01h40 CEST
14/08/2026
Foi com a vantagem do 6-1 construído na 1.ª mão, jogada na Catedral, que o Benfica entrou em Edimburgo em posição privilegiada para completar a missão. Marco Silva aproveitou essa margem para proceder a sete alterações em relação ao jogo anterior, o duelo frente ao Académico de Viseu, na jornada inaugural da Liga Betclic.
Dedic, Manu, José Neto, Richard Ríos, Schjelderup, Lukebakio e Jhon Durán renderam Bah, Tomás Araújo, Dahl, Barreiro, Rafa, Prestianni e Pavlidis. Dessa forma, as águias apresentaram na Escócia um onze com Samuel Soares, Dedic, Manu, Lenglet, José Neto, Barrenechea, Richard Ríos, Sudakov, Lukebakio, Schjelderup e Jhon Durán.
Apesar das múltiplas mudanças, os encarnados assumiram a iniciativa desde os primeiros minutos. Jhon Durán deu o primeiro sinal de perigo aos 4', quando recebeu um passe longo de Lenglet e tentou a finalização à entrada da área, mas sem a direção desejada.
Cinco minutos depois, uma boa associação pelo corredor central entre Sudakov e Richard Ríos permitiu a Jhon Durán voltar a causar o "caos" na defesa escocesa, executando um disparo potente. O esférico saiu ao lado do alvo (9').
Com dificuldades para ter bola em zonas adiantadas, o Hearts encontrou a sua primeira oportunidade aos 13'. Guendouz ganhou espaço em posição frontal e obrigou Samuel Soares a intervir, com uma boa defesa. A resposta das águias surgiu dois minutos depois: na sequência de um canto, Richard Ríos deu um toque junto à baliza e Reus, ao tentar afastar o perigo, ficou perto de introduzir a bola na própria baliza (15').
A pressão visitante mantinha-se e, aos 23', o Benfica voltou a ficar perto da vantagem no marcador. Jhon Durán abriu para Lukebakio na direita e o internacional belga lançou Dedic. O lateral-direito cruzou para o interior da área, onde Jhon Durán desviou e, ao segundo poste, Sudakov ficou muito perto de desviar.
O Benfica surgia com maior frequência no meio-campo contrário e encontrou uma enorme oportunidade aos 36': Schjelderup descobriu Jhon Durán no interior da área e o avançado tentou enganar o guardião de um ângulo reduzido, mas Reus defendeu. A jogada prosseguiu e José Neto devolveu de cabeça para Dedic, que levou o esférico a beijar a barra escocesa. Só faltava o golo!
O domínio territorial acentuou-se na aproximação ao intervalo. Richard Ríos – que pareceu ser agarrado – não conseguiu dar o melhor seguimento a um cruzamento de Schjelderup aos 40'.
Aos 43', de novo o internacional norueguês em evidência, numa boa jogada individual: o seu remate justificou defesa apertada do guardião contrário. Na sequência, Jhon Durán tentou ganhar a bola, mas foi derrubado pelo guarda-redes. Porém, foi assinalada posição irregular. Ao intervalo, o 0-0 era escasso para a produção ofensiva do Benfica.
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Marco Silva promoveu a primeira substituição no regresso dos balneários, lançando Tomás Araújo para o lugar de Lenglet (central por central). O recomeço trouxe um Hearts mais agressivo e, aos 50', um cruzamento proveniente da direita encontrou Cláudio Braga no interior da área, com o cabeceamento deste a terminar nas mãos de Samuel Soares.
A insistência dos homens de Edimburgo quase teve recompensa à passagem dos 54': Cláudio Braga libertou McPake no corredor esquerdo, este serviu Miller e o desvio do avançado terminou no fundo da baliza benfiquista. Os festejos duraram pouco: após análise do VAR, o lance foi invalidado devido à posição irregular de McPake (55').
O treinador encarnado voltou a intervir aos 64', com Barreiro e Prestianni a substituírem Barrenechea e Sudakov. E, principalmente com a entrada do argentino, viu-se, de novo, uma maior mobilidade e agitação no último terço do ataque benfiquista.
Aos 68', uma troca de bola entre Schjelderup e Prestianni terminou com este a libertar José Neto na área, antes de a defesa escocesa cortar para canto. Prestianni voltou a assumir protagonismo aos 71'. Depois de entrar na área, cruzou de trivela para Dedic, que rematou com força, vendo a tentativa ser desviada.
Dois minutos mais tarde, foi Schjelderup a desequilibrar: avançou em direção à baliza contrária e caiu na área após um contacto duro. Os jogadores do Benfica reclamaram grande penalidade, mas o árbitro mandou seguir.
Quando o encontro parecia novamente equilibrado, o Hearts chegou à vantagem aos 77'. Após um duelo entre Kaboré e Manu, a bola ficou à disposição de Magnússon fora da área. O médio disparou forte e colocado para o canto inferior direito, sem possibilidade de defesa para Samuel Soares (1-0).
A reação encarnada não podia ter sido mais rápida. Apenas um minuto depois, Schjelderup iniciou uma boa movimentação pelo lado esquerdo e entregou a José Neto. O jovem lateral made in Benfica Campus levantou a cabeça e serviu Lukebakio à entrada da área. De primeira, de pé esquerdo, o internacional belga restabeleceu a igualdade (1-1, aos 78').
Marco Silva aproveitou para recorrer às opções no banco e refrescou as duas laterais ofensivas, fazendo entrar Rafa e Kamiński para os lugares de Schjelderup e Lukebakio (79').
A derradeira oportunidade para o Glorioso surgiu aos 90'+1'. Uma combinação pela direita permitiu a Rafa entrar na área e assistir Barreiro com um toque de calcanhar. O médio rematou, mas Reus respondeu com uma boa defesa e evitou a reviravolta.
O 1-1 manteve-se até ao apito final, encerrando uma eliminatória amplamente favorável às águias, que avançaram nesta caminhada com um resultado agregado de 7-2.
Confirmada a presença no play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa, o Benfica volta a focar as atenções no Campeonato. O próximo compromisso está marcado para segunda-feira, 17 de agosto, às 20h15, frente ao Casa Pia, em Rio Maior, na 2.ª jornada da Liga Betclic.