01h50 CET
09/03/2026
Num Estádio da Luz lotado e a ferver com um grande ambiente, a primeira homenagem escreveu-se no feminino, com os jogadores das águias a atuarem com os nomes das mulheres da sua vida nas costas da camisola para assinalar o Dia Internacional da Mulher.
Antes do apito inicial, momento solene na Catedral com um minuto de silêncio dedicado à memória de António Lobo Antunes, um dos maiores escritores contemporâneos portugueses e Benfiquista dos sete costados, que faleceu no passado dia 5 de março.
Desde as bancadas, uma sonora ovação para um onze com 3 mudanças em relação ao jogo com o Gil Vicente (1-2): Tomás Araújo, Barrenechea e Richard Ríos avançaram para os lugares de António Silva, Barreiro e de Aursnes (lesionado), juntando-se a Trubin, Dedic, Otamendi, Dahl, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
O Benfica entrou pressionante e com muita posse de bola, mas, aos 3', o fumo proveniente de artefactos pirotécnicos motivou a interrupção da partida. Esta só foi reatada aos 6' e a quebra de ritmo foi notória, tornando o jogo confuso.
Aos 8', Pavlidis testou a atenção de Diogo Costa com um remate em posição frontal e, na resposta, o FC Porto revelou-se tremendamente eficaz. No meio-campo, Alan Varela lançou a desmarcação de Froholdt pelo meio, o qual, no interior da área, atirou rasteiro. Trubin defendeu para a frente e, na recarga, o dinamarquês fez o 0-1, aos 10'.
As águias lançaram-se para a frente à procura do golo, e a primeira grande oportunidade dos encarnados acabou por sair da perna direita de Martim Fernandes. O lateral do FC Porto desviou um cruzamento de Rafa na direção da própria baliza e obrigou Diogo Costa a uma grande estirada para evitar o empate, aos 24'.
Aos 26', na sequência de um livre em posição frontal a punir uma entrada perigosa de Pepê sobre Prestianni, Schjelderup voltou a criar perigo. O norueguês atirou forte e colocado, e a bola saiu muito perto da quina esquerda da baliza dos dragões.
Na sequência, a defesa do FC Porto mostrou-se sólida para anular as investidas do Benfica, feitas de jogadas individuais e de cruzamentos que, invariavelmente, esbarravam na muralha azul e branca. Num desses lances, aos 35', Diogo Costa saiu a punhos para afastar uma bola perdida e, no desenvolvimento, atropelou Pavlidis. Pediu-se penálti na Luz, mas o árbitro mandou seguir o jogo.
Aproveitando o balanceamento ofensivo dos encarnados, os forasteiros conseguiram ampliar aos 40'. Num contra-ataque rápido, Pietuszewski invadiu a área e, após o frente a frente com Otamendi, rematou para o 0-2.
Até ao intervalo, o Benfica não conseguiu criar nenhum lance de perigo e a melhor oportunidade pertenceu ao FC Porto. Aos 45'+3', na marcação de um livre direto, Gabri Veiga rematou forte e Trubin voou para afastar a bola pela linha de fundo.
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No regresso dos balneários, as águias conseguiram reequilibrar a partida e, aos 58', construíram uma boa jogada que só pecou pela falta de sorte. Tomás Araújo fez um passe a rasgar para Rafa, que tabelou com Dedic, tirou um adversário da frente e... escorregou na hora do remate, que saiu para fora.
Mais acutilante e capaz de controlar o espaço nas costas da defesa, o Benfica continuou a carregar e renovou a energia com as entradas de Ivanovic e Lukebakio para os lugares de Prestianni e Rafa, aos 65'.
Num lance de velocidade pelo lado direito, aos 66', os dragões somaram uma das raras chegadas à área encarnada por Alberto Costa, que foi travado pela mancha de Trubin.
No entanto, a pressão das águias deu os seus frutos aos 69'. Lançado por Dedic, Lukebakio cortou do lado direito para o corredor central e, à entrada da área, rematou de canhota ao poste. No coração da zona de rigor, Schjelderup conseguiu chegar primeiro à bola e, na recarga, atirou para o fundo das redes para o 1-2. As bancadas da Luz irromperam em festejos e apontaram a mais golos.
Aos 75', José Mourinho voltou a mexer na equipa: Otamendi, com dificuldades físicas, e Barrenechea foram rendidos por António Silva e Barreiro.
Empurrado para a sua área, o FC Porto abusou das faltas para travar os ataques do Benfica, que, apesar do domínio territorial, via as suas finalizações intercetadas por jogadores portistas, como sucedeu com Lukebakio (74' e 81') e Dahl (76').
Aos 83', Dedic acusou a exigência da investida encarnada e, com queixas, foi substituído por Bah.
E o banco revelou-se preponderante no lance que originou o empate dos encarnados. António Silva recuperou a bola a meio-campo e tocou-a para Ivanovic. Este tabelou com Bah, atacou a profundidade à direita e cruzou para o centro da área, onde Barreiro, em vólei, rematou de pé direito junto ao poste para fazer o 2-2, aos 88'.
Estava dado o mote para uma reta final frenética de jogo e, após uma confusão junto aos bancos que resultou na expulsão de José Mourinho (e de Lucho González), o Benfica voltou à carga.
Aos 90'+4', Schjelderup arrancou pelo lado esquerdo e Bednarek evitou que a bola chegasse a Pavlidis. E, aos 90'+8', mais um lance que espelhou bem o que sucedeu na 2.ª parte. Um primeiro remate de Dahl foi intercetado por um opositor e, na sequência, o disparo de Ivanovic tabelou em Bednarek e Kiwior antes de o esférico "morrer" nas mãos de Diogo Costa.
Segundos depois, em mais uma ofensiva encarnada, a área do FC Porto foi palco de um lance que podia ter ditado outro desfecho no clássico. À esquerda da área, Schjelderup executou um cruzamento/remate, Diogo Costa defendeu para a frente e a bola continuou viva nas imediações da baliza. Na disputa do lance, o guarda-redes azul e branco chocou com Pavlidis e amarrou o esférico. João Pinheiro não assinalou penálti e o VAR também não interveio.
O apito final do clássico surgiu pouco depois e, apesar do travo de injustiça, o público saudou a reação da equipa com aplausos e cânticos, manifestação de apoio devidamente agradecida pelos jogadores.
Divididos os pontos no clássico, as águias voltam a entrar em campo às 20h30 do próximo sábado, 14 de março, no terreno do Arouca, em duelo válido para a 26.ª jornada da Liga Betclic.