02h30 CEST
10/09/2026
| PÓS-JOGO | ||
Ao canal V+, na entrevista rápida após a partida, o treinador das águias enalteceu a qualidade do futebol do Benfica, destacando a resposta da equipa e dos adeptos rumo a uma vitória que não merece discussão.
"Uma vitória claramente justa. Acho que não há que questionar. Começar por dar os parabéns aos nossos jogadores. Na minha opinião, uma excelente exibição. Uma excelente primeira parte da nossa equipa. Dar os parabéns aos adeptos. Grande ambiente esta noite em Moreira de Cónegos. Um ambiente que puxou claramente a equipa para cima do adversário, que ajudou a equipa, e a equipa claramente respondeu desde o primeiro minuto. Assumimos o jogo como queríamos. Um campo difícil. A equipa sempre a criar oportunidades, a conseguir pela direita e pela esquerda, muito mais acutilantes na esquerda também, pelas características dos jogadores que jogaram, mas com capacidade de jogar. Nós, praticamente, na primeira parte jogámos em 50 metros. Jogámos no meio-campo ofensivo praticamente o jogo todo. Lembro-me de um livre nas costas da nossa linha defensiva. Sem ser isso, não me lembro de mais nada. Uma exibição muito sólida, mas de qualidade. Muito satisfeito com a primeira parte. Disse aos jogadores, ao intervalo, que era obrigatório para nós começar a segunda parte como tínhamos jogado e começado a primeira. E foi isso que eles fizeram. O segundo e o terceiro golo deram-nos tranquilidade para ir gerindo também alguns jogadores. Temos jogado praticamente de três em três dias. Era importante ter a capacidade de gerir alguns, dar minutos a outros, como é o caso do Fredrik [Aursnes] e como é o caso do Jhon [Durán]. Jogadores que precisam de jogo e precisam de estar dentro do campo. Uma exibição sólida, praticamente sem uma oportunidade de golo para o nosso adversário, porque nós fizemos bem com bola, fizemos também muito bem sem bola e praticamente uma reação muito forte. Quando vejo jogadores como o Pavlidis e como o Rafa recuperarem bolas no nosso meio-campo defensivo, em transição defensiva, disse-lhes que isso me deixa muito orgulhoso. Apenas 3 pontos. Agora é mais uma viagem longa para nós, descansar e preparar bem o jogo de domingo [frente ao Gil Vicente]", afirmou.
Questionado sobre a influência da ligação entre Schjelderup e Prestianni, o treinador reconheceu que a cumplicidade existente fora das quatro linhas pode refletir-se positivamente no rendimento da equipa, embora sublinhe que o mais importante continua a ser a forma como todos trabalham em função do coletivo.
"Claramente que ajuda. Já tinha feito essa referência. Um jogo de futebol é coletivo, mas todos nós vivemos de ligações e de conexões uns com os outros. É óbvio que eles não têm de ser os maiores amigos todos, mas, se tiverem ligação fora do campo, também ajuda. Eu já tinha falado dessa questão em relação ao Bah e ao Rafa no corredor direito. São dois jogadores que também têm uma relação muito boa e isso nota-se em muitos momentos do jogo quando estão os dois a jogar no corredor direito. Não foi o caso desta noite. Em relação ao Prestianni e ao Andreas [Schjelderup], há uma grande ligação também. Mas a mim importa muito mais a ligação dentro do campo e aquilo que todos trabalham e jogam em prol da equipa. Torno a dizer, há grandes ligações. São dois jogadores muito técnicos, com capacidade de jogar por dentro e por fora, e que nos dão coisas muito boas quando estão juntos no campo e em ambos os corredores também. Há que realçar também o bom jogo do Dahl, sempre no apoio por trás a esses dois jogadores, o que fez com que fosse difícil ao Moreirense parar o nosso corredor esquerdo", realçou.
Titular pela primeira vez nesta Liga, Schjelderup correspondeu com um golo e duas assistências. Marco Silva explicou que a opção do internacional norueguês em detrimento de Sudakov passou também pela necessidade de o extremo continuar a ganhar ritmo competitivo.
"É um grande jogo do Andreas. Ficou o jogo todo porque eu sinto que ele precisa de ganhar condição física. Quero-o pronto para domingo também, mas senti que ele precisava dos 90 minutos e precisa de jogar mais para ir crescendo em termos físicos, para jogar à intensidade que nós queremos. Ontem [terça-feira] tinham-me perguntado se ele estava triste. Eu disse que ele estava muito feliz e acho que ele mostrou essa felicidade hoje", assinalou.
De regresso à competição, Aursnes também deixou a sua marca no encontro com um golo. Para o treinador, o capitão do Benfica será novamente uma peça determinante na equipa ao longo da temporada.
"[O golo] Sim, é importante. Aursnes é um jogador que será fundamental para nós. Tem sido fundamental nos últimos anos. É o nosso capitão de equipa. É importante para ele estar dentro do campo, ajudar a equipa, porque tem muita qualidade, como todos nós sabemos. Vai ajudar-nos muito. Vai dar-nos outras coisas, coisas diferentes também. Temos vários jogadores para aquela posição e o Fredrik será uma grande ajuda para nós", rematou, encaminhando-se para a conferência de imprensa.
| Satisfação pela exibição | ||
| "Em primeiro lugar, uma vitória totalmente justa da nossa equipa. Satisfeitos pela muito boa primeira parte que tivemos. Uma primeira parte de comando total, em que praticamente jogámos sempre – foi o jogo quase todo, mas na primeira parte – de uma forma acutilante, na minha opinião, começando a criar oportunidades de golo. Mesmo não conseguindo marcar, a equipa manteve sempre a intensidade e a nossa identidade bem presente e praticamente jogámos nos nossos 50 metros ofensivos, o que me deixa feliz. A forma como a equipa reagia, pressionava e depois a qualidade de jogo que conseguimos, muito acutilantes à esquerda. No princípio, algumas dúvidas no nosso corredor direito, mas depois o Banjaqui foi crescendo também e as conexões com o Leandro [Barreiro] e com o Rafa também foram melhorando. O Moreirense fechou-nos um pouco o jogo interior. Faltou-nos um pouco utilizar mais o Pavlidis em alguns momentos, porque estava lá a solução para nós usarmos num primeiro momento. Faltou-nos um pouco isso, mas, quando nos fecham por dentro, temos outros caminhos para chegar lá. Deixou-me satisfeito. Mesmo na primeira parte, criámos oportunidades por esse mesmo corredor esquerdo. Já tinham dado muito bons sinais. Como vos fui dizendo, era uma questão de tempo até o Andreas [Schjelderup] estar dentro do campo. Era uma questão de ele ganhar mais condição, ganhar mais confiança. Os sinais que me deu no último jogo, quando entrou na Madeira, foram muito fortes. Nada que me surpreenda. Sinceramente, já estava à espera deste tipo de exibição da parte dele, e hoje deixei-o propositadamente os 90 minutos, porque ele precisa de ganhar mais condição para estar capaz de jogar da forma como nós queremos, quer com bola quer sem bola. Uma grande exibição, juntamente com o Prestianni também. Naturalmente, uma substituição para gerir, quer a do Pavlidis quer a do Leandro, e, ao mesmo tempo, colocar jogadores que precisam de minutos dentro do campo. Uma exibição muito boa. Depois do segundo e do terceiro golo, a equipa naturalmente baixou um pouco a intensidade do jogo. Temos vindo a jogar muitos jogos de três em três dias, mas muito satisfeito com a primeira parte. Sem sofrer golos outra vez num jogo e fomos claramente a melhor equipa." |
| Sempre em jogo no banco | ||
| "Eu gostei muito mais da primeira parte do que da segunda, por exemplo. Estou a viver o jogo com os meus jogadores. Se puder ajudá-los, não vejo isso como nervosismo. Estou envolvido no jogo. Se puder ajudar, se puder dar feedback... e a resposta é esta. Se olhar para as duas partes, a exibição, de uma forma geral, foi muito boa. Muito satisfeito com a primeira parte. É óbvio que é importante marcarmos cedo, se conseguirmos. Nos últimos dois jogos fora, tínhamos marcado cedo, o que nos deu – não uma calma, porque eu não vi a equipa em nenhum momento perder a calma – aquela confiança de procurar o segundo mais cedo. Nem sempre vamos marcar cedo, foi um bom exemplo hoje. Criámos logo oportunidades de começo e não conseguimos. É importante é que a equipa continue a jogar da mesma forma, com a nossa identidade bem presente, e continuar a procurar outras formas de criar oportunidades de golo. É a forma como eu vivo o jogo, simplesmente isso. Tentar, se calhar, em alguns momentos, não acalmar-me mais, mas não ser tão exuberante. Já é a segunda vez que me perguntam isso, se calhar é mais culpa minha." |
| Acertar calendário a vencer e solidez defensiva | ||
| "Muito importante era a vitória, eram os 3 pontos, num jogo que tínhamos em atraso. Foi uma opção nossa jogá-lo nesta altura. Também não tínhamos muito por onde escolher, mas foi uma opção nossa não jogar com o Moreirense no meio dos dois jogos do play-off [de acesso à fase de liga da Liga Europa]. Havia essa possibilidade e nós optámos por fazê-lo, sabendo que íamos sobrecarregar um pouco mais esta altura, mas numa altura em que temos já mais jogadores com condição física, mais jogadores para rodar, mais jogadores para fazermos a gestão, se assim o entendermos, com o plantel um pouco mais identificado com a nossa forma de jogar. Essa foi a razão. Hoje era fundamental para nós, depois das boas exibições e dos bons resultados, num jogo que tínhamos em atraso, ganhar novamente. Muito satisfeito por não sofrermos golos. Uma exibição muito sólida, tirando um livre e um pontapé longo nas nossas costas, o Moreirense tem ali um lance de perigo. Não me lembro praticamente de mais nada, sinal de que fizemos um bom jogo em termos ofensivos, mas fomos sólidos e, em termos defensivos, praticamente não permitimos nada ao adversário. É importante, mesmo a ganhar por 2-0 ou 3-0, não perder o foco, não haver ali um momento de desatenção. Perdemos um ou outro passe já nos últimos dez minutos, os jogadores sabem que eu não fico satisfeito por isso, porque é para manter o foco até ao fim. Deixa-me muito satisfeito. Dei-lhes os parabéns, estamos satisfeitos, mas são só 3 pontos. Amanhã é momento de eles descansarem, porque no domingo temos mais uma batalha forte." |
| Banjaqui em crescendo com o apoio dos Benfiquistas | ||
| "O Banjaqui está no nosso plantel porque nós acreditamos nele. Esta é a realidade. No ano passado tínhamos – já falei disto mais do que uma vez – três laterais-direitos com o Banjaqui. Vendemos um lateral que tinha feito uma grande temporada, que foi praticamente o titular da equipa do Benfica, e decidimos ficar com o Bah e com o Banjaqui, e ter três laterais à esquerda. Dois destes cinco laterais são dois jovens de 18 anos em quem nós, Benfica, acreditamos. Passo a passo temos de lhes ir dando a confiança. No princípio, respondendo diretamente à sua questão, um pouco nervoso. Alguns passes, mesmo sem pressão, em que se sentiu que havia ali algumas dúvidas, alguma indecisão naquilo que era a tomada de decisão, e foi crescendo. Acho que a equipa também o ajudou nisso mesmo. Para mim, deixa-me satisfeito. O apoio do público naquele lado direito, mais ofensivo, num outro momento em que ele falhou um passe, também foi importante para um jogador jovem. E é isto que me deixa satisfeito. Esta conexão que há entre os jogadores dentro do campo e também com os adeptos e a equipa. Porque todos juntos seremos sempre mais fortes." |
| Prestianni com "talento de sobra" | ||
| "Eu não tenho a menor dúvida do que o Prestianni é e do que será no futuro. Não tenho a menor dúvida. No primeiro momento em que eu o tive disponível para jogar, vocês sabem a exibição que ele teve. Jogando na esquerda, e tem jogado muito mais na esquerda, mas em muitos jogos já esteve à direita e noutros jogos já esteve na posição em que começou hoje. É um jogador que pode fazer as três posições por trás do avançado. E fá-las muito bem. Pode jogar como interior à direita e, à esquerda, é mais forte como interior à esquerda, pelos movimentos que faz daquele espaço para dentro. Muito satisfeito com ele. Um jogador que à intensidade que joga e à intensidade que treina, depois isso reflete-se durante o jogo. É um jogador que está com uma confiança muito, muito grande porque também trabalha forte. Torno a referir: o grande momento que ele está a viver teve muito que ver com a pré-temporada e com a forma como se preparou, sabendo que não ia jogar os primeiros dois jogos. Desde o primeiro dia quis demonstrar a sua qualidade. Caladinho, percebia que não podia jogar os dois jogos, mas sempre a trabalhar forte. Quando tinha momentos nos jogos-treino, demonstrava a sua qualidade. Estamos muito satisfeitos. É um excelente rapaz, ainda muito jovem. Tem apenas 20 anos, mas cheio de talento, cheio de qualidade. Compete-nos a nós continuar a guiá-lo da melhor forma que conseguirmos, dar-lhe os caminhos para que jogue da forma como tem jogado, desfrute do seu futebol. É um jogador que também gosta de trabalhar forte, como sabe que tem de ser apanágio da nossa equipa. E muito satisfeito por ele. Foram 60 minutos. Podiam ter sido mais. Ele sentiu algo no aquecimento e nós tivemos algumas precauções. Houve ali um momento no aquecimento em que ele sentiu algo. Depois disse-me que estava em condições e jogou 60 minutos. Era o momento em que já tinha feito grande parte do trabalho e era o momento de geri-lo um pouco, porque tem jogado sempre. Mas muito satisfeito com ele. Como com outros jogadores. Não gosto de individualizar. O futuro dele será para aquilo que ele trabalhar, porque talento tem de sobra." |
| Jogadores entenderam bem a estratégia | ||
| "Em relação à diferença de eficácia, nós continuámos a criar. Eu acredito que... Não sei bem o número de oportunidades claras que tivemos na primeira parte e na segunda, não consigo precisar, mas nós começámos muito cedo a ter oportunidades. Tivemos muito boas oportunidades na primeira parte, mesmo em lances de bola parada. Na primeira parte merecíamos claramente estar a ganhar o jogo já de uma forma clara. Não sei os dados estatísticos – por acaso não os vi antes de aqui chegar –, mas uma primeira parte de muito bom nível, com o adversário a defender muito baixo, ou nós a obrigarmos o adversário a defender muito baixo. Muitas vezes com uma linha de cinco ou uma linha de quatro, quase em cima da área. Nós fomos capazes, mesmo assim, de conseguir criar oportunidades de golo. É um muito bom sinal, deixa-me muito satisfeito. A dinâmica foi, como já falámos há pouco, muito boa no nosso corredor esquerdo. O nosso corredor direito também, com algumas dúvidas e algumas incertezas nos primeiros 15/20 minutos, mas depois fomos crescendo. A equipa também foi crescendo. Não havia muito espaço por dentro. Era o momento de esticar o máximo possível a linha defensiva do Moreirense. Com alguns movimentos – como foi perguntado também – do Prestianni a vir buscar um bocado mais baixo porque queríamos tirar o central daquela zona. Eles estavam a jogar com um central praticamente a marcar o Prestianni por trás e nós queríamos tirá-lo de lá. Era importante ele vir para uma zona mais baixa, ou para rodar, ou para pelo menos tirar mais um jogador daquela linha de cinco. Foi o que fomos fazendo. Nós esperávamos o Moreirense a fechar o corredor direito com o extremo-esquerdo a fechar e a fazer uma linha de cinco. Era o que esperávamos e foi para isso que também nos preparámos. Apesar de o Moreirense ter defendido algumas vezes em 4x4x2, no jogo passado não defendeu assim. Nós estávamos preparados para isso também. Preparámo-nos bem. Os jogadores entenderam bem. Conseguiram depois expressar o nosso futebol e a nossa organização, quer com bola, quer sem bola. E deixa-me muito satisfeito por isso. A dinâmica foi boa. Não quero falar só do lado esquerdo, porque é importante também falarmos do outro corredor, porque queremos que o adversário se preocupe com os dois corredores e também com o corredor central. Hoje não estava tão fácil chegar por ali. O Moreirense tinha muita gente por dentro. Conseguimos, em alguns momentos, atrair por dentro para depois ir por fora. É uma das formas que temos de lá chegar." |