11h30 CEST
13/08/2026
À BTV, antes da conferência de imprensa, o treinador do Benfica começou por realçar a oportunidade de observar em competição alguns jogadores com menos minutos nesta fase da temporada.
"Bom ambiente, ambiente especial, que faz com que haja, independentemente do resultado, uma pressão à volta daquilo que são as tomadas de decisão no jogo. Isso é sempre importante. Nada melhor do que ver os jogadores em competição. Uma vantagem muito boa, depois do bom trabalho que fizemos na 1.ª mão, permitiu-nos encarar este jogo com a confiança, com a estabilidade que, naturalmente, uma vitória daquela forma nos dá, mas isso não poderá nunca significar facilitismos, porque isso não faz parte do nosso dicionário, se assim posso dizer, ou algo que esteja dentro de nós, e não pode estar de maneira nenhuma, independentemente de existirem ou não algumas alterações. Para mim, enquanto treinador, é muito importante conhecer os jogadores em competição. Treino é uma coisa, dá para perceber muita coisa, mas nada melhor do que ver em competição. E, naturalmente, há quatro, cinco, seis jogadores que, mesmo nos jogos de pré-temporada, não estiveram connosco desde que começou a competição, foram chegando a conta-gotas e ainda não os vi durante 90 minutos em jogo oficial. E, para mim, será muito importante também vê-los, para tirar conclusões, para perceber como é que reagem nos vários momentos do jogo e àquilo que nós queremos para a nossa equipa. Portanto, será um momento para os ver e para eles ganharem, acima de tudo, condição física. É importante para alguns jogadores jogar os 90 minutos, ou perto disso, para que ganhem a condição física que é necessária para depois jogarem jogos de três em três dias, semana após semana, a alta intensidade, que é aquilo que nós queremos para o Benfica", explanou.
A procura de maior equilíbrio entre a eficácia ofensiva e a solidez defensiva continua a ocupar um lugar central no crescimento da equipa. Para Marco Silva, competir pelos objetivos exige concentração, intensidade e agressividade durante todo o encontro, sem descurar qualquer momento.
"Os dois aspetos estão ligados. Não há equipas que ganhem muitos jogos ou que ganhem competições que não tenham o equilíbrio entre esses dois momentos. Ou outros momentos de que poderemos falar do jogo. Todos os momentos são importantes no jogo. Não há só um momento em que uma equipa tenha de ser forte e depois descurar os outros. E, para nós, é muito importante, se queremos chegar às decisões e competir para decidir, sermos uma equipa sólida, independentemente do nosso estilo, da nossa forma, da forma como queremos competir e jogar. Nada como ser sólido, ser uma equipa coesa, um bloco compacto também. E depois vem a palavra agressividade, que é importante, mas há várias formas de a demonstrar. Acima de tudo, agressividade não é algo que se dê de um dia para o outro. Há características naturais de alguns jogadores que têm e outros que não têm, têm outras características diferentes. Mas é fazê-los ver que há momentos em que é preciso tê-la. Independentemente de não ser a níveis altíssimos, se estivermos a um nível normal e ao que o momento do jogo pede, será suficiente. Foi nisso que trabalhámos, mostrar aos jogadores também o porquê de algumas coisas terem acontecido num jogo bem conseguido da nossa parte, mas a realidade é que não tivemos aquilo que merecíamos por culpa nossa. E, quando isso acontece, nós temos de fazer ver aos jogadores que o caminho terá de ser outro em alguns momentos do jogo, porque um jogo são 95, 100 minutos e temos de manter a concentração, o foco, os níveis de intensidade e agressividade sempre, em todos os momentos do jogo", sustentou.
Ausente deste início de temporada devido a problemas físicos, Fredrik Aursnes mereceu palavras particularmente elogiosas do técnico.
"Os bons ou os muito bons jogadores não são difíceis de enquadrar, esse é o ponto de partida. O Fredrik é um jogador com uma versatilidade muito grande, que, naturalmente, nós contamos com ele para a posição ou a zona do terreno onde ele é melhor, onde é a posição natural dele, que será numa zona intermédia, seja mais numa posição 8, pode jogar como 6, pode fazer várias posições no meio-campo. É um jogador que tem uma capacidade muito grande de tomar decisões, e decisões sempre favoráveis para nós. É um jogador, mesmo não sendo muito vocal, de grande liderança também, que depois conhece bem todos os momentos do jogo e todos os princípios que nós vamos criar para a equipa. Aos poucos vai ter de ir conhecendo. Infelizmente para nós, fez duas sessões de treino só desde que chegou, e não há que esconder que é uma ausência muito grande. É um jogador que eu já gostaria de ter tido, desde que chegou, a um nível bom para poder ir integrando e conhecendo. Ele é um jogador muito atento, é um jogador que, mesmo estando lesionado, fora dos trabalhos da equipa, dentro do que é possível, tenta estar em todos os momentos connosco para ir percebendo rapidamente aquilo que eu pretendo na posição dele, noutras posições também. Isso é um bom ponto de partida e, naturalmente, quando estiver bem, será um jogador muito importante para nós, como tem sido ao longo dos últimos anos no Benfica. Estou realmente desejoso de o ver connosco o mais rápido possível, porque com todos seremos sempre mais fortes. Com um jogador como o Fredrik, naturalmente, seremos melhores", enalteceu.
Depois do empate na jornada inaugural da Liga Betclic, Marco Silva reforçou a necessidade de a equipa encontrar maior consistência ao longo dos 90 minutos. Qualidade, equilíbrio e regularidade são, para o treinador, ingredientes fundamentais para aproximar o Benfica das vitórias.
"Perdemos dois pontos, e esses dois pontos para nós foram difíceis de engolir, se assim posso dizer, porque sabemos a nossa capacidade, independentemente do princípio da época ou não, de algumas ausências ou não. Nós sabemos aquilo de que somos capazes e nós demonstrámo-lo também. E não quero retirar mérito àquilo que foi o nosso adversário. Se pontuou, foi porque fizeram por isso também. Mas, quando este tipo de coisas acontece, nós temos de olhar muito mais para nós mesmos e porque é que nós deixámos acontecer. O futebol não vive só de momentos, vive de consistência, vive de sermos equilibrados do princípio ao fim, se assim o conseguirmos. Esse é o nosso objetivo e é para isso que nós trabalhamos: mantermos níveis de intensidade, de consistência, de foco, de concentração ao longo dos 90 minutos, porque isso é o mais importante. E depois, naturalmente, tentarmos jogar com qualidade, porque é importante para nós. Nós sabemos que não há só um caminho para ganhar, mas, se jogarmos bem, se jogarmos com qualidade, vamos estar mais perto de ganhar", vincou.
Após a vitória por 6-1 na 1.ª mão, em Lisboa, amanhã [quinta-feira] espera um jogo diferente frente a um Hearts que vem de uma vitória no fim de semana?
Os jogos são sempre diferentes, não há jogos iguais. Por muito que, após aquela boa exibição e o bom resultado que nós obtivemos, se jogássemos no dia seguinte, o jogo iria ser diferente, mesmo sendo no Estádio da Luz. Amanhã, naturalmente, será um jogo diferente, com uma história diferente, e nós queremos e ambicionamos que tenha o mesmo tipo de resultado para nós: a vitória. É com esse objetivo que aqui estamos. Estamos com um resultado que nos dá a estabilidade e a confiança para encarar de uma forma muito positiva, mas não nos pode dar facilitismos, porque será o primeiro passo para errarmos, e nós não queremos errar. Queremos ser objetivos naquilo que queremos. É óbvio que o objetivo é estar no play-off, mas é diferente consegui-lo com dois resultados bons do que só com um resultado, e o objetivo para nós amanhã é fazermos tudo para ganhar, continuar a progredir. Estamos já a competir, mas com jogadores que chegaram mais tarde, que ainda têm de competir, perceber melhor as dinâmicas e o que queremos. Temos percebido isso quando há algumas alterações durante o jogo. Em alguns momentos, a equipa consegue manter os níveis ou até melhorar. Noutros momentos, há jogadores que ainda têm de se adaptar àquilo que pretendemos, porque faz parte. Ainda não estão na sua melhor condição física, precisam de compreender melhor aquilo que são as dinâmicas que nós queremos com e sem bola para a equipa. E o jogo de amanhã é um bom jogo também para isso, porque alguns jogadores vão ter, possivelmente, a oportunidade de começar um jogo, o que já não fazem há algum tempo, um jogo oficial. É importante vê-los no treino, é importante conhecê-los no treino, mas muito mais importante do que isso é perceber como reagem a nível de jogo. E amanhã, sendo um jogo oficial, acredito eu, mesmo com o resultado positivo para nós e a vitória de uma forma clara no primeiro jogo, será um jogo que trará intensidade. Normalmente, o ambiente aqui é um ambiente que leva o jogador a atingir níveis de intensidade que nós também queremos jogar e queremos ser obrigados a jogar. E nada melhor do que ver alguns jogadores também a começarem o jogo e a demonstrarem a qualidade que têm.
É uma oportunidade para fazer algumas alterações? E, em relação à baliza, poderá também haver uma mudança?
Eu não vou estar a fazer referência a algum aspeto individual de quem pode ou não começar, senão iria dar-vos alguns nomes, e, como não vou dar nomes de jogadores de campo, não vou falar também em relação à baliza. Amanhã [quinta-feira], irão ver quem irá começar o jogo, mas, sim, é uma oportunidade, e não é uma oportunidade porque o resultado foi muito positivo. Eu sinto essa necessidade. É importante para nós vermos jogadores em competição e dar-lhes competição também, porque há casos de quatro ou cinco jogadores com quem nós temos vindo a acelerar alguns processos em termos físicos, em termos de entendimento daquilo que são as nossas dinâmicas, mas que não os vimos ainda em jogo. Vimos a espaços, em 20 minutos no final de um jogo, 30 minutos no final de um jogo, nunca de uma forma mais constante, durante 70 ou 80 minutos, a começar o jogo. Especialmente jogadores que vieram do Mundial, a maioria deles ainda não o fez, um ou outro jogador novo que chegou à nossa equipa também não o fez, e nós queremos ver, e o jogo de amanhã também servirá para isso. Não querendo aqui dizer que serão muitas ou poucas alterações, irão existir algumas. Há jogadores que também merecem essa mesma oportunidade e amanhã irão tê-la, não querendo aqui depois descurar aquilo que é a importância do jogo, só porque vamos fazer alterações.
Na questão do mercado, o Presidente Rui Costa disse que o Benfica não está a construir um plantel para agosto, mas sim para o resto da temporada. A verdade é que o Benfica pode ter 4 jogos neste mês de agosto a contar para a Liga Europa e 2 para o Campeonato. O treinador do Benfica pensa da mesma forma ou é urgente este mercado?
Nós pensamos da mesma forma, senão não iríamos estar a transmitir uma coisa e outra coisa completamente diferente. Aquilo que nós pensamos fica entre nós e depois, naturalmente, comunicamos convosco da forma que nós achamos que é melhor sempre, sempre para o Benfica, porque é o que interessa no meio disto tudo e é o mais importante. Em relação à questão do mercado e dos jogadores a chegar: os jogadores irão chegar quando nós conseguirmos que eles cheguem. E acho que é para todas as equipas: o mercado não é só para agosto ou setembro, é para uma época e, para o Benfica, se conseguirmos, para mais do que uma época também. Tomarmos as melhores decisões dentro daquilo que achamos que é o melhor para o Benfica.
Está satisfeito com a dupla de centrais que tem à disposição, nomeadamente Tomás Araújo e Lenglet? Outros nomes têm sido noticiados para o eixo da defesa do Benfica. Encaixam no perfil?
Não vou falar de jogadores que não são nossos, isso é de certeza. Falou-me do Tomás [Araújo] e do Lenglet. São dois centrais de grande qualidade, estamos muito satisfeitos com eles. Como deve calcular, não lhe vou estar a dizer o perfil de central que queremos ou não. Aliás, têm falado tanto do perfil do central de que o Benfica precisa, já sabem a resposta.
Como se motiva, como se organiza uma equipa que traz uma vantagem de cinco golos para este jogo? O que é que pediu aos jogadores?
Já conversámos e amanhã [quinta-feira], naturalmente, com maior incidência naquilo que nós queremos. Como se motiva? A primeira [questão] é muito fácil de dizer. Eu sei que é normal vocês ouvirem, mas é a realidade. Quando vestimos a camisola do Benfica, quando estamos a este nível, a este nível de responsabilidade, à dimensão em que estamos, a motivação tem de ser algo natural. Eu costumo dizer aos jogadores, não só no jogo. A motivação, a intensidade com que queremos jogar, a concentração com que queremos jogar vêm muito do treino. Eu sou daqueles que acredita muito que quem treina bem normalmente acaba por jogar bem e quem se foca realmente naquilo que é o trabalho diário está muito mais perto de depois lhe acontecerem coisas boas durante o jogo. Essa é a minha forma, e essa motivação, essa exigência são colocadas diariamente no treino e para que depois aconteça de uma forma natural no jogo. Eu percebo que o resultado é bem dilatado e é um sinal de que nós fizemos as coisas muito bem no primeiro jogo. Se as fizemos muito bem, temos capacidade de fazer novamente, num ambiente diferente, um ambiente um pouco diferente, muito mais para a equipa da casa. Faz parte, e lançar um desafio aos jogadores, e amanhã irão ouvir isso também: vai ser o nosso segundo jogo oficial fora de casa, o primeiro oficial fora de casa não correu como queríamos, e o desafio amanhã é retificar isso. Não tanto só olhando para aquilo que é o Hearts, mas para nós mesmos, para aquilo que é o Benfica, e começarmos a dar passos em frente de progressão.
Depois do empate com o Académico de Viseu, e até pela boa exibição que foi realizada apesar dos dois pontos perdidos, sente a equipa mais ansiosa, no bom sentido, para provar que o empate com o Viseu foi apenas uma escorregadela e que a equipa realmente fez por merecer bem mais?
A frustração era enorme, como vocês devem calcular. Eu acredito que os jogadores com quem vocês tiveram a oportunidade de falar no final do jogo, comigo também... não há como mentir. Muitas vezes, a nossa expressão e a nossa cara falam por nós mesmos. Eu sou um bocado assim, portanto aquela frustração enorme que tínhamos no final do jogo... Não andamos aqui para ter vitórias morais, de jogar bem e depois não conseguir aquilo que queremos. Não faz parte do nosso ADN, não é isso que nós queremos. Nós queremos, se possível, ganhar a jogar bem. É isso que nós queremos. É a identidade que queremos para o Benfica, um jogar que nos permita ter prazer e que quem veja a nossa equipa a jogar reconheça que é o Benfica que está a jogar. Isso é uma coisa, mas não andamos aqui para ter vitórias morais, porque elas não vão ser suficientes no final da época, portanto a frustração era enorme. É algo que eu não gosto de ouvir: "OK, empatámos, mas jogámos bem." Por vezes, se empatarmos com o adversário a nivelar o jogo e a ser até superior, nós temos de reconhecer isso. Não foi o caso. Nós fizemos de tudo para ganhar e teríamos de ganhar aquele jogo, portanto, frustração enorme no final do jogo e não há que criar mais ou menos ansiedade. Aquela frustração... colocá-la toda dentro daquilo que é o nosso grupo, o nosso balneário, e retirar tudo amanhã [quinta-feira], que é mais um jogo de futebol para nós podermos jogar, podermos crescer e fazer de tudo para ganhar o jogo e, acima de tudo, sermos capazes de melhorar alguns aspetos do último jogo. Fomos uma equipa que, mais uma vez, foi capaz de criar muitas e boas situações de golo, com uma ideia clara daquilo que queríamos para o nosso jogar com bola, e depois é manter o foco. Não é que déssemos ao adversário muita coisa em termos daquilo que era a nossa situação defensiva. Em dois ou três momentos em que nós não fomos tão fortes como deveríamos, o adversário acabou por nos penalizar. No futebol, é para se manterem níveis de concentração, de agressividade e intensidade durante os 95 minutos, e esse é o nosso objetivo: manter maior consistência naquilo que são as nossas ações, quer coletivas, quer individuais, no jogo.
Faz dois meses que foi apresentado como treinador do Benfica. Quais foram os principais desafios até aqui? Sente que a sua filosofia de jogo já está implementada no Benfica? O que falta fazer?
Pegando na última parte: falta muito, porque é humanamente impossível ter tudo ao nível que nós queremos, como falou, após dois meses da apresentação, com sete semanas de trabalho. E essas mesmas sete semanas com grande parte dos jogadores a chegarem a conta-gotas, principalmente os jogadores que estiveram no Mundial. Como vocês sabem, dos seis jogadores que lá estiveram, cinco ou seis foram quase sempre titulares na última temporada do Benfica. Estamos a falar de 50% do onze titular do Benfica durante a época passada. Eu não vou estar a enumerar as coisas que me têm agradado ou não. Já vejo muita coisa boa daquilo que queremos e pretendemos para a equipa. Os jogadores sentem isso também. Isso é o mais importante. É o sentir que acaba por ser o mais difícil e o mais importante de uma equipa de futebol: é a ideia que queremos e que "vendemos" aos jogadores e eles comprarem, eles quererem claramente segui-la. É isso que eu sinto. Sinto os jogadores a quererem fazer cada vez mais e a terem a sensação de que aquele caminho os pode levar a coisas muito boas, fazê-los melhorar individualmente e coletivamente. E o desafio é o desafio de treinar um clube desta dimensão. Um desafio neste ano um pouco diferente... Falou dos dois meses depois da apresentação, mas começar a trabalhar muito cedo, começar a competir com quatro semanas não é muito normal, e nós começámos a competir com quatro semanas, com muitos jogadores fora também. Todos esses pormenores foram desafiantes para nós, para termos a equipa em condições de competir ao mais alto nível naquilo que eram os primeiros jogos da Liga Europa. Para nós, estar neste momento nesta fase era quase obrigatório. Estar na fase de liga é uma ambição clara que nós temos. Normalmente não estamos habituados a jogar esta competição, acabámos por jogar uma competição que, nos últimos anos, não é uma competição normal para o Benfica. E depois teremos de jogar seis jogos para estar na fase de liga da Liga Europa, é uma situação também completamente diferente. Compete-nos moralizar, colocar uma ambição e uma motivação nos jogadores para que isso aconteça, claramente. Depois, com o processo de começar o Campeonato também, que é um objetivo grandíssimo para nós neste ano.
Para além do central, há outras posições que gostasse de reforçar neste mercado?
Eu não vou estar a falar de posições. Já foi dito por mim, também pela estrutura do Benfica, que irão acontecer saídas e entradas no plantel até ao final de agosto. Nós gostaríamos de ter um poder sobre o mercado, como todos os clubes o querem ter, mas nem tudo é como nós queremos, ou nem tudo é como os outros clubes querem também. Isto faz parte do mercado. A nossa ambição é, claramente, tentar sempre melhorar aquilo que são as nossas forças, neste caso, individualmente, os jogadores que temos, e não vou estar a falar de posições, porque, primeiro, iria estar a ser injusto com alguns jogadores que têm trabalhado muito e bem desde o princípio da temporada. O meu foco aqui, neste momento, é falar do jogo, que é importante para nós, Benfica, amanhã [quinta-feira], e depois falar do jogo seguinte. Isso é o foco principal. Naturalmente, a estrutura do Benfica está a trabalhar no mercado, sempre em contacto comigo, para que possamos tomar as melhores decisões.
Este jogo pode ser um bom teste para, de alguma forma, solidificar as ideias do Benfica que temos visto, desde que chegou ao Benfica, ou para testar cenários, se calhar, até de um maior conservadorismo, que possa jogar com o resultado?
Vai ser o nosso segundo jogo oficial fora de casa. Nós respondemos muito bem ao nosso primeiro jogo, apenas com quatro semanas, numa intensidade alta: o jogo que tivemos com o St. Gallen fora de casa, que, em termos de exibição, não foi aquilo que nós queríamos, e o resultado ainda menos, como vocês sabem. Mas a reação da equipa nos jogos seguintes em casa foi muito boa, com algo que é fundamental para nós, com o apoio dos nossos adeptos e um Estádio da Luz com o ambiente certo para puxar a equipa para aquilo que nós queríamos: boas exibições e com golos, o que foi reconhecido por toda a gente, mas, acima de tudo, por nós enquanto grupo e enquanto equipa. Isso foi muito importante para nós. O objetivo é, no segundo jogo fora de casa, neste momento, dar uma resposta diferente daquilo que foi [a última]. Nós temos de continuar a crescer, sermos capazes de nos assumir como a equipa que somos, não só no Estádio da Luz, onde temos aquela grande força que nos leva a atingir uma qualidade e uma intensidade altíssimas naquilo que é o nosso jogo, mas temos de transportar isso também para fora de casa. Esse é um desafio que eu quero ver amanhã [quinta-feira] na nossa equipa, com mais alterações, com menos alterações. É um jogo que nos vai permitir também ver alguns jogadores em competição, e eu quero muito que isso aconteça.