🎥⚽ Benfica-Gil Vicente | Pós-jogo

00h10 CEST

14/09/2026

PÓS-JOGO

Destacando a capacidade de reação da equipa, a crença até ao último minuto e o impacto dos jogadores vindos do banco, Marco Silva considerou "justíssima" a vitória (3-1) do Benfica no embate da 6.ª jornada da Liga Betclic com o Gil Vicente, enaltecendo também o papel decisivo do Estádio da Luz na reviravolta alcançada neste domingo, 13 de setembro.

Antes da conferência de imprensa, na zona de entrevistas rápidas da BTV, o treinador das águias reconheceu as dificuldades colocadas pela equipa de Barcelos, sobretudo na primeira fase de construção, mas valorizou a capacidade dos encarnados para assumirem o jogo e acreditarem na vitória até ao fim.

"Nós esperávamos que um dos alas fechasse numa linha de cinco. Naturalmente, esperávamos mais pelo seu corredor direito, que o ala fizesse uma linha de cinco e que se apresentassem em 5x4x1 sem bola, e foi o que aconteceu. Os problemas que nos criaram, sinceramente, até foram mais na primeira fase de construção deles. Uma equipa que, em alguns momentos, coloca muita gente na primeira fase de construção e os nossos momentos de pressão não estavam tão eficazes como deveriam estar e tão eficazes como normalmente estão. E, por isso mesmo, em alguns momentos eles foram quebrando a pressão, com umas condições em termos de calor também difíceis para manter uma intensidade alta com e sem bola. Naturalmente, ganham confiança. Uma equipa que, nessa mesma primeira fase de construção, tem qualidade, com os centrais sem medo, um guarda-redes com qualidade com a bola no pé também, e colocou-nos problemas nesse primeiro momento, quebrando em alguns momentos a pressão. Nós entrámos bem no jogo novamente. Tivemos os dois ou três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Algumas entradas entre o lateral e o central que nós preparámos e fizemos bem. Acabou por não acontecer o golo da nossa parte, e eles, num momento em que nós recuperámos bem a bola, num momento de boa intensidade de recuperação, acabámos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa: quando depois de trabalhares forte para ganhar, ganhas e entregas mal a bola. Foi o que nos aconteceu. E depois, num momento de defesa da área, não fizemos tão bem. Num momento também, há que realçar, de qualidade no último passe e no movimento do jogador do Gil. Mas o jogo depois foi todo nosso. Foi todo nosso, como tinha de ser. Mesmo ao intervalo já podíamos estar a vencer pelas oportunidades que criámos. Lembro-me, logo a seguir, de uma cabeçada do Leandro [Barreiro], completamente sozinho, só com o guarda-redes. Outra do Pavlidis, na pequena área, sozinho com o guarda-redes. Acabámos por igualar, e disse aos jogadores ao intervalo que só teríamos de manter aquilo que estávamos a fazer. Retificar algumas coisas, principalmente alguns posicionamentos sem bola, e depois fazer o nosso papel, que é tentar, de variadíssimas formas, para chegar lá. Também os tinha avisado de que, a qualquer momento, iríamos arriscar, vindo do banco. Refrescar também. Senti a equipa hoje um pouco mais fatigada, sinceramente, mas a realidade é que acreditámos até ao fim. Com a gente que veio do banco também a ter um impacto no jogo, o que é importante. É muito bom", analisou o técnico.

"Não vai ser sempre sem sofrer. Não vai ser sempre a marcar golos cedo. Era uma ilusão para quem pensasse que ia ser assim. Há jogos que têm de se ganhar desta forma. Acreditar até ao fim. Agradecer também aos nossos adeptos. O estádio, nos últimos dez minutos, num momento em que pairava um mau resultado para nós, claramente empurrou a nossa equipa para a frente e o Gil para trás. Com o nosso acreditar também, com os adeptos a puxar, foi muito importante. E acabámos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil", vincou, referindo-se à importância do empurrão do público rumo aos 3 pontos.

Perante um encontro que exigiu novas soluções, Marco Silva recorreu a dois avançados em simultâneo – Pavlidis e Jhon Durán – e redesenhou a equipa durante a partida. O técnico destacou a importância de dispor de alternativas táticas e, sobretudo, de ver os jogadores acreditarem nas mudanças introduzidas para desbloquear o desafio.

"É fundamental. Estávamos a tentar com um avançado. Eu sabia, e já tinha preparado os jogadores para que isso pudesse acontecer. Quando houve ali um momento de hidratação, preparei logo o Claudio [Echeverri] e o João [Palhinha] para o nosso posicionamento no meio-campo, para quando entrasse o Jhon [Durán]. O Claudio já sabia o que é que teria de fazer. Ia ser ele e o João naquela zona intermédia. E daríamos largura depois pelo Lukebakio e pelo Prestianni, como demos, com o Fredrik [Aursnes] no corredor direito depois a fazer de falso lateral-direito, ou de lateral-direito sem bola. Foi o que fizemos, e fizemo-lo bem. Os jogadores também acreditaram. E é importante, depois, quando eles acreditam como o fizeram, tirarmos proveito disso e tirarmos o resultado que queríamos. É muito importante para eles perceberem que há jogos que se têm de ganhar desta forma, com qualidade em alguns momentos. Não foi um jogo perfeito. Mas, acima de tudo, com o acreditar e a intensidade até ao último minuto do jogo", salientou.

Lançado num momento delicado da partida, Echeverri estreou-se oficialmente pelo Benfica e mereceu elogios do treinador. Marco Silva realçou a personalidade, criatividade e tranquilidade demonstradas pelo argentino, apesar do reduzido tempo de trabalho com a equipa.

"Gostei. Gostei bastante. Acho que é importante. Não temos tido muito tempo para treinar. Viagens, jogos, viagens, jogos. Praticamente não teve uma semana completa para treinar connosco e para perceber algumas dinâmicas. Tem sido muito através de outras hipóteses que temos, com o vídeo e com a análise dos poucos treinos que tem feito. Mas sabemos a qualidade que tem. E é importante perceber que, num momento difícil do jogo, ele entra e trouxe ao de cima aquilo que é o seu jogar, a tranquilidade e o não ter medo de arriscar. É um jogador que depois, quando recebe entre linhas, tem qualidade. Quando se vira para o jogo, tabelar. E nós precisávamos desse tipo de jogador. Tínhamos duas hipóteses para colocar naquela posição. Sentimos que precisávamos de um jogador muito criativo naquele momento para chegar à área e para continuar a fazer o que estávamos a fazer com o Andreas [Schjelderup] e com o Prestianni, mas agora com o Prestianni no corredor e depois com ele por dentro, no apoio ao Pavlidis", elogiou.

Reviravolta, esforço da equipa e apoio dos adeptos
"Um jogo difícil. Tornou-se ainda mais difícil quando ficámos em desvantagem no marcador, mas uma vitória justíssima. Difícil até ao fim, suada, como muitas vezes tem de ser. Tenho-vos dito em alguns momentos que não ia ser sempre a começarmos a liderar o resultado. Nós queremos. Hoje é um bom exemplo disso. Mas, acima de tudo, muito satisfeito por aquilo que foi não só o acreditar dos jogadores, mas do estádio. Perceberam perfeitamente, a partir do minuto 80, que nós estávamos a tentar tudo, mesmo desde o banco. E a forma como puxaram a equipa para a frente e criaram mais dificuldades ao nosso adversário foi fundamental. Depois, o esforço total dos jogadores é como tem de ser. Há momentos em que não vai ser de uma forma tão clara, a começar a liderar, a marcar cedo, independentemente de termos tido um bom momento para marcar antes do Gil. A primeira vez que foram à nossa baliza fizeram um golo. Num momento em que, e é o pior que nos pode acontecer, houve uma boa reação nossa e ganhámos a bola, o momento de definição é fundamental. E nós ganhámos e perdemos muito rapidamente a bola. É um ataque rápido do nosso adversário, com uma boa tomada de decisão e um bom golo. Mas, claramente, naqueles momentos temos de fazer melhor. Num primeiro momento, decidir melhor, e depois defender melhor aquele momento, ou a defesa da nossa área. Mas há que dar mérito ao Gil também. Em relação ao jogo, de uma forma geral, os nossos timings de pressão não foram os melhores. Senti a equipa um bocado pesada também, mas não foram os melhores. Nós sabíamos que o Gil Vicente punha muita gente na primeira fase de construção e nós, muitas vezes, com o Pavlidis e o Prestianni um pouco abertos demais, não esperámos pelos momentos certos para saltarmos à pressão e eles criaram-nos, em alguns momentos... Não dificuldades, não que tivessem criado oportunidades ou que tivessem chegado muitas vezes à nossa área, mas conseguiram acalmar o jogo. Acima de tudo, conseguiram acalmar o jogo. É uma equipa que sabe o que está a fazer com bola e nós permitimos isso. Eles foram acalmando em alguns momentos, independentemente da percentagem de posse de bola que tivemos, que foi muito elevada. Mas conseguiram, em alguns momentos em que nós queríamos colocar intensidade, ir acalmando o jogo. Mas há que realçar a nossa capacidade, estando em desvantagem, de dar a volta ao resultado da forma como fizemos. Criámos, novamente, oportunidades mais do que suficientes para estarmos a ganhar antes daqueles minutos finais. Mas esta é daquelas que também têm de saber bem. Não vai ser sempre de uma forma tão clara."

Gestão do onze e impacto das substituições
"Eu fiz só uma alteração e, sinceramente, se calhar devia ter feito mais, porque senti a equipa um pouco pesada. E isto é para as duas equipas – estava bastante calor, mesmo, difícil. Sofrer um golo e começar em desvantagem cria também, além de alguma fadiga... Mas nós não nos podemos queixar. É o que é o calendário. Nós é que decidimos colocar o jogo do Moreirense na data em que o colocámos. Portanto, não há queixas. Compete-me gerir. Fiz uma alteração, se calhar devia ter feito ainda mais para estarmos um pouco mais frescos. Nunca se sabe como é que a equipa vai reagir. Optei por fazer só uma, de um jogador que tem vindo a jogar muito também, que é o Enzo [Barrenechea], que eu sabia que estava com condição e que tem feito muito bem o seu trabalho. E possivelmente devia ter feito mais. Mas sentiu-se. O que é certo é que quem veio do banco deu uma boa resposta, ajudou a equipa, e isso é importante. O João [Palhinha], com a sua capacidade, empurrou a equipa para a frente. Começou a ganhar duelos, fresco, e precisávamos dele fresco também. E ele, no momento em que entrou, estava fresco. O Fredrik [Aursnes], um pouco mais cerebral, a dar, não tão profundo como o Leandro [Barreiro], mas a dar-nos um pouco mais de cérebro. E depois, quando arriscámos mais, com o Claudio [Echeverri], uma boa entrada, um bom impacto do Claudio, e depois com dois avançados. Acima de tudo, os jogadores que entraram ajudaram bastante a equipa e isso, para nós, é importante. Demonstra que não só quem começa, mas quem está no banco, tem de ser decisivo jogando no Benfica."

A estreia e a importância de Echeverri no jogo
"Foi importante. Agradou-me bastante, porque ele precisa de mais tempo connosco. Acho que a paragem para as seleções será muito importante para ele, porque, feliz ou infelizmente, iremos ficar com poucos jogadores. À partida, não sabemos o que será a convocatória, mas, se ficar connosco, será importante para ele. Vamos ter um bom tempo para trabalhar e para colocá-lo ao melhor nível. Mas agradou-me bastante. Num momento decisivo do jogo, um momento em que ele tem de entrar e que joga numa posição em que tem de ser decisivo, tem de assumir, e isso agradou-me, a forma como ele assumiu, a forma como não teve medo de procurar a bola, a forma como, em muitas tabelas e momentos curtos, conseguiu, à entrada da área, fazê-lo, agrada-me bastante. No momento da paragem para hidratação, falei com ele e com o João [Palhinha] sobre qual seria o próximo passo para nós, colocando o [Jhon] Durán. Já o tínhamos preparado, mas aproveitámos aquele momento para lhe dar indicações, que íamos ficar só com dois médios e ele teria de ser o segundo médio, com o João, e com dois avançados. E ele, mesmo nesse momento, assumiu e bem, mesmo sem bola naquele momento. Gostei bastante. Foi pouco o tempo, mas gostei bastante. É um jogador muito criativo, é um jogador que, entre linhas, nos vai dar coisas muito boas. E nós, naquele momento, precisávamos de um jogador com a criatividade do Claudio [Echeverri]."

O posicionamento de Prestianni
"É uma boa pergunta, uma excelente pergunta. Compete-nos, jogo a jogo, perceber o que é que é melhor para a equipa. O Prestianni está num momento de forma extraordinário, consegue criar por dentro. Lembro-me de alguns momentos no princípio da segunda parte em que ele até estava mais como interior-direito, numa altura em que trocou, às vezes por algum posicionamento que a bola parada nos obriga a ter, ou que nós temos alguns posicionamentos, e depois ele acaba por ficar na direita. Houve um longo período na primeira parte em que também esteve encostado à direita. No princípio da segunda parte esteve mais como interior-direito e, duas ou três vezes, encontrou bem o Leandro [Barreiro], encontrou o Pavlidis dentro da área. Ele está num momento... Depois podemos analisar onde é que está a render mais, e é fácil para vocês dizerem, depois do golaço novamente, de tudo o que deu à equipa quando se encostou à esquerda... Mas ele está num momento em que pode ajudar-nos por dentro, em que pode ajudar-nos à esquerda, em que pode ajudar-nos no corredor direito. Os números, no princípio da época, mostram-nos que é à esquerda, não vou estar aqui a entrar em jogos convosco, mas, se nós precisarmos dele por dentro, ele vai dar o que deu à equipa. Se precisarmos dele na direita, também vai dar. Estava superfatigado; se analisarem o jogo dele e as reações dele, era um dos jogadores em que isso se sentia claramente. E eu geri-o, ele só jogou 60 minutos na última quarta-feira, mas deu tudo, lutou até ao fim, tem sido brilhante para nós. É continuar a dar-lhe as indicações, a dar-lhe os caminhos, a dar-lhe o carinho também de que precisa, sendo um jovem de 20 anos. Tem sido fundamental para nós e há que continuar a trabalhar forte, porque não será só o Prestianni: todos os outros também têm qualidade e terão de dar à equipa. Em relação à posição que será melhor, honestamente não consigo responder. Eu sei onde ele tem rendido muito e bem, que é à esquerda, e nisso concordo claramente. Mas, se a equipa precisar dele noutro posicionamento, ele estará pronto."

Críticas de Francesco Farioli antes do clássico
"Isso deixo para vocês analisarem. Ganhámos um jogo difícil, ganhámos 3-1. Adorei a reação do público nos últimos dez minutos, como puxaram a equipa, adorei a reação dos meus jogadores. Não foi um jogo brilhante. Isso é que me deixa satisfeito. Quanto ao resto, não vou fazer nenhuma análise, não me compete a mim. Se vocês notaram todas essas coisas diferentes, vocês que analisem."

Semana de nove pontos
"Era fundamental para nós ganharmos porque eu, após o Estoril, disse-vos aqui – a alguns de vocês, mas principalmente disse aos meus jogadores – que íamos entrar numa semana de nove pontos e, para nós, era fundamental consegui-los. E conseguimo-los de variadíssimas formas. Nós tínhamos o Marítimo, tínhamos o Moreirense e finalizávamos com o Gil em casa. Era uma semana, para nós, de nove pontos e, de três em três, teríamos de os conseguir. E conseguimo-los de variadíssimas formas. Em dois campos muito difíceis, o estado do relvado, de que eu me queixei um pouco, se calhar critiquei demais, mas isto é uma defesa não para nós, Benfica, ou para os nossos jogadores. Acho que é uma defesa para o futebol português. Se queremos falar bem do nosso jogo e vender bem o nosso futebol e a qualidade que temos dentro, acho que hoje em dia não faz sentido que o façamos em relvados que não têm condições. Isto é um alerta e é para todas as equipas. Uma equipa, por exemplo, como o Gil Vicente jogou hoje, percebe-se que é uma equipa que tem qualidade. Se tiver um relvado bom para jogar, irá jogar melhor. Não é só para os clubes grandes. Não é só defesa em nosso favor. É de uma forma geral. E, para nós, respondendo diretamente à questão, era fundamental conseguir esta semana de nove pontos. Isso era fundamental para nós. O que virá [clássico com o FC Porto], será no domingo. Antes disso, temos um jogo de Liga Europa também [frente ao Milan na quarta-feira]. E, neste momento, o que me compete a mim e o que já estou a pensar é como é que vou recuperar estes jogadores depois do grande esforço desta noite, como é que vou gerir a equipa e qual será o onze e o plano para o jogo de quarta-feira. Depois nós teremos tempo para falar sobre o clássico. Neste momento, muito feliz pelos nove pontos numa semana que era fundamental para nós."

Arriscar sem perder o equilíbrio
"[Centésimo jogo na Liga como treinador e melhor memória que já tem do Benfica] Normalmente não me lembro, ou vou-me esquecendo. Não sei se é a idade, vou-me esquecendo muito rápido de algumas coisas que vão acontecendo. A melhor memória é desta noite, porque ganhámos o jogo e porque era o mais importante. Não é uma resposta muito agradável para vocês, eu percebo. Estão à procura, se calhar, de uma resposta diferente. Podia-vos dizer o jogo A, B ou C, mas eu gostei de hoje porque nos deparámos com uma situação diferente. Começámos em desvantagem, conseguimos igualar. Ao intervalo estava 1-1 e eu, além de outras questões técnicas e táticas para a nossa equipa, pedi calma aos jogadores. Pedi que os jogadores acreditassem. Disse-lhes que nós, se tivéssemos de arriscar, íamos arriscar do banco. E deixa-me satisfeito porque esta noite conseguimos, de uma forma diferente, até aos últimos minutos a acreditar. Ninguém baixou os braços. No risco e, em bom português, com a carne toda no assador, conseguimos chegar onde queríamos. Nunca houve uma equipa desequilibrada, mesmo arriscando e muito. Se vocês virem como nós acabámos: com o Lukebakio, com o Prestianni, com o Claudio [Echeverri] como um segundo médio, com o [Jhon] Durán, com o Pavlidis, com um lateral adaptado que é um médio e muita gente de tração à frente, deixa-me satisfeito porque, mesmo nesse momento, nunca perdemos o equilíbrio. Acabámos por perder ali um bocadinho após o 2-1. Uma boa intervenção do Samuel [Soares]. E isso é que me deixa satisfeito. O que me vem rapidamente à memória é a exibição desta noite, mas, acima de tudo, a forma como nós conseguimos dar a volta ao resultado."
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