18h30 CEST
10/10/2026
| ANTEVISÃO | ||
Na antevisão do encontro, Marco Silva reforçou a necessidade de a equipa dar uma resposta positiva ao último resultado, sublinhando que "há que reagir" e recuperar os níveis exibicionais e de intensidade apresentados antes da pausa para os jogos das seleções nacionais.
"Se o Vitória SC quer reagir após um mau começo de temporada, nós temos de reagir obrigatoriamente após um resultado negativo", afirmou o treinador, que destacou a importância do reencontro com os adeptos benfiquistas, praticamente um mês depois do último jogo na Luz.
"Queremos sentir novamente aquilo que é a envolvência do Estádio da Luz connosco, sentir os adeptos. E nós temos de fazer a nossa parte, que é, desde o primeiro minuto, demonstrar aquilo que temos vindo a demonstrar em termos exibicionais, em termos de atitude, em termos de exigência para connosco enquanto equipa", vincou.
Com vários jogadores ao serviço das respetivas seleções durante a paragem, o técnico reconheceu as dificuldades na preparação do encontro e revelou que Bah "está disponível" e Sudakov "poderá estar entre os convocados", ao contrário de Kamiński e Banjaqui, que estão fora das opções para a partida.
A interrupção competitiva permitiu, por outro lado, aprofundar a integração de El Karouani e Echeverri, dois reforços que, segundo Marco Silva, beneficiaram do tempo adicional de trabalho para assimilar as dinâmicas da equipa e ganhar ritmo competitivo.
"Posso dizer que, neste momento, estão mais preparados", assegurou o técnico, que salientou ainda a importância dos últimos dias de preparação, já com praticamente todo o plantel reunido, para o regresso à competição.
Como é que regressaram os internacionais ao trabalho com a equipa, depois desta paragem de praticamente três semanas no Campeonato? Há alguma baixa para o jogo com o Vitória SC?
Sim, teremos algumas baixas. Os jogadores foram chegando, não todos no mesmo dia, a conta-gotas, se assim posso dizer. Fomos recebendo, fomos analisando. O contacto da nossa parte, quer individualmente com os jogadores, quer com as federações, com as equipas médicas e técnicas das federações, é constante. E nós vamos estando a par de tudo o que possa acontecer na seleção. Mas, naturalmente, quando chegam, há uma reavaliação da nossa parte. Foram chegando, uns mais cedo, outros... O que chegou mais tarde foi o Prestianni, pela hora a que jogou e pelo dia em que jogou. Mas, falando diretamente dos jogadores que poderão ter algumas condicionantes após os jogos da seleção, há a questão do Banjaqui. Não sendo nada de grave, irá estar fora do jogo de amanhã [domingo]. Tem um desconforto a nível muscular que sentiu no último jogo que fez pelos Sub-21. Há a questão do Kamiński também. Esses, sim, são os jogadores. Reavaliámos a questão do Sudakov. A imagem e as queixas, num primeiro momento, levavam-nos para uma situação que podia ter um pouco mais de gravidade. Tem vindo a treinar, tem vindo a fazer um esforço muito grande para poder estar disponível. Até hoje e até este momento, o que posso dizer é que poderá estar entre os convocados para o jogo. E os outros dois jogadores que estarão fora são o Lenglet, como vocês já têm conhecimento, e o Barrenechea.
Por estes dias, o nome de Jhon Durán foi mencionado num podcast. O Fred, que jogou com ele no Fenerbahçe, disse que, na altura, o Jhon Durán dizia que não precisava de correr nos treinos porque já estava rico. Gostava de lhe perguntar se, de facto, foi este Jhon Durán que encontrou no Benfica quando aqui chegou. E, se ele mudou, se Marco Silva teve um papel nessa mudança e que papel foi esse?
Eu conheço também bem o Fred e sei o tipo de personalidade que é. Se vocês olharem bem para a forma como aquele podcast estava a ser realizado e para a amena cavaqueira que estavam a levar, tirar daquilo um tema, a mim, parece-me um bocado exagerado, sinceramente. Mas, pronto, isso compete-vos a vocês fazer ou não disso notícia. Mas foi a forma como o Fred quis, naquele momento, encarar ou levar a conversa. Uma conversa, falando em bom português, em amena cavaqueira, quase como amigos. Mas, se vocês acham que isso é notícia... O Fred também disse que esperava que ele estivesse melhor, falou do potencial dele, falou de muita coisa e, naturalmente, retirou-se o mais negativo. Em relação ao Durán, do que eu conheço do Durán enquanto meu adversário durante alguns meses, quando ele esteve no Aston Villa, e o impacto que teve lá... E depois, naturalmente, teve duas passagens não muito positivas por dois clubes diferentes. Desde que chegou ao Benfica, tem tido o comportamento que tem de ter para estar nesta casa e para jogar connosco.
"Compete-nos trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo"
Marco Silva
Há um tema que é incontornável, que é a questão que envolveu Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. O Marco andou lá por fora, foi muitas vezes também, digamos, embaixador do futebol português lá fora. Também já disse que encontrou algumas diferenças desde que aqui chegou. O que gostava de lhe perguntar é como é que olhou para toda esta divergência entre o capitão da Seleção e o selecionador. Considera que prejudica o futebol português e a sua imagem?
Eu vou ser muito direto nessa questão. Eu, como treinador do Benfica, não tenho todos os dados. Falou-se muito e, pela dimensão da nossa seleção e, não há que escondê-lo, pela dimensão do Cristiano, tomou proporções em termos de comunicação social, e não estou só a referir-me a Portugal. Naturalmente, nós ligamos e seguimos muito mais no nosso país, mas, a nível mundial, pela dimensão que o Cristiano tem, atingiu patamares elevadíssimos. Acho que já foi falado e, se calhar, até demais, mas eu percebo a dimensão do caso. Eu, como treinador do Benfica, não tenho os dados todos para estar a fazer comentários. Não gosto muito também quando fazem comentários sobre a nossa casa, muitas vezes sobre os nossos jogadores, sem terem todos os dados. E eu não tenho os dados. Eu quero é o melhor da Seleção. Em tudo o que eu puder ajudar, o suporte da minha parte é total. Quero é que esteja tudo bem e que possamos estar cada vez mais fortes para ganhar jogos e esperar que as coisas se resolvam da melhor forma para o nosso país.
Habitualmente, as equipas com muitos internacionais ressentem-se logo no primeiro jogo dos Campeonatos. Teme que tal aconteça amanhã [domingo]?
É uma realidade, é um facto. Nós andamos há muitos anos a este nível e sabemos perfeitamente que jogos após competições europeias ou quando temos durante algum tempo... É a primeira vez que estamos a experimentar uma situação destas, em que, em vez de duas semanas, é à terceira semana que vamos jogar. Chegámos a ter só seis jogadores para trabalhar, juntamente com os jogadores da equipa B. Acabámos por ter, durante 16, 17, 18 dias, alguns dos jogadores fora daquilo que é o contexto Benfica. E, naturalmente, não é agradável, mas é o calendário. Compete-nos trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo. É o nosso trabalho, juntamente com aquilo que é a exigência do clube em que estamos e o profissionalismo que temos de ter. Percebo a questão e, possivelmente, é um facto. Jogadores que chegam mais tarde, jogadores que têm viagens longas, acabaram por, em 15 dias, jogar quatro jogos, o que não é muito também habitual numa paragem de seleções. Alguns dos nossos acabaram mesmo por jogar esses quatro jogos, outros nem tanto. Desde a última terça-feira, quarta-feira, que estamos a reagrupar, a relembrar alguns daqueles que são os nossos princípios. Independentemente de todos os jogadores saberem, não ter rotinas de trabalho acaba por fazer dispersar algumas coisas, porque [os jogadores] estão noutro contexto. Foram importantes para nós estes últimos três dias, praticamente já com o grupo todo, para podermos trabalhar e podermos estar ao nosso melhor nível, que o jogo de amanhã [domingo] irá exigir.
"O Vitória SC acaba por ter características muito próprias enquanto clube, e quem joga naquele clube ou quem trabalha naquele clube sabe perfeitamente aquilo que eu estou a dizer"
Marco Silva
Em sete jogos, o Vitória SC tem apenas um triunfo. Não está a começar o Campeonato da melhor maneira. É, para si, o Vitória SC mais fraco dos últimos anos? E, já agora, o caso de Cristiano Ronaldo prejudica ou não prejudica o futebol português lá fora, tendo em conta que já esteve lá fora e sabe também como é que as coisas são vistas e a dimensão que Portugal e Cristiano têm?
Em relação a essa questão, o que importa muito mais é se nos prejudica aqui dentro. Nós temos de olhar para nós enquanto um país que tem grande qualidade a nível de futebol, que tem capacidade de produzir grandes talentos e que tem capacidade de ser competitivo ao mais alto nível. Para nós, é muito mais importante protegermo-nos a nós mesmos enquanto país, enquanto um país que tem grande capacidade a nível futebolístico, independentemente de não ter as condições financeiras de outros Campeonatos também. Isso é o mais importante. E, a partir do momento em que fazemos isso internamente, externamente seremos bem vistos, como já somos, e toda a gente reconhece a qualidade que temos. A primeira pergunta?
Se é, para si, o Vitória SC mais fraco dos últimos anos.
É difícil para mim ter essa avaliação e seria um erro muito grande ir por aí. Todos nós sabemos que o Vitória SC é um clube que tem características muito especiais. É um clube que, pela dimensão da massa adepta, pela exigência que tem aquele clube... Olhando para aquilo que são os três grandes, o Braga, pelo crescimento que tem tido também... Mas o Vitória SC acaba por ter características muito próprias enquanto clube, e quem joga naquele clube ou quem trabalha naquele clube sabe perfeitamente aquilo que eu estou a dizer. E, a qualquer momento, é um clube que tem capacidade, quer pelo apoio enorme que tem, quer pela exigência enorme que tem também pela sua massa adepta. E depois porque está a disputar um Campeonato e quer, naturalmente, melhorar. Eu disse-vos que é difícil fazer essa análise. Eu não estive cá. É difícil fazer essa análise. Nunca a iria fazer, porque o que é importante é o presente. O que é importante é analisar aquilo que é o Vitória SC neste momento. É uma equipa que não tem tido bons resultados, mas que, em alguns jogos, teve um caudal ofensivo muito grande. É uma equipa que não tem sido muito eficaz em alguns momentos e que, naturalmente, quer reagir. E todo o respeito para o Vitória SC, para aquilo que pode apresentar amanhã [domingo]. Mas, olhando para nós, que é aquilo que nos compete, também temos de reagir. Não esquecer que vimos de um resultado negativo, um resultado que, para nós, tem peso. E isso, para mim, é que é o importante, com todo o respeito que tenho pelo Vitória SC. Há que reagir. Nem tanto em termos exibicionais, porque o jogo teve características muito específicas, acabámos por jogar mais de uma hora com menos um jogador. E nós temos é de reagir porque tivemos um resultado negativo e, nesta casa, não se pode encarar isso da melhor forma. Temos de encarar com uma ambição muito grande o jogo seguinte. Tivemos uma paragem longa, que não é o melhor após um resultado negativo. Portanto, voltarmos a jogar no Estádio da Luz... Parece que foi há pouco tempo, mas já vai lá praticamente um mês. Queremos sentir novamente aquilo que é a envolvência do Estádio da Luz connosco, sentir os adeptos. E nós temos de fazer a nossa parte, que é, desde o primeiro minuto, demonstrar aquilo que temos vindo a demonstrar em termos exibicionais, em termos de atitude, em termos de exigência para connosco enquanto equipa. E, naturalmente, depois, o respeito pelo adversário irá estar lá sempre. E isso é que é importante. Se o Vitória SC quer reagir após um mau começo de temporada, nós temos de reagir obrigatoriamente após um resultado negativo para nós também.
"O Bah tem vindo a treinar com a equipa. Fez um esforço tremendo para estar no jogo do Dragão. Há que realçar a capacidade de trabalho do Bah, o seu profissionalismo, a forma como, juntamente com os departamentos do Clube e connosco, se conseguiu colocá-lo ao seu nível para jogar no Dragão"
Marco Silva
Em relação a esta paragem das seleções, vimos Trubin a jogar em alguns jogos; pelo contrário, Samuel Soares não somou minutos. Isso pode pesar, nessa questão da baliza, no recomeço? E, por outro lado, para esclarecer a questão de Bah: falou de Kamiński e de Banjaqui. Bah também voltou...
O Bah está disponível para o jogo. Eu mencionei os quatro jogadores que iriam estar fora para o jogo, pelo menos até este momento. O Bah tem vindo a treinar com a equipa. Fez um esforço tremendo para estar no jogo do Dragão. Há que realçar a capacidade de trabalho do Bah, o seu profissionalismo, a forma como, juntamente com os departamentos do Clube e connosco, se conseguiu colocá-lo ao seu nível para jogar no Dragão, na forma como jogou. A forma como ele reagiu, como foi capaz de jogar os 90 minutos, para nós, é muito importante. Há que realçar isso. Teve um ou outro momento em que sentiu algum desconforto. Voltou da seleção e nós fizemos o trabalho que deveríamos fazer aqui com ele. Este tempo, para ele, foi importante: permitiu que recuperasse do pequeno desconforto que tinha. Fisicamente também foi importante para nós trabalharmos com ele. Tudo correndo dentro da normalidade, estará disponível para o jogo de amanhã [domingo]. Em relação à questão de que me falou, de o Trubin ter jogado mais do que o Samu... para já, satisfeitos por Trubin ter jogado. Essa é a primeira análise que eu faço. Satisfeitos por ele ter feito boas exibições, como fez. Não jogou os quatro jogos, mas jogou dois jogos e fez boas exibições. E o Samu não jogou, é uma realidade. O titular da seleção portuguesa [Diogo Costa], por acaso, também não é um guarda-redes qualquer, talvez seja um dos melhores guarda-redes do mundo. O Samu está muito satisfeito por ter sido chamado à Seleção. É importante para ele estar àquele nível, e nós estamos satisfeitos pela continuidade dele. Por ele ter sido chamado ou por as pessoas terem confiado nele para ter sido chamado à Seleção. É uma competição entre os três, não só entre os dois. Tenho referido várias vezes aqui a questão do Diogo [Ferreira] também, que também fez um jogo pelos Sub-21. Isto é que é importante: termos capacidade de formar jogadores e, se pudermos ajudar a Seleção, ainda melhor. Realçar que tivemos três jogadores na Seleção Nacional, o que também é importante para um clube como o Benfica.
Já falou de condicionalismos, mas, de qualquer forma, esteve três semanas a trabalhar concretamente mais com Jhon Durán, El Karouani e Echeverri. Sente os três jogadores mais preparados para dar uma resposta positiva quando forem chamados?
Diferente, os últimos dois: o Souffian [El Karouani] e o Claudio [Echeverri]. Porque esses precisavam de muito mais tempo connosco. O Jhon é uma questão de tempo de jogo. Tem tido algum, já fez alguns jogos como titular do Benfica. Não tem tido a regularidade do Pavlidis – e o Pavlidis tem tido um início de época tremendo e tem jogado mais. Não há que esconder: quando temos um jogador a um nível altíssimo, em termos de exibições e de golos, quem está em busca do lugar naturalmente vai ter menos [tempo de jogo]. Mas isso acontece em todas as equipas. O Jhon tem tido mais jogo do que os outros dois, também chegou muito mais cedo, fez parte da pré-temporada connosco, o que permitiu que ele já estivesse em jogos da Liga Europa – qualificações que jogámos –, e muito mais integrado em jogos do Campeonato do que os outros dois. Foi importante, foi importante para eles. Por exemplo, nós tivemos um jogo à porta fechada, um jogo de treino para manter e para dar minutos a alguns jogadores, e o Jhon, porque estava com algumas condicionantes, acabou por não fazer esse jogo. Para os outros dois, sim, foi muito importante. Para o Claudio, muito mais, até para perceber aquelas dinâmicas que nós queríamos, para lhe dar minutos num jogo, não sendo oficial, mas num jogo diferente. Acabou por aproveitar muito bem este tempo que teve connosco e em que não foi à seleção, para se libertar um pouco mais, para conhecer mais e para ter aquele tempo que é importante connosco – independentemente de só termos sete ou oito jogadores a trabalhar connosco. E com o Souffian [El Karouani] acabou por ser igual também: não foi chamado à seleção e esteve connosco. Aproveitaram bem este momento. Posso dizer que, neste momento, estão mais preparados, independentemente de o Souffian [El Karouani] já ter sido titular também no jogo com o Milan, da Liga Europa. Foi importante para eles, também para o próprio Manu e para outros jogadores que não têm jogado tanto: estarem com a equipa e terem mais minutos.
"Foi muito mais importante para aqueles jogadores de que falámos há pouco, que tinham chegado mais tarde ao nosso clube. E, para esses, sim, foi importante poder integrá-los um pouco melhor e acreditar que estão mais preparados, quer o Souffian [El Karouani], quer o Claudio [Echeverri]"
Marco Silva
A época vai entrar agora, progressivamente, naquela fase de jogos de três em três dias, até à próxima pausa das seleções. Isto após o resultado que deixou o Benfica a cinco pontos da liderança do Campeonato. Pergunto se sente que, nesta fase, os perseguidores do FC Porto, particularmente o Benfica, ficaram sem margem para qualquer deslize e se isso pode ser fatal nesta fase da época?
Nós temos é de ganhar jogos, não há que esconder. Nós tínhamos, antes da última jornada, um objetivo claro, que era ascender ao 1.º lugar. É com esse objetivo, é para isso que nós olhamos e, estando nesta casa, é o que temos de fazer. Até porque tivemos um jogo em atraso durante algum tempo, tínhamos vindo a jogar praticamente de três em três dias, consecutivamente, quer em qualificações, quer no primeiro jogo da fase de liga da Liga Europa, com o Milan. Andámos um pouco a fazer isso e o objetivo claro – como em todos os jogos – era ganhar o último e poder estar numa posição, que é para ela que nós olhamos na tabela. Neste momento, podendo ser mais ou menos difícil olhar para a tabela, nós não temos outra solução, que é ganhar jogos. Se estivéssemos numa posição em que fosse agradável olhar para a tabela, a nossa única solução era ganhar também. A pressão é sempre inerente, quer estejamos a olhar para baixo, quer, neste caso, estejamos a olhar noutra direção. É a pressão inerente de um clube desta dimensão, que joga todos os jogos para ganhar – tem de os ganhar – e para conquistar títulos. Portanto, sendo agradável, menos agradável, olhando para os pontos ou não, é muito mais importante focarmo-nos naquilo... Só há uma solução: ganhar os nossos jogos, continuar a ganhar, melhorar enquanto equipa e ter uma identidade clara. Foi isso que nos fez ter um futebol que nos permitiu ser fortes e ser muito competentes. E, mesmo num jogo em que não ganhámos e em que o resultado foi negativo para nós, acho que esteve claramente presente aquilo que era a nossa capacidade, claramente com 11 e depois numa circunstância muito difícil: jogar mais de uma hora com 10 jogadores também. E conseguimos demonstrá-lo. Isso é que é o importante. E depois evitar algumas coisas que terão de ser evitadas em alguns momentos, que nos custaram. Eu não escondi, e sou muito claro nisso, naquilo que é a parte técnica e depois tudo o que anda à volta. Questões que nós não controlamos, não quis ir por aí. Mas nós tivemos algumas culpas naquilo que foi o resultado e há que o encarar e olhar de frente. E a solução é melhorar e a solução é ganhar jogos, que é para isso que nós estamos e trabalhamos nesta casa.
Já falou desta pausa, foi um pouco maior do que é habitual nos outros anos. Houve aspetos positivos por ter este período, na medida em que, desde que chegou, a intensidade e o ritmo dos jogos foram muito elevados logo desde o início?
Nesse aspeto acabou por ser importante, mas, sendo o mais honesto possível, se pudesse evitar, eu tinha evitado. É muito... é pesado. É pesado para nós ter duas, três semanas sem competição após o resultado que tivemos. E quando tens um resultado negativo, é pesado, acabas por querer jogar rapidamente, sentir a adrenalina do que é jogar novamente, ter resultados positivos. Se pudermos estar com os nossos adeptos, ainda melhor, jogando no Estádio da Luz. Se me perguntassem o que era o mais indicado para nós, seria isso. Mas o calendário está lá e nós já sabíamos o que iria acontecer. E nós encarámos de uma forma normal. Independentemente de não haver competição, o pensamento está sempre naquilo que podemos melhorar. É óbvio que houve aqui uma pausa, é óbvio que, acima de tudo, para alguns jogadores, demos aqui alguma pausa, mas estivemos sempre em trabalho. Estivemos a preparar aquilo que era o regresso dos jogadores, a acompanhar também – porque não é só deixá-los ir. É aquilo que são as suas exibições, o que é que estão a fazer a nível internacional. Para nós, acalmámos um pouco aquilo que era a dinâmica de jogar de três em três dias, mas é por pouco tempo, porque vem aí novamente uma fase muito competitiva para nós. Foi muito mais importante para aqueles jogadores de que falámos há pouco, alguns jogadores que tinham chegado mais tarde ao nosso clube. E, para esses, sim, foi importante poder integrá-los um pouco melhor e acreditar que estão mais preparados, quer o Souffian [El Karouani], quer o Claudio [Echeverri], que foram os jogadores que mais nos preocupavam nesse aspeto.