🎥⚽ Real Madrid-Benfica | Antevisão

19h50 CET

24/02/2026

ANTEVISÃO

Na antevisão do Real Madrid-Benfica desta quarta-feira, 25 de fevereiro, válido para a 2.ª mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, João Tralhão garantiu que a equipa tem um plano de jogo claro e ambicioso para tentar dar a volta à desvantagem da 1.ª mão (0-1) e seguir em frente na competição.

No relvado do Estádio Santiago Bernabéu, antes de rumar à conferência de imprensa, o treinador adjunto das águias esteve na zona de entrevistas rápidas da BTV e da Sport TV, onde garantiu que os merengues têm "pontos frágeis" que o Benfica pode explorar num embate de "grande complexidade".

"Sabemos o que é que temos de corrigir, pequenos detalhes daquilo que não fizemos na 1.ª mão e que podemos fazer agora. Sabemos onde explorar os pontos mais frágeis do Real Madrid, mas vamos guardar para nós. Esperemos que amanhã [quarta-feira] possamos, no pós-jogo, estar a analisar com detalhe a forma como a eficiência e a eficácia da nossa estratégia terão resultado numa vitória", afirmou.

"Sabemos que é uma eliminatória difícil, já sentimos isso nos 2 jogos que fizemos contra eles no passado recente, mas preparámos a equipa para vir ganhar aqui no Bernabéu e qualificar-nos", acrescentou.

João Tralhão também lamentou o "exagerado" cartão vermelho do embate do Estádio da Luz que resultou na ausência de José Mourinho do banco nesta 2.ª mão, garantindo, porém, que as ideias do líder estarão refletidas em campo.

"O míster José Mourinho gostava de estar aqui e foi impedido de estar por uma situação que nós sentimos que foi altamente exagerada. Infelizmente, o míster não conseguirá fazer o seu trabalho no banco, mas ele é o nosso líder e o nosso líder estará presente. Nós preparámos-nos para todos os cenários e, neste cenário, onde não posso falar com ele, porque está proibido pela UEFA, as ideias dele e do Clube serão defendidas", vincou.

Confrontado com o castigo imposto pela UEFA a Prestianni, o treinador adjunto dos encarnados remeteu para a posição oficial do Clube, mas, também convidado a comentar o arquivamento da queixa contra Valverde por agressão a Dahl, pediu critérios igualitários e justos.

"O que nós queremos e pedimos para este jogo é que seja um jogo justo e que haja respeito pelas duas equipas. Este caso, e estamos a falar de um caso em particular, podia ter condicionado o jogo já na 1.ª mão e condicionar, também, esta 2.ª mão. É uma situação óbvia e evidente. Valverde é um grande jogador, mas não devia estar amanhã [quarta-feira] no jogo. O Real Madrid está recheado de grandes jogadores, mas o que pedimos para este jogo, e sentimos que houve alguma dualidade de critérios, é que seja justo e que respeitem a ambição do Benfica, que vem jogar para ganhar e passar", salientou.

Reconhecendo o contexto difícil que rodeia a partida, João Tralhão revelou que espera uma força suplementar vinda do espaço onde estarão os Benfiquistas: são esperados cerca de 5000 adeptos encarnados no Estádio Santiago Bernabéu.

"Nós não conseguimos vir para nenhum jogo sem o sentimento de lutar pela vitória até ao limite das nossas forças. A manifestação de apoio dos Benfiquistas vem de sempre, mas, falando deste jogo em particular, acho que é representativa daquilo que é o nosso sentimento. E amanhã [quarta-feira], quando olharmos para aquela bancada no final do jogo, estamos convencidos de que podemos estar a festejar juntamente com eles", sentenciou.

Sente o grupo de trabalho com o foco necessário para, amanhã [quarta-feira], explanar o seu talento e a sua capacidade naquele bem tratado relvado?

Sim. Obviamente, sabemos da complexidade do jogo. É um jogo complexo, mas o foco é exatamente igual ao que tivemos nos jogos passados. É um jogo que nos vai obrigar a estar no limite. É uma final e posso garantir que o foco da equipa é total.

Queria perguntar-lhe se o treinador José Mourinho estará com a equipa no Estádio Santiago Bernabéu, ou se fica no hotel. Se vier ao estádio, onde irá ver o jogo?

Não sei, não sei onde ele estará. Nós preparámos este jogo a antecipar todos os cenários que possam acontecer. Obviamente, é um jogo com um carácter diferente do ponto de vista daquilo que é o nosso líder, pelo facto de o míster José Mourinho não estar no banco. Ele gostaria de estar, obviamente. Não está por uma situação que vocês conhecem. Da nossa parte, enquanto staff, nós preparámos a equipa, preparámos todos os cenários, para que amanhã [quarta-feira] consigamos estar ao nosso nível, manter aquilo que temos feito. E basicamente é isso. Não sei onde é que ele estará.

Aursnes está pronto para jogar 90 minutos, se for preciso? Também há outros jogadores que regressaram agora. A equipa está na máxima força?

O que posso responder é que viemos na máxima força para disputar o jogo, que é uma final para nós, e garantimos que todos os jogadores que estiverem dentro do campo vão estar a 100 por cento.

"Queremos ser uma equipa que consiga ter domínio no jogo, dentro de um cenário que, obviamente, não é fácil, porque estamos a jogar contra o Real Madrid no Bernabéu, mas vamos manter a nossa identidade"

João Tralhão

Sob o ponto de vista tático, não poder contar com Prestianni leva à modificação da escolha da equipa? Tinham previsto jogar de início com Prestianni e esta suspensão temporária fez mudar a escolha inicial para o jogo?

Acho que a introdução foi clara: nós não vamos falar sobre o tema de que perguntou. O que podemos dizer é que, independentemente do jogador que estiver dentro do campo, nós temos uma identidade, que é uma identidade clara, desde que chegámos. Estamos a desenvolver uma identidade que nos identifica enquanto equipa e já provámos que, ao longo destes jogos – e são bastantes jogos –, joga jogador A, joga jogador B, nós mantemos o perfil. E amanhã [quarta-feira], independentemente do jogador que estiver dentro de campo, nós queremos manter a nossa identidade, queremos ser uma equipa que consiga ter domínio no jogo, dentro de um cenário que, obviamente, não é fácil, porque estamos a jogar contra o Real Madrid no Bernabéu, mas vamos manter a nossa identidade, independentemente de quem estiver dentro do campo.

José Mourinho, apesar de suspenso, podia estar agora aí nesse lugar, a dar a conferência de imprensa. Quer-nos explicar como é que foi o processo de decisão de vir João Tralhão dar a cara pelo Benfica, e que mensagem é que Mourinho pediu para aqui transmitir?

Essa questão divide-se em duas. A primeira é: tens de perguntar ao José Mourinho, portanto, não sou eu que tenho de responder a essa questão. E a segunda é: como é que nós preparámos. Preparámos como preparamos tudo. Somos um staff. O José Mourinho é o nosso míster, é o nosso líder. Tudo o que fazemos, fazemos em conjunto. Temos o privilégio de ter o míster José Mourinho como nosso líder, e a preparação fez-se como fazemos tudo, relativamente à equipa, relativamente ao nosso comportamento enquanto staff e amanhã [quarta-feira] garantimos que vamos estar preparados.

Apesar de o futebol pertencer aos futebolistas e de serem eles a jogar em campo, pergunto-lhe: o que perde a equipa sem ter o treinador, José Mourinho, a dirigi-la?

A primeira coisa que perde é o seu líder, que gostava de estar dentro da área técnica e não pode. Não pode por uma situação que consideramos que não foi justa. Relativamente ao que não perde, é aquilo que o míster José Mourinho já disse no passado. Obviamente que ele é o nosso líder, e a presença do líder faz sempre falta, mas ele já disse no passado, relativamente à equipa, que quando falta um jogador, apesar do peso do jogador, estará outro, e o outro dará o máximo. Portanto, apesar de José Mourinho não poder estar na área técnica, ele estará connosco, sabemos o que temos de fazer e todas as diretrizes que ele definir serão garantidas por nós.

"[José Mourinho] É o nosso líder, e a presença do líder faz sempre falta (...) Apesar de não poder estar na área técnica, ele estará connosco, sabemos o que temos de fazer e todas as diretrizes que ele definir serão garantidas por nós"

Gostava de falar um bocadinho de si. Tem muitos anos de ligação ao Benfica. Como é que se sente por ir dirigir o Benfica num dos maiores palcos do futebol mundial, na maior competição de clubes do mundo? E pergunto-lhe também, no âmbito do jogo: porque é que decidiram trazer Prestianni até Madrid?

Relativamente à primeira questão, agradeço, mas não é uma questão pessoal. Quem vai dirigir a equipa não é o João Tralhão. Quem vai dirigir a equipa é o mesmo treinador que dirigiu os outros jogos e que vai dirigir os próximos, que é o míster José Mourinho. Eu estou cá para poder ser a extensão daquilo que são as ideias do treinador e para ajudar naquilo que é a minha competência. Portanto, do ponto de vista daquilo que é o sentimento, é um sentimento igual porque vou fazer exatamente o mesmo que tenho feito em todos os jogos desde que estou com ele. Relativamente à segunda questão, acho que o Clube já tomou a sua posição, a UEFA tem em mãos a decisão. Tomou uma decisão e o Clube recorreu, e nós, enquanto treinadores, obviamente, temos de preparar todos os cenários. E um dos cenários é esse.

Richard Ríos, na partida da 1.ª mão, entrou ao minuto 70, e notou-se que a equipa foi um pouco mais ofensiva. Qual é a importância deste jogador? Agora, no Santiago Bernabéu, pode fazer parte do onze inicial do Benfica?

Richard Ríos é um jogador muito importante para nós, não é novidade. É um jogador que tem uma capacidade defensiva e ofensiva que nos acrescenta enquanto equipa. Sobre amanhã [quarta-feira], não te posso responder a essa questão, porque estaria a dar um trunfo ao treinador do Real Madrid, mas obviamente que, estando connosco, Richard Ríos poderá ser uma opção, a jogar ou no banco, que nos vai acrescentar valor.

O que é que o Benfica espera de Slavko Vincic [árbitro do jogo], depois das muitas críticas a François Letexier na 1.ª mão do play-off?

O Benfica espera que seja um jogo justo e que respeitem a igualdade de critério, que nós sentimos que, na 1.ª mão, foi diferente. Isso é o que esperamos amanhã [quarta-feira] do árbitro. Não estando aqui a dissecar com detalhe o que se passou, acho que foi muito evidente, provavelmente há jogadores que estarão amanhã no campo e que não poderiam estar. Mas não é o meu papel estar a dissecar isso. O que esperamos amanhã do árbitro, um grande árbitro, é que seja igual a si próprio e que respeite o gigante que é o Real Madrid, mas que respeite também o gigante que é o Benfica, e que haja duas equipas com o mesmo critério na decisão do árbitro.

"O Real Madrid é uma grande equipa, uma equipa poderosa, mas também sabemos que o Real Madrid tem algumas fragilidades e nós estamos preparados para explorá-las"

Está preocupado com a possibilidade de os jogadores entrarem excessivamente motivados, ou agitados, e possam cair nalgum tipo de provocação?

Para o Benfica é uma final, amanhã [quarta-feira], mas para o Real Madrid também. Uma final para os dois. Amanhã, no final do jogo, só uma equipa sairá daqui qualificada. Da mesma forma que nós vamos entrar com a nossa estratégia, o Real Madrid entrará também com uma estratégia de tentar aproveitar o facto de estar a jogar em casa. Nós estamos preparados para isso. Sabemos que é um jogo complexo, difícil, mas também estamos preparados e antecipámos esse cenário. Seja conforme o Real Madrid se apresentar, ou conforme o Real Madrid durar nos 90 e mais os descontos que o árbitro der, ou no prolongamento. Portanto, estamos preparados para qualquer cenário. Mas há uma coisa que nós sabemos: o Real Madrid tem um determinado perfil, não vai conseguir fugir ao seu perfil o jogo inteiro. Nós sabemos o que é que vale o Real Madrid. É uma grande equipa, uma equipa poderosa, mas também sabemos que o Real Madrid tem algumas fragilidades e nós estamos preparados para explorá-las.

O Benfica entra em campo a perder 1-0. No que é que esta desvantagem teve impacto na delineação do plano estratégico para o jogo? Pode afetar a postura do Benfica em campo?

Nós olhámos para este jogo como se fosse duas metades. Neste momento estamos no intervalo, está 1-0 para o Real Madrid e temos 90 [minutos], mais o que vier a seguir, para jogar e disputar este jogo. O nosso plano de jogo é claro. É um plano de jogo que está claro para a nossa equipa, é um plano de jogo que não vai fugir à nossa identidade enquanto equipa. E do ponto de vista estratégico, obviamente, e da mesma forma que respondi aqui ao teu colega, não posso adiantar muito mais, porque senão estaria a dar trunfos ao treinador do Real Madrid. Esperemos que amanhã [quarta-feira] ele possa estar surpreendido com o nosso plano estratégico, que é esse o nosso objetivo.

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