18h10 CEST
12/06/2026
PERCURSO DE MARCO SILVA
Após terminar a sua carreira de futebolista – na qual passou por Belenenses, Atlético CP, Trofense, Campomaiorense, Rio Ave, SC Braga B, SC Salgueiros, Odivelas FC e Estoril –, aos 33 anos, no final da temporada 2010/11, quando representava o Estoril, Marco Silva assumiu o comando técnico da equipa da Linha no decorrer da época seguinte (2011/12).
Pegou nos canarinhos na 6.ª jornada da Liga 2, em outubro de 2011, numa altura em que estes ocupavam o 10.º lugar da classificação. Apesar do cenário desfavorável, conseguiu conduzir os estorilistas ao 1.º posto e à consequente promoção à 1.ª Divisão – onde não competiam desde 2004/05 –, conquistando o título com 5 pontos de vantagem a uma jornada do fim do certame.
Nas duas épocas subsequentes, Marco Silva alcançou o impressionante feito de qualificar o recém-promovido Estoril para a Liga Europa em ambos os anos desportivos, terminando no 5.º lugar do Campeonato em 2012/13, e no 4.º posto em 2013/14, temporada na qual chegou ainda aos quartos de final da prova-rainha.
O treinador mudou-se para o Sporting em 2014 e conquistou o segundo título da sua carreira, o primeiro para os leões em cerca de 7 anos: a Taça de Portugal 2014/15, prova na qual bateu FC Porto, SC Espinho, FC Vizela, FC Famalicão, Nacional e SC Braga.
CAMPEÃO
Já com uma bagagem de quase 100 jogos na Primeira Liga, seguiu-se a experiência no estrangeiro, mais precisamente na Grécia, ao comando do Olympiacos. Numa dominante campanha, na qual venceu 28 dos 30 jogos da competição, o histórico helénico, sob o comando de Marco Silva, conquistou a Liga Grega 2015/16 com quase 30 pontos de vantagem para o 2.º classificado.
Em janeiro de 2017, sensivelmente a meio da temporada 2016/17, o técnico iniciou a sua longa estadia em Inglaterra, por via do Hull City. O impacto do técnico português foi evidente: ao cabo das primeiras 20 jornadas, os tigers eram últimos classificados com 13 pontos; nas remanescentes 18 rondas, somaram 21 pontos (para um total de 34) e acabaram no posto mais alto da zona de despromoção (18.º lugar), levando ainda o Manchester United ao limite nas meias-finais da Taça da Liga (resultado agregado desfavorável de 3-2).
No começo do ano desportivo 2017/18, o treinador ocupou o banco do Watford, mas saiu do clube em janeiro de 2018, numa altura em que os hornets se encontravam no 10.º lugar do Campeonato (com 26 pontos à 24.ª jornada) e ainda disputavam a FA Cup. A equipa viria a terminar no 14.º posto (41 pontos) da Liga e a ser eliminada na ronda posterior da Taça de Inglaterra.
De seguida, Marco Silva orientou o Everton na totalidade da época 2018/19, na qual foi 8.º classificado da Premier League, com 54 pontos. O técnico deixou os toffees em dezembro de 2019, a meio da época 2019/20, quando estes se encontravam nos quartos de final da Taça da Liga e no 18.º lugar da Liga (14 pontos em 15 jornadas). O emblema de Liverpool foi eliminado de ambas as Taças nas rondas sucessivas e finalizou no 12.º posto do Campeonato (49 pontos).
SUCESSO IMEDIATO
Após um hiato de cerca de um ano e meio, Marco Silva voltou ao ativo no verão de 2021 para treinar o Fulham, que atuava no Championship (2.ª divisão inglesa). O técnico voltou a ter sucesso imediato, vencendo o Campeonato 2021/22 com uma jornada de antecedência (90 pontos em 46 jogos). Foi o 4.º título do palmarés pessoal, o qual valeu o regresso à Premier League.
Ao longo das últimas 4 épocas, apesar da enorme competitividade da prova e de orientar um coletivo recém-promovido, o treinador conduziu sempre os cottagers a classificações confortáveis na Liga: 10.º lugar em 2022/23 (52 pontos), 13.º em 2023/24 (47 pontos), 11.º em 2024/25 (54 pontos) e em 2025/26 (52 pontos). Ao todo, Marco Silva realizou quase 250 jogos no reconhecido campeonato mais exigente do globo.
Em Londres, destacaram-se também as caminhadas até aos quartos de final da Taça de Inglaterra em 2022/23 e em 2024/25, bem como até às meias-finais e aos quartos de final da Taça da Liga, respetivamente, em 2023/24 e em 2025/26.