🎥⚽ Benfica-FC Alverca | Marco Silva

02h40 CET

03/11/2026

PÓS-JOGO

Marco Silva valorizou a conquista dos três pontos no triunfo do Benfica frente ao Alverca (1-0), nesta segunda-feira, 2 de novembro, no Estádio da Luz, na 10.ª jornada da Liga Betclic. Apesar do resultado positivo, o treinador reconheceu que a equipa não conseguiu apresentar a qualidade habitual, identificando dificuldades na circulação de bola, na criatividade ofensiva e na gestão da vantagem. A importância de vencer sem sofrer golos foi uma das notas positivas retiradas do encontro.

Na flash interview da BTV, Marco Silva explicou as opções tomadas para os corredores laterais, com a entrada de Lukebakio e de Schjelderup no onze – e a derivação de Prestianni para a zona central –, perante a organização defensiva do conjunto ribatejano.

"Em relação ao Lukebakio, acabámos por tentar dar um pouco mais de largura. Sabíamos da forma como o Alverca saltava do cinco para depois para quatro quando ia saltar ao Bah. Tentámos que a nossa construção fosse um pouco mais a quatro em alguns momentos e depois com a largura dada pelo nosso ala. Em relação ao outro corredor [o esquerdo], é uma decisão nossa ter o Prestianni mais por dentro e darmos largura pelo Andreas [Schjelderup]. Não teve que ver com a ausência de nenhum jogador do Alverca, teve muito mais que ver com o que nós queríamos para o jogo. No corredor direito, sim. Nós tentávamos e sabíamos que eles iam depois saltar de uma linha de cinco para quatro quando saltavam ao Bah. Tentámos ter o Bah um pouco mais baixo para podermos, dessa forma, enfrentar a linha de quatro do Alverca. Esse foi o objetivo com as duas alterações", explicou.

Apesar do triunfo, Marco Silva reconheceu que o Benfica esteve longe da qualidade que pretende ver na equipa. A entrada de Claudio Echeverri ao intervalo procurou precisamente acrescentar criatividade e capacidade para jogar em espaços reduzidos.

"Acima de tudo, nós queríamos alguma criatividade, alguma inspiração. Foi claramente uma noite desinspirada da nossa equipa. Muito, muito, muito importante a vitória. Muito importantes os três pontos. Um jogo muito difícil para nós. Uma noite em que não estivemos ao nível a que normalmente gostamos de estar e da forma como gostamos de jogar. Foi muito coração, mas tudo muito a correr, muito rápido. O número de bolas que nós perdemos hoje, sem o adversário forçar, sem oposição, foi muito, muito elevado para uma equipa que depois quer ter algum controlo do jogo. Pressionámos. Nós, sem bola, não tivemos grandes problemas, mas depois, no momento do duelo individual, houve ali uma percentagem que os jogadores do Alverca também ganharam e, a partir daí, tentaram atacar a nossa baliza. Mas, de uma forma geral, daquilo que tínhamos planeado para a nossa pressão, tirando os duelos individuais, que depois o jogo leva para esse lado e nós temos de ser fortes o suficiente, nessa perspetiva não tivemos grandes problemas. Mas, com bola, não estivemos ao nível a que gostamos de estar. Faltou-nos um pouco de inspiração. Claramente uma noite sem inspiração dos jogadores de maior qualidade. Mesmo da forma como começámos a construir, muita precipitação em alguns momentos, e isso permitiu que o jogo não estivesse claramente sob controlo. Não é que o adversário tenha tido muitas oportunidades ou oportunidades de golo, mas poderíamos e devíamos ter feito muito mais. E o porquê de ter entrado o Claudio [Echeverri] logo ao intervalo era para isso mesmo: para nos dar qualidade com bola, em espaços curtos, para poder girar, e depois colocar o Prestianni à esquerda, tirar um pouco o Prestianni daquela zona mais congestionada, independentemente de ele ter tido os seus momentos na primeira parte. Foi o jogador que tentou, em alguns momentos, fazê-lo. Tentar o Prestianni um pouco mais à esquerda e depois o Claudio dar-nos ali, naquele espaço entre linhas, aquilo que precisávamos naquele momento. O lance do penálti que dá o golo é um bom exemplo disso, do que pretendíamos com o Prestianni e com o Claudio naquele espaço. Em mais um ou outro momento conseguimos. Não de uma forma consistente", reconheceu.

O encontro deixa também matéria para trabalhar na forma de atacar adversários instalados perto da própria área.

"Não fomos aquela equipa consistente e agressiva no último terço. A primeira parte é um bom exemplo disso. Tentámos forçar muito quando estava tudo fechado no corredor, com poucas situações na área do lado contrário. Importante para nós analisarmos, fazer os jogadores perceberem que, quando este tipo de equipas vem aqui e joga praticamente em cima da sua área, nós temos de ter a capacidade de rodar mais rápido o jogo e jogar a um, dois toques para podermos desorganizar o adversário. Ficam os três pontos. Importante não termos sofrido golos, porque neste tipo de jogos faz uma diferença muito grande", salientou.

Mesmo depois de chegar à vantagem, o Benfica não conseguiu "meter gelo" no encontro.

"Nós cometemos erros não forçados pelo Alverca. Muitas vezes, os nossos dois centrais ou o nosso jogador da posição 6, sem oposição, praticamente com os jogadores do Alverca a não saltarem ao jogador que tem bola... E nós, naquele momento, não temos de acelerar em coisa nenhuma por dentro. É o momento de tentarmos atrair os jogadores, para eles poderem saltar, e depois, a partir dali, podermos ir onde queremos e levar o jogo para onde queremos. Não tivemos essa capacidade em alguns momentos. Eu senti também a equipa um pouco intranquila e não havia grande razão para estar. A realidade é que estávamos em vantagem, tínhamos de implementar o nosso jogo e depois levá-lo para situações em que nós temos sido muito fortes e criar as situações que criámos. Hoje não foi claramente essa noite. Mas, repito, por vezes, em noites destas, é importante nós ganharmos jogos, é importante não sofrermos golos, é importante somarmos os três pontos, porque era o fundamental", rematou.

DECLARAÇÕES
MARCO SILVA | Conferência de imprensa
Echeverri deu à equipa a criatividade que faltava
"Foi a vez em que mexemos mais tarde, pelo número de substituições que fizemos, pelo menos até ao minuto 70, foi de certeza. Mas nem sempre têm de se fazer as alterações todas. É óbvio que a alteração ao intervalo era necessária. Nós estávamos, olhando de uma forma geral para o jogo... Uma vitória muito importante para nós, mais três pontos. Uma vitória justa também, mas muito difícil. Em termos de exibição, não foi a exibição que nós normalmente temos e gostamos, da forma como gostamos de o fazer, mas faz parte. E hoje foi uma noite desinspirada da nossa parte. Em muitos momentos, muito coração e pouco equilíbrio para tomarmos as decisões mais acertadas que o jogo pedia. Forçámos muitas vezes no corredor que estava fechado, com o adversário a fechar bem, e faltou-nos jogar com mais velocidade para que pudéssemos depois abrir os espaços que queríamos abrir. Com uma equipa que, mesmo tentando em alguns momentos, praticamente mais na primeira parte até, porque depois acabámos por fazer o golo e o jogo abriu um pouco mais, na primeira parte defendeu com muita gente em cima da sua área. Praticamente com uma linha de cinco e uma linha de quatro, toda muito junta, em que talvez o jogador que tinha mais um pouco de espaço era o Pavlidis. Mas há sempre alguns perigos quando não há espaço entre linhas para ligar no avançado. Faltou-nos, mesmo quando ligámos no Pavlidis, depois, quando a bola vinha para uma zona mais atrasada ou para o João [Palhinha] ou para o Fredrik [Aursnes], movimentos de rutura naquele momento para começarmos a abrir os espaços, mesmo com pouco espaço nas costas, abrir os espaços que pretendíamos e deveríamos ter conseguido. Não o fizemos. Daí eu dizer que foi uma noite desinspirada da nossa equipa. Em termos de jogadores mais criativos, neste tipo de jogos também precisas da criatividade da equipa, e isso não aconteceu. E depois começámos a querer fazer tudo muito rápido. Começar a fazer tudo muito rápido normalmente leva a perdas de bola e a tomar decisões, mesmo com o adversário fechado, que não são normais na nossa equipa e que hoje acabaram por acontecer mais do que uma vez. E, por isso mesmo, nós tínhamos de fazer alguma coisa ao intervalo. Queríamos um jogador um pouco mais criativo naquele meio-espaço, colocar o Prestianni à esquerda para nos dar aquilo que normalmente nos dá também naquele corredor, tirá-lo um pouco da zona central, que estava muito congestionada. Mas, mesmo assim, ele, na primeira parte, foi o jogador que conseguiu virar-se muitas vezes para a linha defensiva do adversário. E o objetivo era dar largura com ele e depois colocar o Claudio [Echeverri], que também faz isso muito bem, em espaços mais curtos, jogar entre linhas e depois aproveitar os espaços que nós sabíamos que, pela irreverência do Prestianni no um contra um, iam abrir para outros jogadores. Foi um pouco assim que aconteceu o lance que deu o penálti e que deu o golo. Faltou-nos depois mais continuidade neste tipo de ações, quer num lado, quer no outro, para que pudéssemos ter oportunidades para fazer o 2-0 e praticamente matar o jogo. Não tivemos muitas. Tivemos uma ou outra. Lembro-me de uma do Claudio, mas não tivemos muitas. A realidade é que o Alverca tem algumas aproximações, mas tem aquele livre que acaba por dar o golo anulado, a bola que o Samu [Samuel Soares] defende para o poste, depois não tem mais nenhuma oportunidade de golo, independentemente das aproximações que teve à nossa área e de ter acreditado até ao fim. Quando estás a ganhar só 1-0, este tipo de situações acontecem. Mas, de uma forma geral, não tirando mérito nenhum àquilo que foi a exibição do Alverca, olhando muito mais para nós, não foi uma exibição ao nível que temos tido. É importante para nós analisar. Mas, ao mesmo tempo, quando não tens jogos a um nível exibicional bom da nossa equipa, é importante ganhar. É importante e torna-se muito mais importante não sofrer golos neste tipo de jogos, porque, marcando, acabas por ganhar o jogo. E hoje foi um bom exemplo disso mesmo. Agora, como fizemos e vamos continuar a fazer, analisar com os jogadores, fazê-los entender o porquê de, em termos exibicionais, não ter sido a melhor exibição da nossa parte, ou não termos tomado as boas decisões. Porque hoje o número de passes errados, mesmo sem os jogadores do Alverca forçarem o erro, foi muito grande na nossa equipa, o que não é normal. Mas torno a referir: uma vitória justa, uma vitória importante para nós. Realçar também, num jogo não bem conseguido, o apoio dos adeptos naquele minuto 70. Perceberam claramente que a equipa não estava numa boa noite em termos exibicionais e começaram a puxar pela equipa, a empurrar a equipa para a frente. Isso é de realçar, mais uma vez, o apoio deles. E conseguimos juntos uma vitória. Em relação à substituição, o Claudio acabou por dar, em muitos momentos, aquilo que nós pretendíamos. Um jogador com a sua qualidade e naquele espaço que era importante para nós."

Sem comentários sobre os rivais
"São duas perguntas que eu não vou comentar. Aproveito, até porque é uma pessoa que eu conheço muito bem, para mandar um abraço ao Rui [Borges]. Ele sabe muito bem aquilo que tem de fazer para a sua carreira. É uma pessoa muito inteligente. Nunca é bom quando acontece com algum colega de profissão. Não tem que ver com o clube. É só enviar-lhe um abraço. Faz parte de nós, enquanto colegas, é o que temos de fazer. Nada mais. Não vou fazer nenhum comentário em relação à primeira questão que me colocou. Nós temos de falar do Benfica, do jogo de hoje, do Benfica-Alverca. As outras coisas não são importantes para mim."

Melhores decisões para desmontar blocos baixos
"Não é fácil desmontar equipas. As equipas percebem como nós jogamos. Nós temos sido muito fortes a desmontar mesmo adversários que se colocam bem mais baixos. Hoje, o Alverca, em muitos momentos, praticamente estava plantado com dez jogadores à volta da sua área e nós temos de ter a capacidade, coletivamente, de chegar lá. Acima de tudo, a velocidade no nosso jogo, que em muitos momentos não tivemos tanta, e a objetividade em alguns momentos. Nós tentámos, mesmo com o adversário fechado em algumas zonas, forçar quando não era para forçar. Acima de tudo, temos de tomar melhores decisões, tentar jogar mais rápido, mas ter o equilíbrio necessário para não perder bolas, porque naturalmente começas a perder alguma confiança e começa a haver algumas dúvidas. E é um bocado o espelho do jogo de hoje. Não tem a ver com intensidade, não tem a ver com agressividade, no bom sentido, não tem a ver com querermos jogar para a frente. Muitas vezes até jogámos demais e depois acabámos por perder bolas que não devíamos ter perdido. Tem muito mais a ver com questões coletivas que nós temos de continuar a trabalhar e dar aos jogadores esses caminhos. Mas não há a menor dúvida de que o futebol, independentemente da forma como jogas, da ideia que tens, da identidade que queres dar, continua a ser muito de jogadores e continua a ser muito de inspiração. Porque é por isso mesmo que nós temos os jogadores com as características que temos na nossa frente de ataque. E isso, para nós, é importante, independentemente de haver uma ideia coletiva de jogo. Mas é muito importante que eles estejam num bom dia, ou numa boa noite, neste caso. E, quando muitos dos jogadores não estão numa boa noite, é importante, mesmo assim, termos a capacidade, ou vindo do banco, como já aconteceu algumas vezes – hoje, mais uma vez, o jogador que veio do banco acabou por ser decisivo –, ou mesmo nós, com algumas alterações táticas que precisamos de fazer, de dar à equipa outros caminhos para podermos ganhar jogos, mesmo quando a exibição não é perfeita da nossa parte, como foi o caso desta noite."

Erros não forçados geraram intranquilidade
"Eu acho que há coisas que são naturais, independentemente de nós não querermos. Algo que é muito importante para nós: termos sempre um equilíbrio emocional muito grande na forma como queremos jogar e como enfrentamos os nossos adversários, e como os nossos adversários nos colocam alguns problemas para resolver. E, além da qualidade, da intensidade, tudo o que se fala que está por trás de uma equipa de futebol, o equilíbrio emocional também é muito importante. E os jogadores também sentem. É normal que, mesmo depois do 1-0 e quando estamos em vantagem – normalmente somos uma equipa muito acutilante e queremos e vamos à procura do segundo golo –, hoje também tentámos fazê-lo, mas os jogadores também sentiram que muitos deles não estavam... O jogo não estava a ser tão fluido da nossa parte como costuma ser normalmente. E nós cometemos erros não forçados num número muito elevado, o que leva a alguma intranquilidade e depois leva a alguma desconfiança. E foi isso que acabou por acontecer. Muito mais as nossas ações que nos criaram isso mesmo na equipa e que nós temos de continuar a trabalhar, corrigir e fazer os jogadores entenderem isso mesmo."

Oferecer mais aos adeptos
"Difícil de avaliar [pior exibição do Benfica no Campeonato], mas no Estádio da Luz de certeza. Senti isso mesmo dos jogadores. Nós ganhámos um jogo e, em alguns momentos, parecia que não estavam felizes por ganharmos o jogo, porque eles sabem perfeitamente o que nós somos capazes de fazer e oferecer. Mas não vai ser sempre assim. Eu tenho de avisar que não vai ser sempre dessa forma, independentemente de eu querer muito, os jogadores quererem muito também. Mas, sim, não há que esconder e dizer-lhe que, pelo menos em casa, de certeza absoluta."

Lukebakio e a identidade da equipa sem bola
"Eu não sei se mudou algo ou o que é que mudou, porque eu não estava cá no ano passado. Não posso fazer comparação, não tenho esse termo comparativo. Posso-lhe falar desde que cheguei ao Benfica. E todos os jogadores, independentemente das características individuais que tenham, e que são diferentes – basta olhar para os nossos quatro ou cinco alas, com o Rafa, que faz já muitas vezes o corredor –, todos eles são jogadores de características diferentes. Mas eles sabem qual é a identidade que temos para a equipa. É óbvio que eu nunca vou dar, ou nós nunca vamos dar, ao Lukebakio, ao Andreas [Schjelderup], ao próprio Rafa, características de agressividade como tem o Bah, como tem o João [Palhinha]. Não vamos dar. Isso é impossível. Isso é pensar em milagres e eles não acontecem com frequência. O que os jogadores sabem é que nós temos uma identidade clara e queremos que, com bola, toda a gente a compreenda e, sem bola, toda a gente a compreenda também e a execute. Simplesmente isso. Agora, não vou estar a comparar. Disse-lhe que não estava cá no ano passado, não há termo comparativo para mim. Há termo desde o primeiro dia em que chegámos e daquilo que tentamos incutir nos jogadores."

Schjelderup e Prestianni: uma ligação que já deu bons momentos
"Nós já tivemos excelentes momentos com eles, tivemos excelentes momentos. Eu lembro-me do jogo com o Vitória SC aqui, do jogo com o Gil Vicente – não da Taça da Liga, o anterior –, tivemos o jogo com o Moreirense fora, em muitos momentos dos jogos também, segunda parte com o Marítimo... Tantos bons momentos que eles já tiveram durante esta época, ou neste princípio de época, os dois jogando juntos. O Prestianni tem tido grandes momentos por fora, grandes momentos por dentro. Hoje a primeira parte foi, de uma forma geral, difícil para encontrarmos espaço e para termos aquela inspiração. Não foi só essa ligação entre os dois, porque nós não podemos só depender da ligação entre dois jogadores. Temos de ser muito mais do que isso. Tenho-vos vindo a dizer. Mesmo assim, durante a primeira parte, o Prestianni foi o jogador que conseguiu virar e conseguiu, em muitos momentos, receber bolas entre linhas e virar-se para a linha adversária. Claramente, foi um dos jogadores que o conseguiu fazer. De uma forma geral, esta primeira parte não correu bem à equipa, independentemente – e torno a dizer – de termos um adversário que defendeu em cima da sua linha praticamente a primeira parte toda, que conseguiu, em alguns momentos, depois, com a ligação direta ao avançado, criar-nos ali algumas situações e depois ganhar a segunda bola e tentavam atacar. Mas praticamente teve aquele lance do livre e nada mais. Compete-nos a nós olhar para aquilo em que não estivemos tão bem. Em momentos em que estivemos muito bem, fizemo-lo e vamos fazer da mesma forma: analisar com os jogadores e preparar o próximo jogo, que está bem à porta. Porque isto é praticamente jogar de três em três dias e é importante percebermos como é que eles estão e tentarmos apresentar a equipa mais fresca possível para quinta-feira."

Prestianni e Echeverri podem jogar juntos
"Nunca será pela altura, isso garanto. De certeza que não. Se for por serem muito bons jogadores, também não terei, de certeza. Estamos a falar de dois grandes talentos, bem jovens os dois, mas dois grandes talentos que temos na nossa equipa. Respondendo diretamente à questão, não terei problema nenhum. Se o Echeverri fosse central, se calhar teria mais precauções nesse sentido. Sendo um jogador que joga naquela posição, não haverá problema nenhum. Não é por isso que ele não tem começado juntamente com o Prestianni no mesmo onze. Ele chegou mais tarde à equipa, tem vindo a crescer. É importante perceber isso também. Está melhor. Hoje deu à equipa aquilo de que a equipa precisava. Ele está claramente a entender tudo aquilo que nós pretendemos. Estamos a dar também mais jogo e mais jogo para que ele possa crescer fisicamente – não crescer na altura, mas fisicamente – para aquilo que nós queremos e precisamos dele com e sem bola. E ele já teve um jogo muito positivo aqui na última quinta-feira, em que, a partir dos 60, 70 minutos, sentiu um pouco mais. E hoje, 45 minutos de bom nível também. É um jogador que é muito criativo. Naqueles espaços que, torno a referir, nos dá coisas diferentes. Pensa como um terceiro médio em muitos momentos, mas é capaz depois de fazer aproximações muito fortes ao nosso avançado. E depois, com a capacidade que tem de chegar à área, com movimentos de rutura ou em condução, é um jogador forte. É um jogador que nos vai dar coisas diferentes e é o que nós procuramos. Hoje, o jogo estava a ir por um caminho com que nós não estávamos satisfeitos. Não tem nada a ver com a atitude, quer do Andreas [Schjelderup], quer do Prestianni, quer do Lukebakio e, na nossa frente de ataque, do Pavlidis. Estávamos a precisar de coisas diferentes e, por isso mesmo, optámos por mudar ao intervalo. E, felizmente para nós, o Claudio teve um bom impacto no jogo e conseguiu ser decisivo."
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