22h20 CET
27/02/2026
Os principais destaques dos resultados económicos e financeiros apresentados evidenciam uma evolução globalmente positiva e consistente da Benfica SAD.
O resultado líquido ascende a 40,6 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 0,7% face ao período homólogo, correspondendo ao 3.º resultado positivo consecutivo num primeiro semestre.
Os rendimentos operacionais sem direitos de atletas ascendem a 106,9 milhões de euros, representando um crescimento de 1,1% face ao período homólogo. Esta evolução é justificada, sobretudo, pelo aumento dos rendimentos de matchday, que registam um crescimento de 17,9%. Importa salientar que este corresponde ao 2.º melhor registo de sempre alcançado pela SAD num 1.º semestre. Nas últimas 4 épocas, os rendimentos operacionais sem direitos de atletas superaram sempre os 100 milhões de euros, evidenciando a consistência e solidez da estrutura de rendimentos da Benfica SAD, num período que integra os 4 melhores registos históricos.
As receitas de televisão atingem 27,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,6% face ao período homólogo, sendo este aumento principalmente justificado pelas receitas associadas ao contrato da NOS. Releve-se que a renovação desse contrato, formalizada em janeiro de 2026 e que permitiu estender esta parceria para as épocas 2026/27 e 2027/28, não tem qualquer impacto nos resultados deste semestre, nem terá influência nas contas deste exercício. Contudo, permitirá que as receitas de televisão da SAD continuem a crescer nas próximas épocas.
Os rendimentos totais ascendem a 198,4 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 7,5% face aos 214,3 milhões de euros apresentados no período homólogo. Realce-se que esta diminuição é explicada pelo decréscimo dos rendimentos com transações de direitos de atletas. No valor global dos outros rendimentos operacionais, a Benfica SAD manteve a consistência das três épocas anteriores.
Ao nível dos custos, os gastos operacionais sem direitos de atletas ascenderam a 113,4 milhões de euros, o que equivale a uma diminuição de 6,3% face aos 121,1 milhões de euros apresentados no período homólogo, sendo esta variação essencialmente justificada pela redução dos gastos com pessoal.
Em termos de balanço face a 30 de junho de 2025, destaca-se o reforço do ativo e do capital próprio, bem como a estabilidade da dívida líquida. Salienta-se que o crescimento do ativo ascende a 80,8 milhões de euros, montante que representa mais do dobro do aumento verificado no passivo.
O ativo apresenta um valor de 672 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 13,7% face ao final do exercício anterior, no qual ascendia a 591,2 milhões de euros. Esta variação é principalmente explicada pelo aumento do saldo das rubricas de ativos intangíveis – plantel de futebol e de clientes e outros devedores.
O passivo equivale a 515,1 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 8,5% face a 30 de junho de 2025, principalmente explicado pelo aumento dos saldos com fornecedores e outros credores.
A dívida líquida equivale a 199,4 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 1,3% face ao final do exercício anterior. Enaltece-se que, apesar dos investimentos realizados, o nível da dívida líquida se manteve estável em comparação com os dois últimos exercícios.
Por fim, o capital próprio corresponde a 156,8 milhões de euros, representando uma melhoria de 34,8% face a 30 de junho de 2025, sendo esta variação positiva justificada pelo resultado líquido deste semestre. Este montante corresponde a 1,36x o capital social da Sociedade (115 milhões de euros) e constitui o 2.º valor mais elevado de sempre registado pela Benfica SAD.