhe também perguntar outra questão que vem no seguimento dessa. Chegou agora um central, o plantel tem de ser longo e a presença nas competições europeias vai obrigar a uma rotação. O plantel do Benfica já está fechado ou ainda podemos esperar algumas novidades até ao final do mercado?

O plantel do Benfica não está fechado. Nós temos falado abertamente sobre isso, que até ao final do mercado, independentemente de se vier a confirmar a última contratação do Circati, o plantel não está fechado, indo diretamente à sua questão. Não é uma certeza absoluta, mas, até ao final de certeza que irão acontecer algumas coisas e algumas, possivelmente, saídas ou entradas no nosso plantel. Está sempre aberto e é algo que é difícil de dizer neste momento, o que irá acontecer, de certeza absoluta, ou o que não irá acontecer. Portanto, estamos focados nos jogos, focados naquilo que é a preparação com jogadores que têm trabalhado muito forte e bem, a tentarem rapidamente assimilar ideias e assimilar aspetos importantes daquilo que é o nosso jogar e esse é o foco total. Naturalmente, a estrutura do Benfica está a trabalhar no resto, mas, não escondendo e não fugindo à questão, irão acontecer muito provavelmente algumas situações no nosso plantel. Sempre com o objetivo, e esse é o objetivo, de tornar a equipa e o plantel mais forte e esse é o nosso objetivo. Em relação à primeira parte da questão, não há ansiedade absolutamente nenhuma. Há o que é importante e aquilo que nos faz realmente estar aqui, independentemente de ser a nossa profissão, que é preparação dos jogos, estar nos jogos e a motivação de estar novamente amanhã com mais de 60 mil pessoas no estádio, e podermos sentir aquilo que nos fez tanta falta há oito ou dez dias, onde nos retiraram essa possibilidade. Isso é o que nos dá motivação e ambição e não dá absolutamente ansiedade nenhuma. Não vivemos para ter essa ansiedade. Acima de tudo queremos jogar competições europeias. O Benfica está a passar por um processo que não é muito normal para poder estar numa fase de liga da Liga Europa. Temos de fazer seis jogos para lá chegar, mas é o que é, era o que estava definido depois da última temporada e, neste caso, compete-nos dar o máximo de nós, como temos dado, para que possamos estar numa competição que queremos e numa fase de liga que queremos estar para depois, a partir daí, colocarmos a nossa ambição, como temos feito nestes jogos, numa fase já diferente da competição para podermos continuar a progredir. Eu disse no dia da apresentação que não adiantava muito falar em objetivos a longo prazo naquilo que é a Liga Europa se não fizéssemos aquilo que eram os objetivos imediatos, que era ir passando de eliminatória a eliminatória até chegar à fase de liga. E esse é o nosso objetivo para os próximos dias, começando amanhã até à próxima quinta-feira [27 de agosto], que é sermos superiores ao nosso adversário nos dois jogos e podermos estar na fase de Liga, que é algo que nós ambicionamos bastante estar.

"Aquilo que nos faz realmente estar aqui é a preparação dos jogos, o estar nos jogos e a motivação de estar novamente amanhã com mais de 60 mil pessoas no estádio, e podermos sentir aquilo que nos fez tanta falta há oito ou dez dias e que nos retiraram"

Tem-se falado muito na questão do mercado, sobretudo pelas entradas no Benfica. Eu gostava de saber se a sua maior preocupação nesta fase é que não saia ninguém, uma vez que já perdeu o Dedic e referiu que era um jogador que contava com ele e que não o queria perder. As possíveis saídas de outros jogadores preocupam-no?

Em relação ao Dedic, eu disse aqui convosco há poucos dias, que nós, Benfica, não queríamos perder. Alguém disse que eu não queria perder, mas são coisas completamente diferentes. Quando eu uso o nós, é nós, Benfica, mas parece que o nós é diferente do eu em alguns momentos. Sim, nós não o queríamos perder. Quando vendemos um jogador daquela qualidade, ou, como no passado, o Benfica vendeu alguns jogadores também de qualidade, naturalmente ninguém no Benfica os queria perder. Mas depois mercado e questões financeiras, eu nem vou entrar por aí. Há momentos em que têm de ser feitas [transferências] e ponto final. Compete-nos a nós depois, como equipa técnica e como estrutura do clube, tentar ir por caminhos diferentes para tentar sempre olhar para aquilo que é melhor e importante para o Benfica. Não foi só o Dedic que saiu. Na linha normalmente defensiva que jogava na época passada, o Tomás [Araújo] e o António [Silva] foram alterando os minutos, mas podemos olhar para essa linha defensiva como talvez três jogadores que jogaram bastante que não estão cá connosco. Já saíram alguns jogadores também que praticamente foram titulares do Benfica durante a época passada. Noutras posições que para nós são fundamentais não perder jogadores, é verdade que não saíram. E dizendo novamente que é difícil controlar, é difícil chegar aqui e dizer-vos, ou a vocês ou aos nossos adeptos, que não vai sair mais nenhum jogador, é impossível que isso aconteça. É algo que eu não vou por aí, porque eu sei que o mercado até ao último momento é difícil de controlar. Não está na nossa perspetiva que isso aconteça, mas não posso garantir aos nossos adeptos a 100%. O que está na nossa mente, sim, em algumas posições, dotar a equipa de um ou outro jogador mais, sempre com o objetivo de sermos melhores.

O Marco Silva, numa das primeiras vezes que falou enquanto treinador do Benfica, disse que o Benfica tinha de ser mais Benfica devido às informações que saíam cá para fora. O que é certo é que, desde que o Marco afirmou isso, o Benfica traz Kamiński, Lenglet, [Jhon] Durán e agora o Circati, sem que esses nomes fossem muito falados na comunicação social. Está satisfeito com essa mudança no Benfica? E depois o Marco Silva também teve sempre uma palavra de importância para os adeptos. Além do jogo com o Aarhus, há um nome que também está certamente na cabeça dos benfiquistas, que é o nome do João Palhinha. O que é que pode dizer aos adeptos nesse aspeto?

Aos nossos adeptos vou-lhes pedir só aquilo que eles podem dar. Não lhes vou falar de jogador absolutamente nenhum que não seja jogador do Benfica. Os nossos adeptos, para amanhã e para a próxima quinta-feira, de certeza que irão ver um onze do Benfica a lutar pelo emblema e pela camisola como têm feito nos últimos jogos. E esse é o nosso objetivo e posso dizer que é a nossa obrigação enquanto profissionais deste clube. Os adeptos do Benfica não têm de estar a sonhar com o jogador A, B, C ou D. Eles têm de sentir que os jogadores que neste momento estão no Benfica dão tudo deles para que se possam sentir orgulhosos daquilo que veem na nossa equipa e esse será sempre o nosso objetivo. E o meu objetivo enquanto treinador é fazer com que, no final de cada dia, no final de cada jogo, todos os nossos adeptos se sintam orgulhosos daquilo que foi feito. Os resultados, nós queremos sempre que sejam perfeitos, queremos sempre três pontos. Iremos lutar por eles, mas, acima de tudo, tem de haver por trás disso uma entrega, uma capacidade de tentar jogar dentro daquilo que é a nossa identidade e dar tudo pelo clube que representamos. E, naturalmente, isso será reconhecido pelos nossos adeptos. Depois, no final dos jogos, com bons resultados e, se possível, com boas exibições, deixá-los orgulhosos de nós, esse é o nosso objetivo. De certeza que, se lhes dermos isso, eles não irão pensar em outras coisas. Independentemente de gostarem de ver o jogador A, B ou C aqui, mas isso é o que é. O mais importante é aquilo que nós possamos fazer e o que conseguimos controlar, que são os jogadores que estão connosco e a preparação para os jogos. Em relação à primeira parte da questão, não há muito a comentar da minha parte. É uma opinião sua daquilo que analisou ou das informações, ou não, que vieram para fora. Não vou estar a fazer nenhum comentário sobre isso... [Mas está satisfeito?] Com o quê? [Com o facto de as informações...] Não, não, é simplesmente a sua opinião e eu respeito.

"A nossa história como clube de futebol é imensa e respeitada no mundo inteiro, mas não é isso que vai jogar amanhã. Amanhã vai jogar o Benfica contra o Aarhus e temos de provar a nossa qualidade em campo."

Tenho uma pergunta sobre o seu jogador dinamarquês, Alexander Bah, porque, na Dinamarca, acompanhamos a sua trajetória, na qual tem tido dificuldades devido a uma lesão, mas, agora, está de regresso. Pode falar-nos sobre o seu papel no Benfica? Como o vê e qual é a sua imagem neste clube?

Como mencionou, a última temporada foi muito difícil para ele, sem dúvida, depois de uma lesão bastante complicada. Ficar de fora da maior parte da temporada, sem poder jogar, é sempre complicado para um jogador, e essa lesão foi difícil. Mesmo depois de voltar a jogar, ele ainda teve um pequeno problema. Foi uma temporada em que ele não jogou minutos suficientes para um jogador atingir o seu melhor nível. Começámos a temporada mais cedo e ele começou a jogar. Bah precisa de estar em ótima forma física para render ao nível que pode. Dá para ver que ele está a melhorar do ponto de vista físico e, claro, entendendo melhor o que queremos, qual é a nossa ideia. Ele está a criar uma boa conexão, agora, jogando mais com o Rafa no lado direito. Como você sabe, ele é um jogador que está na sua quarta temporada no nosso clube e é um dos jogadores com mais anos de casa no Benfica. Ele é um dos jogadores que também teve a sensação de ser campeão aqui. Isso é algo muito, muito importante para nós, em termos de maturidade, experiência e de saber o que isso significa. Para nós, é importante que ele esteja nas melhores condições físicas, que tenha as ferramentas para que possa render ao seu melhor nível na forma que queremos jogar.

Na Dinamarca, falamos deste jogo como David contra Golias. Como vê o confronto entre Benfica e Aarhus e há algum jogador em particular sobre o qual você gostaria de falar?

Olhamos para eles como um coletivo. Mencionei antes que, para nós, e sei que é uma competição diferente, que não é uma das cinco principais ligas da Europa. Sabemos disso, mas ninguém se torna campeão por acaso. Somos campeões se tivermos um bom desempenho, se demonstrarmos a consistência necessária e jogarmos de uma determinada maneira para sermos campeões. Eles sagraram-se campeões depois de tanto tempo sem um título. Sem dúvida, eles fizeram muitas coisas boas na última temporada para conseguirem esse troféu. Para nós, essa é a primeira coisa que consideramos. Entendo a pergunta, mas não nos baseamos nesse tipo de coisas, em percentagens ou algo do género. É claro que, se analisarmos a dimensão da história dos clubes, não há comparação. Para nós, isso é motivo de orgulho. Significa que a nossa história como clube de futebol é imensa e respeitada no mundo inteiro, mas não é isso que vai jogar amanhã. Amanhã vai jogar o Benfica contra o Aarhus e temos de provar a nossa qualidade em campo.

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