02h00 CET
04/01/2026
Para enfrentar o 9.º classificado da competição – "uma equipa que joga bem, que joga um futebol muito interessante", tal como José Mourinho havia sublinhado na antevisão –, o técnico encarnado escalou um onze inicial composto por Trubin, Dedic, António Silva, Otamendi, Dahl, Manu, Richard Ríos, Prestianni, Sudakov, Barreiro e Pavlidis. No entanto, devido a um problema físico no aquecimento, Tomás Araújo entrou para o lugar de António Silva, e Obrador integrou o banco de suplentes.
Assim, as alterações relativamente à equipa titular do anterior compromisso foram as inclusões de Manu e Prestianni e as saídas de Barrenechea e Aursnes.
Num começo de jogo agitado, aos 2', após perfuração de Guitane e um ressalto na área, Begraoui, a meias com Dahl, rematou para enorme defesa de Trubin, e, na recarga, Pedro Amaral cabeceou à malha lateral.
A resposta das águias surgiu no 9.º minuto, quando Dedic recuperou a bola na frente, e, de fora da área, Sudakov disparou ligeiramente por cima da baliza.
Os visitantes voltaram à carga aos 18'. Ricard Sánchez recuperou a bola junto à área atacante e colocou-a em Alejandro Marqués, que, à direita, esbarrou na mancha de Trubin, que saiu bem da linha de baliza. Duas grandes intervenções do internacional ucraniano.
Após um arranque dividido, os encarnados assumiram as rédeas da contenda, detendo a maioria da posse e atacando frequentemente, com a defesa estorilista a cortar múltiplos lances no limite.
Já aos 22', foi a falta de acerto a evitar o tento do Glorioso, com Pavlidis a cabecear por cima, em resposta a cruzamento de Dedic, vindo da direita.
Porém, à passagem dos 28', na área, Otamendi foi agarrado por Ricard Sánchez e abalroado por Alejandro Marqués, que afastou a bola com o braço direito. Inicialmente, o árbitro mandou seguir, mas, após ser alertado pelo VAR para rever o lance, considerou que Alejandro Marqués tinha o "braço em posição não natural" no contacto com a bola, apontando para a marca dos 11 metros.
Chamado à cobrança, Pavlidis enganou Joel Robles e atirou a bola para o lado esquerdo, inaugurando o marcador aos 34' (1-0) e apontando o 1.º golo das águias em 2026.
A formação benfiquista mantinha a superioridade, e, no minuto 41, de fora da área, após boa recuperação de Manu, Sudakov encheu o pé, a bola sofreu um desvio em Jandro e saiu muito perto do alvo.
Assim, foi com naturalidade que o Benfica aumentou a sua vantagem, numa jogada de brilhantismo já no tempo de compensação da 1.ª metade (45'+1'). À esquerda, Barreiro progrediu e temporizou antes de fazer um passe a rasgar teleguiado para Pavlidis, que aguentou a pressão de Bacher e, de primeira, executou um chapéu perfeito sobre Joel Robles, para o fundo das redes (2-0).
Contudo, o Estoril ripostou volvidos apenas 2 minutos (45'+3'), contra a corrente do jogo. À direita, Guitane passou por Sudakov com alguma sorte e cruzou rasteiro. Begraoui simulou o ataque à bola e iludiu a defesa adversária, deixando João Carvalho solto de marcação, o qual rematou colocado à esquerda da baliza (2-1).
No intervalo, as equipas de natação e a equipa masculina de basquetebol do Clube foram homenageadas no relvado da Catedral pelas conquistas, respetivamente, dos Campeonatos Nacionais de Clubes e da Supertaça.
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O 2.º tempo começou com Prestianni a tentar a sua sorte de longe, em posição central, atirando potente, ao lado (47').
Numa etapa complementar mais morna, só se voltou a registar perigo aos 65', quando Dahl tabelou com Richard Ríos, entrou na área pela esquerda, fintou Boma e cruzou em esforço, em cima da linha final, para defesa apertada de Joel Robles com a perna.
Em busca do empate, a equipa da Linha mostrou-se num par de ocasiões: aos 66', após um corte de Otamendi, a bola sobrou para Begraoui à direita da área, o qual abanou as malhas laterais, e, aos 68', Guitane subiu pela direita e entregou a João Carvalho à entrada da área, o qual rematou em jeito ligeiramente sobre a trave.
Pouco depois (71'), no lado oposto, na cobrança de um livre ainda distante da área, à esquerda, Sudakov bateu direto, disparando forte a rasar o poste.
Em nova bola parada, desta feita um canto aos 76', na sequência de um cruzamento de Sudakov, Richard Ríos rematou contra Fabrício, e a bola sobrou para Dahl, que cruzou para um cabeceamento de Tomás Araújo, próximo do alvo.
De seguida (77'), José Mourinho promoveu as entradas de Aursnes e Sidny, que se estreou com o Manto Sagrado, após ter chegado ao Clube na terça-feira, penúltimo dia de 2025. Sudakov e Prestianni abandonaram o relvado.
O internacional cabo-verdiano teve um impacto imediato. Aos 80', Sidny recebeu a bola no meio-campo e galgou metros pela esquerda até às imediações da área, onde cruzou rasteiro. Bacher ainda desviou a bola em carrinho, mas, ao segundo poste, Pavlidis encostou para completar o seu hat-trick (3-1) e levantar as bancadas da Luz, preenchidas por 59 865 espectadores. Primeiro jogo, primeira assistência para o reforço de inverno.
Aos 88' – já com Ivanovic em campo, o qual substituiu Pavlidis aos 87' –, Sidny esteve novamente em evidência, ao bater um livre à entrada da área, sobre a direita, fazendo o esférico passar muito perto da barra.
João Rego também foi a jogo, rendendo Barreiro aos 90'+2'.
Antes do apito final, Trubin ainda se voltou a aplicar, amarrando um tiro de Tsoungui de fora da área, na segunda vaga de um livre (90'+3').
Deste modo, o placar não sofreu mais alterações, e, com esta vitória, o Benfica fechou a 1.ª volta da Liga Betclic sem qualquer derrota.
O próximo encontro das águias é às 20h00 de quarta-feira, 7 de janeiro, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, ante o SC Braga, nas meias-finais da Taça da Liga.