00h20 CEST
13/04/2026
No regresso ao Estádio da Luz, José Mourinho lançou um onze com três alterações relativamente ao utilizado no empate com o Casa Pia (1-1), na jornada transata: Dedic, Barreiro e Prestianni renderam Bah, Barrenechea e Lukebakio, juntando-se a Trubin, António Silva, Otamendi, Dahl, Richard Ríos, Schjelderup, Rafa e Pavlidis.
A entrada das águias em campo refletiu a determinação em arrumar cedo a contenda. Com os olhos fixados na baliza adversária e uma asfixiante pressão alta, o Benfica cedo se instalou no meio-campo adversário, desenhando vistosas e velozes combinações ofensivas.
E bem cedo, logo aos 3', inaugurou o marcador (1-0). Barreiro recuperou a bola numa zona alta do terreno e colocou-a em Rafa, que lateralizou para a direita. Aí, Prestianni recebeu, avançou e cruzou de forma milimétrica para Schjelderup, que, de pé esquerdo, atirou a contar. Festejos madrugadores na Catedral pelo 5.º golo do internacional norueguês na Liga Betclic.
Dando sequência ao seu domínio, os encarnados continuaram a carregar e, aos 13', voltaram a ameaçar a baliza adversária. Dedic trabalhou bem no lado direito e cruzou para a grande área, onde surgiu Rafa a cabecear ao lado.
Da intenção à prática, bastaram poucos segundos. Aos 14', na resposta a um remate de longe de Witi à figura de Trubin, o Benfica saiu em velocidade pelo lado direito por Dedic. Este lançou Prestianni, que ganhou no corpo a corpo com José Gomes e, já na área, serviu Rafa, que só teve de emendar para dentro da baliza. Estava feito o 2-0 num tratado de eficácia.
Aos 21', na sequência de um pontapé de canto ensaiado, Schjelderup cruzou para a boca da baliza e, em boa posição, Pavlidis não conseguiu fazer o desvio. Nesse mesmo lance, António Silva caiu na área após uma disputa aérea com um adversário, mas nem o árbitro nem o VAR viram motivos para penálti.
O mesmo António Silva esteve perto de marcar aos 24', mas o seu remate foi intercetado por José Gomes quando se dirigia para a baliza dos insulares.
A partida seguiu de sentido único e, aos 40', o ferro impediu o 3-0. Já com duas assistências em seu nome, Prestianni recebeu a bola, fletiu para o meio e rematou em arco ao poste direito. Na recarga, Dedic ainda teve oportunidade de visar a baliza, mas atirou por cima.
Antes do intervalo (44'), o ataque encarnado voltou a deixar a defesa do Nacional em dificuldades. Prestianni fez o passe a rasgar para Rafa, que fintou o guarda-redes adversário e tentou servir Pavlidis. Contudo, em esforço, José Vítor esticou-se e cortou a bola pela linha de fundo, impedindo que esta chegasse ao grego.
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Depois dos aplausos reservados à exibição da equipa na 1.ª parte, o público teve a oportunidade de assistir a um desfile de campeões durante o descanso. Vencedoras das respetivas Taças de Portugal, as equipas femininas de basquetebol e de polo aquático foram homenageadas, bem como a saltadora Agate Sousa, campeã mundial de salto em comprimento em pista curta, e Fernando Pimenta, que se sagrou campeão nacional de Fundo em K1 sénior masculino pelo 18.º ano consecutivo.
No regresso dos balneários, o ritmo do jogo abrandou um pouco, mas com o Benfica sempre no controlo das operações. E, aos 52', houve nova chance para as águias. Após uma jogada executada por Rafa e Pavlidis no lado esquerdo, a defesa do Nacional travou a progressão do português, mas a bola sobrou para Schjelderup, que obrigou Kaique a uma defesa apertada.
Mais assertivos nos duelos, os forasteiros começaram a equilibrar a contenda e, aos 54', Trubin saiu com coragem da baliza para fazer a mancha a José Gomes, que tinha beneficiado de um par de ressaltos para surgir na área em boa posição.
No entanto, dois minutos volvidos (56'), foi o Benfica a dispor de uma oportunidade soberana para ampliar a vantagem. Barreiro recuperou a bola no meio-campo adversário e lançou Schjelderup, que foi derrubado no interior da área por Léo Santos. O árbitro assinalou penálti e Pavlidis avançou para a cobrança: o grego bateu forte para a esquerda, mas Kaique adivinhou o lado e fez a defesa a dois tempos.
Aos 67', na sequência de um lançamento lateral, Jesús Ramírez chegou a introduzir a bola na baliza à guarda de Trubin, mas o golo foi de imediato anulado por Fábio Veríssimo por falta clara de José Vítor sobre Pavlidis no início do lance.
Seguiu-se um período de menor fulgor das águias, contrariado pelas quatro substituições de uma assentada de José Mourinho, aos 78': Ivanovic, Lukebakio, Aursnes e Barrenechea renderam Pavlidis, Prestianni, Rafa e Richard Ríos.
Com outra frescura, o Benfica voltou à carga e, aos 84', após uma boa combinação com Lukebakio, Schjelderup tornou a testar a pontaria: a bola encontrou o corpo de um defesa do Nacional pelo caminho e o lance gorou-se.
No minuto seguinte (85'), o 3-0 esteve à vista em duas ocasiões consecutivas. Desmarcado por Barreiro, Ivanovic trocou as voltas a José Gomes e disparou forte para uma defesa incompleta de Kaique. O esférico ficou vivo na área, Barreiro ganhou o duelo com Filipe Soares e atirou para um grande voo do guarda-redes alvinegro.
A última vez que a bola rondou as balizas com perigo foi aos 87'. Lukebakio sprintou, cruzou a bola em cima da linha e deu origem a um lance muito confuso na área madeirense. Num primeiro momento, António Silva não conseguiu cabecear para a baliza nas melhores condições e, na continuação, a defesa do Nacional impediu a finalização de Barreiro junto à baliza de Kaique.
Já nos descontos (90'+2'), um momento inesquecível na carreira de Gonçalo Moreira. Lançado por José Mourinho para o lugar de Schjelderup, o jovem médio, de 20 anos, fez a estreia absoluta na equipa principal do Glorioso e sentiu o carinho da família benfiquista.
O apito final trouxe a confirmação da conquista dos 3 pontos e o regresso às vitórias na Liga Betclic.
Em plena reta final da temporada 2025/26, o Benfica volta a entrar em campo às 18h00 do próximo domingo, 19 de abril, ante o Sporting, no dérbi da 30.ª jornada da competição aprazado para o Estádio José Alvalade.