01h50 CEST
21/09/2026
| DECLARAÇÕES | ||
"O Benfica entrou muito bem neste jogo. Entrou a mandar no jogo, como, estrategicamente, Marco Silva tinha pedido aos jogadores. Fizemos uma primeira meia hora muito boa, apesar de, no único deslize que tivemos, acabarmos por sofrer um golo. Ainda assim, mantivemo-nos no jogo até podermos estar no jogo. Claro que jogar aqui com 10 elementos não é a mesma coisa que jogar 11 para 11. E acredito, é a minha convicção, que 11 para 11 o resultado teria sido diferente, ou o jogo teria sido diferente, por aquilo que nós estávamos a fazer. Não vou estar a discutir a expulsão de Lenglet, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva se queixar da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca, nem sequer é na cara. Mas não vou estar a discutir o lance porque, sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas. Mas, em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, acho que há uma dualidade tremenda. O Benfica foi extremamente penalizado nisso, porque a quantidade de faltas que o FC Porto faz, para além da falta normal, e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipa e vai tirando a outra. Isto foi aquilo que toda a gente pôde ver. Aliás, o facto de fazerem a primeira pergunta logo por aí não é só para criar um conflito, mas sim porque vocês também o viram, também analisaram", afirmou o Presidente do Benfica na zona mista do Estádio do Dragão.
Prosseguindo a análise à atuação da equipa de arbitragem liderada por Miguel Nogueira, Rui Costa apontou outros lances que, na sua perspetiva, evidenciaram a diferença de critério disciplinar, destacando um momento envolvendo Prestianni.
"Há uma série de entradas, há uma série de faltas dos jogadores do FC Porto que têm de ser punidas. Mesmo antes da expulsão do Lenglet, vejo o Prestianni levar um amarelo por mostrar a cara cheia de sangue ao árbitro, de uma pancada que levou quase sem bola e que nem sequer foi sancionada. E, portanto, é neste sentido que, não eliminando os erros que nós cometemos, pois acabámos por cometer erros, a dualidade de critérios, sobretudo no aspeto disciplinar, foi por demais exagerada", criticou.
Para lá da análise ao clássico, o Presidente dirigiu-se aos Benfiquistas. Rui Costa agradeceu o acompanhamento à equipa antes e durante o encontro e pediu que a confiança no trabalho desenvolvido por Marco Silva e pelos jogadores permaneça intacta.
"Acima de tudo, e para finalizar, queria agradecer aos adeptos por todo o apoio que têm dado à equipa, por todo o apoio que deram à equipa antes deste jogo, durante este jogo, até ao último minuto deste jogo. A credibilidade que esta equipa merece, ou mereceu até aqui, dos adeptos, eu peço que continue a merecer. Porque aquilo que nós estamos a fazer e aquilo que esta equipa está a fazer vai dar frutos. Não tenho a menor dúvida de que o trabalho que Marco Silva e os jogadores estão a fazer vai dar frutos. É evidente que não queríamos estar nesta situação de, à 7.ª jornada, estarmos com cinco pontos de atraso. Mas, da mesma maneira que, se tivéssemos ganho no Dragão, não éramos campeões nacionais, não vamos sair daqui derrotados ou a pensar que o Campeonato está terminado, porque está muito longe disso. Aquilo que nós fizemos, enquanto tivemos possibilidades de o fazer, mostra a qualidade que nós temos. Mostra que podemos jogar em qualquer campo para ganhar. E era isso que nós estávamos a fazer", vincou.
Questionado diretamente sobre a classificação, Rui Costa rejeitou considerá-la adulterada e voltou a centrar o discurso na reação que espera da equipa e na necessidade de preservar a união em torno do Benfica.
"A classificação não está adulterada porque perdemos cinco pontos. Dois pontos contra o Académico de Viseu, como vocês bem se lembram, da maneira como foi, e estes pontos aqui. Isso não vai impedir que esta equipa lute por todos os objetivos. Portanto, aquilo que eu peço... Mesmo que ganhássemos hoje no Dragão, não éramos campeões nacionais. Não perdemos o título hoje aqui. Bem pelo contrário. Temos muito caminho pela frente. E aquilo que nós estamos a fazer merece a credibilidade dos adeptos. Aquilo que os jogadores estão a fazer e que o treinador está a fazer merece a credibilidade dos adeptos. E que se mantenha assim, agradecendo todo o apoio que têm dado a esta equipa", reforçou.