00h20 CEST
16/09/2026
| ANTEVISÃO | ||
Antes da conferência de imprensa, em declarações à BTV e à Sport TV, o treinador das águias fez uma primeira abordagem ao embate entre dois emblemas históricos no futebol mundial.
"[AC Milan] Uma equipa muito forte, com muita qualidade individual, que também tem a sua identidade clara. Uma equipa que, como o Rúben [Amorim] falou, também já vinha jogando com três centrais. Não houve uma alteração de sistema. Um assimilar de ideias diferentes do treinador, mas não uma alteração de sistema. Uma equipa que joga com uma linha de três em muitos momentos em posse, fecha a cinco na maioria das vezes, apesar de, em alguns momentos, também poder fechar a quatro, com um dos alas a poder estar numa linha mais avançada. É uma equipa recheada de jogadores internacionais de grande qualidade. Já os tinha, e o mercado que fez só provou também o poderio financeiro que tem. Percebe-se isso pelas contratações que fez. E uma delas bem conhecida do Benfica, neste caso um jogador que o Benfica teve de vender porque o mercado assim o ditou. E o Milan teve agora a capacidade de ir comprar por muito mais dinheiro do que aquele por que o Benfica o tinha vendido. Portanto, percebe-se a dimensão financeira que o Milan tem. Mas isso amanhã [quarta-feira] não joga. Jogam os jogadores e os clubes, e nós vamos tentar estar ao nível daquilo que é o jogo", analisou.
Perante os Benfiquistas esperados nas bancadas, o treinador não antecipa uma equipa diferente daquela que tem vindo a construir desde o início da temporada. Respeito pela qualidade do Milan, sim; abdicar da identidade e da ambição do Benfica, não.
"Já jogámos jogos suficientes para as pessoas perceberem o que é que é o Benfica, o que é que o Benfica vai tentar fazer e o que é que o Benfica tenta fazer nos jogos. Nós tentamos fazer aquilo que achamos que nos deixa mais perto de ganhar jogos. Do outro lado também temos adversários que nos complicam a vida. E vamos ter um adversário de grandíssimo nível, um adversário que tem grande capacidade também. Nós sabemos que nos respeitam, como nós os respeitamos. Acaba por ser um jogo de Liga Europa, mas, pela dimensão e pelo historial dos clubes, cheira um pouco a outra competição. Mas a realidade é que ambos estão na Liga Europa. E é um jogo grande. Um jogo de cartaz, se calhar, nesta 1.ª jornada da Liga Europa. E o que os nossos adeptos esperam é uma equipa que, desde o primeiro minuto até ao último, como tem feito, lute pelo resultado e pelo emblema que tem ao peito", vincou.
Se à BTV Marco Silva sublinhou a dimensão do desafio, em declarações à Sport TV+ aprofundou esse retrato. O passado europeu de Benfica e AC Milan, incluindo confrontos em palcos decisivos, confere ao encontro uma aura própria, ainda que o presente coloque ambos na Liga Europa.
"Claramente pelo historial, pela grandeza dos dois clubes. Clubes que estão habituados a jogar a Liga dos Campeões e não a Liga Europa. Acaba por ser uma comparação, ou toda a gente olhar por esse caminho. Um jogo de cartaz, um jogo que tem um historial grande também atrás, pelo passado das duas equipas, em momentos decisivos, em finais também. Portanto, o historial dos clubes fala por si. Amanhã [quarta-feira] será um jogo diferente. Será um jogo também de uma competição diferente, mas os dois clubes de certeza que estarão bem representados. Será um jogo de um grau de dificuldade muito alto, como falou, e nós queremos estar à altura", reforçou.
Marco Silva e Rúben Amorim conhecem-se dos confrontos travados em Inglaterra, circunstância que o técnico benfiquista encara com naturalidade.
"Em relação ao conhecimento que ele tem de mim, é recíproco. Ele sabe perfeitamente, defrontámo-nos muitas vezes, não em Portugal, mas em Inglaterra, e há um conhecimento mútuo. Isso faz parte. E, mesmo que não houvesse, naturalmente, como grande treinador que é, teria feito a sua análise, como nós fizemos a nossa análise. Mas é uma realidade. No pouco tempo em que ele esteve em Inglaterra, defrontámo-nos algumas vezes e é normal que ainda estejam algumas coisas na mente de um e do outro. Em relação à questão dos jogadores de que ele falou, fez a sua análise. Também posso dizer que alguns jogadores irão começar a jogar o jogo pelo Milan. Acho que é uma situação normal. Olhou para o nosso último jogo. Olhou para a questão do João [Palhinha]. Percebeu que o João não jogou o último jogo. Pode pensar que pode ter sido por isso [jogar em Milão e no próximo duelo da Liga Betclic] e não só por uma gestão de fadiga. Acho que é normal. Percebo a questão do Fredrik [Aursnes]. Tem vindo, aos poucos, a ter mais minutos. Poderá jogar ou não. Acho que as hipóteses que ele pôs em cima da mesa, se eu estivesse no lugar dele, também as teria colocado. São normais", considerou.
Sem desviar o pensamento para o compromisso seguinte no Campeonato, Marco Silva explicou que pretende apresentar em Milão uma equipa fresca para responder à intensidade do desafio.
"Jogámos no domingo, tivemos o treino de ontem e treinámos hoje. Eu sei qual era o estado físico dos jogadores. Amanhã [quarta-feira] terei mais dados também para depois tomar as decisões mais acertadas. É um jogo muito em cima do outro. Não estamos aqui a pensar no jogo que vem no domingo. Mas, claramente, nós jogámos dia 5, jogámos dia 9, jogámos dia 13 e vamos jogar dia 16, que é amanhã. Estamos a falar de, em 11 dias, jogar quatro jogos. Para quem está por dentro, para quem percebe de fisiologia, em muitos casos a dimensão dos jogos que jogámos, percebe o que eu estou a dizer. E nós temos de tomar decisões sempre em prol daquilo que é jogarmos com a equipa mais fresca possível, porque é um jogo exigente. E, naturalmente, não correr certos riscos com jogadores que possam estar mais fatigados", explicou.
"Acho que é claro que a equipa tem vindo a melhorar, a criar uma identidade que nós queremos ver o Benfica jogar"
Marco Silva
Está há três meses no Benfica. O Benfica faz amanhã [quarta-feira] o 13.º jogo oficial da temporada. Há um mês, em Edimburgo, perguntei-lhe se estava mais próximo daquilo que pretendia. Disse-me que ainda estava muito longe. E agora? É a minha primeira questão. A segunda questão é: 13 jogos depois, já consegue explicar onde é que Prestianni rende mais? Se é ao meio, se é numa das alas?
Eu continuo a dizer que ainda estamos longe. Convenço-me disso e quero convencer os nossos jogadores disso também. É um bom princípio. Não quero dizer com isto que não estejamos satisfeitos com o que temos vindo a fazer e com a evolução da equipa. Estaria a mentir se o dissesse. Nós estamos a evoluir. Estamos satisfeitos. Basta olhar para aquilo que foram os nossos primeiros jogos. Não só para o primeiro jogo da época, que eu sei que, até pelo resultado, não demos um sinal daquilo que somos e que podemos fazer. Mas, de uma forma geral, para aquilo que tem sido a evolução da equipa. Acho que é claro que a equipa tem vindo a melhorar, a criar uma identidade que nós queremos ver o Benfica jogar. Nesse aspeto, estamos melhores. Satisfeito com o comportamento dos jogadores, com a sua evolução, com o mindset com que vêm todos os dias para o treino para podermos melhorar. Isso tem-se refletido também no jogo. Agora, eu continuo a dizer, porque só assim é que faz sentido para mim, temos muito a melhorar como equipa, quer individualmente, quer coletivamente. Porque, se melhorarmos todos os dias, nem que seja um pouco, naturalmente, passados semanas e meses, essa evolução vai ser clara para nós. E é o que nós pretendemos. Em relação à questão do Prestianni, o princípio da época tem demonstrado que ele tem funcionado muito bem à esquerda. Sem dúvida. E, se eu vos dissesse algo diferente, estaria a mentir, porque os dados estão lá. Vocês analisam os jogos e veem também. A realidade é que ele está mais do que preparado também para ajudar a equipa noutras posições. Connosco, neste ano, não começou nenhum jogo à direita. No ano passado, praticamente jogou sempre à direita. Portanto, o rendimento dele tem sido excelente. Um jogador que tem vindo a evoluir também diariamente, jogo após jogo. Mas pode jogar por dentro, como tem jogado ou como jogou nos últimos dois ou três jogos, como foi utilizado já em variadíssimos jogos comigo durante este ano. E é uma decisão que nós temos de tomar. Em muitos momentos acaba também por ser bom para nós, porque, dentro do campo, podemos muitas vezes alterar um jogador e colocá-lo numa posição diferente. Como fizemos no último fim de semana. Naturalmente, queríamos pôr um jogador mais criativo por dentro quando colocámos o Claudio [Echeverri] a jogar nos últimos 20, 25 minutos. Um jogador um pouco mais criativo naquele espaço onde estava a jogar o Prestianni. Acabámos por colocá-lo à esquerda e acabou por ter um impacto muito grande também. Portanto, os números são claros. Acho que vocês não precisam da minha resposta para isso. Mas ele está mais do que preparado para jogar nas três posições por trás do avançado: nos dois corredores e uma mais como médio-ofensivo. Na nossa equipa, está preparado para isso. Trabalha nessas posições também. Sendo sincero convosco, não tenho trabalhado muito com ele à direita até hoje. Já jogou algumas vezes à direita, a espaços, connosco, mas não é uma zona do terreno em que tenha trabalhado muito, até porque temos utilizado mais o Rafa nesse espaço e o Lukebakio também treina nessa posição. Mas é um jogador que tem tido uma influência muito grande e isso, para nós, é o mais importante.
O que é que espera do jogo? O que é que acha que pode acontecer amanhã [quarta-feira]? São dois treinadores que se conhecem bem também do futebol inglês. O que é que espera desta partida entre o Benfica e o Milan?
Um jogo muito difícil, sem dúvida. Duas equipas que estão habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias. Mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos de percorrer um caminho ainda mais difícil. Tivemos de jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes. E é um jogo muito complicado. Cada equipa que joga aqui, seja a nível interno, seja a nível europeu, nas competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa. Como, se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz, teria essas mesmas dificuldades também. Como falou e bem, um treinador que nos conhece bem, conhece o Benfica bem, conhece o futebol português bem. Há um conhecimento mútuo da minha parte para com o Rúben e do Rúben para comigo também... No curto espaço de tempo em que ele esteve em Inglaterra, o número de vezes que nos defrontámos. Mas hoje em dia também já não há segredos. Mesmo que não houvesse este conhecimento entre ambos e a ligação do Rúben ao futebol português, é fácil ter acesso hoje em dia... A preparação acaba por estar facilitada por todas as ferramentas que acabamos por ter. Portanto, um jogo muito complicado, em que esperamos estar à altura, como é a nossa obrigação.
Rúben Amorim disse à hora do almoço, com toda a convicção, que João Palhinha ia jogar amanhã, quarta-feira, e também ia jogar no Dragão. Eu pergunto se pode confirmar essa previsão. Disse há pouco que já não há segredos.
Não sei se o Rúben falou com o João [Palhinha] ao telefone, não faço ideia. Mas, para domingo, de certeza que ele não sabe se vai jogar. Nem o João sabe se vai jogar amanhã [quarta-feira], quanto mais domingo. É uma previsão do Rúben. Respondendo diretamente a essa questão, sobre domingo não, mas sobre amanhã, basta olhar para o nosso último jogo, perceber que acabámos por fazer alguma gestão de um jogador, e esse jogador foi o João, pela carga e densidade de jogos que tem tido desde que chegou. Sem muitos jogos para trás, porque vocês sabem a situação dele no Bayern. Portanto, acaba por ser uma conclusão que o Rúben tira. Amanhã, vocês vão perceber se será correta ou não.
"Se melhorarmos todos os dias, nem que seja um pouco, naturalmente, passados semanas e meses, essa evolução vai ser clara para nós. E é o que nós pretendemos"
Amanhã [quarta-feira], vai fazer o mesmo que o FC Porto fez na época passada, que foi rodar meia equipa na Liga Europa, ainda para mais havendo um clássico daqui a poucos dias?
Eu não sei o que é que o FC Porto fez no ano passado, porque eu não estava em Portugal.
Rodou metade da equipa.
Mas eu não sei. Desculpem a minha ignorância nesse aspeto, mas não tive capacidade e não tive tempo, naquela altura, de ver, porque estava noutro campeonato, a disputar outro campeonato. Independentemente disso, sim, o FC Porto jogou contra equipas inglesas também e acabei por ver um ou outro jogo, mas não sei qual foi a dimensão da rotação. Portanto, não posso comentar. E também vocês já sabem que não o iria fazer. Em relação ao que nós podemos apresentar ou não amanhã [quarta-feira], tem muito que ver connosco e com aquilo que têm sido os jogos que temos vindo a jogar. Não muito, independentemente de vocês não acreditarem, eu sei que não vão acreditar, mas não tem muito que ver só com o jogo de domingo. Tem muito mais que ver com aquilo que nós jogámos desde que fomos à Madeira até ao jogo de amanhã. Vão ser 11 dias. Desses 11 dias, são três jogos fora de casa. É quase humanamente impossível, em 11 dias, o mesmo onze fazer quatro jogos. Nem é de três em três dias, acaba por ser quase menos do que de três em três dias. Portanto, temos de ser inteligentes na forma como gerimos. Hoje, tinha dados sobre os jogadores, sobre a condição física deles. Amanhã, terei outros dados também e irei tomar a melhor decisão para aquilo que é o jogo e, acima de tudo, para a condição física de alguns jogadores. Temos vindo a gerir alguns. Tem sido possível. Mas temos outros jogadores já com quase dez jogos nesta fase da temporada. Não tanto pelo número de jogos, porque nós estamos numa fase inicial da temporada, muito mais por aquilo que foram os nossos últimos quatro jogos. Vocês podem dizer: foi decisão do Benfica colocar o jogo do Moreirense... Não o quisemos colocar no meio do play-off [de acesso à Liga Europa] e foi decisão nossa. É uma realidade. Mas também ainda não tinha havido o sorteio da Liga Europa, que nos deu mais um jogo fora de casa também. Portanto, isto faz parte de uma época. Decisões que temos de tomar por antecipação. Tomámo-la. Não estamos nada arrependidos disso mesmo. Amanhã, é um jogo novo para nós. Um jogo em que iremos analisar as condições da equipa e tomar decisões em termos de estratégia, em termos físicos também, que vão ter uma influência grande em algumas decisões. E decidir qual será o melhor onze para começar o jogo.
Depois do último jogo com o Gil Vicente, disse que sentiu a equipa pesada. Pergunto precisamente se isso pesou também na sua decisão na hora de escolher o próximo onze para o jogo, a condição física dos jogadores, embora já tenha respondido. E perguntava-lhe, em segundo lugar, se Banjaqui, um jovem que entrou há pouco tempo na equipa, pelo que viu nos últimos jogos, está preparado para esta exigência da Liga Europa.
O Banjaqui, eu disse-vos que, se está no plantel, nós temos de acreditar nele. É um jovem de 18 anos. Muito do que está a acontecer na sua carreira são as primeiras sensações que ele tem tido. Não foi a primeira vez neste ano que jogou com a camisola do Benfica, mas tem tido sensações diferentes. É importante sentir o peso de ter de ganhar sempre, de trabalhar todos os dias sabendo que, quando entra em campo, não há outra hipótese senão jogar sempre para ganhar. E tudo isto cria exigências num jovem de 18 anos. Uns, pela sua maturidade, não só pela qualidade futebolística, mas pela sua maturidade, pela forma como foram crescendo, têm mais capacidade. Outros não. Compete-nos, depois, ajudá-los e prepará-los da melhor forma que conseguirmos. Teve, eu disse, no jogo com o Moreirense, algumas dúvidas no começo do jogo. Foi crescendo ao longo do jogo. O resultado, os colegas e o próprio público, eu falei também, ajudaram-no nesse aspeto. No último jogo, uma experiência no Estádio da Luz. Mais uma vez, um jogo de exigência máxima para nós, porque isso é sempre, temos de ganhar. Com o Estádio da Luz cheio, lotado. E tem dado os passos. Não esperávamos que ele estivesse já completamente preparado em todos os momentos. Faz parte. A este nível, aos jovens temos de lhes dar espaço para, algumas vezes, vermos algumas coisas que, no dia a seguir, temos de corrigir imediatamente. Isso faz parte de um processo. Tem vindo a jogar. Tem dado a sua resposta. Eu quero é que ele, sempre que tenha a oportunidade de jogar e de fazer aquilo que era o sonho dele, não tenha dúvidas nenhumas na cabeça e vá para o jogo completamente limpo. Depois, independentemente de jogar bem ou menos bem, tem é de dar tudo pela camisola e estar concentrado. É isso que nós lhe exigimos. E depois a sua qualidade virá ao de cima.
"O que os nossos adeptos esperam é uma equipa que, desde o primeiro minuto até ao último, como tem feito, lute pelo resultado e pelo emblema que tem ao peito"
O Milan é uma equipa que pressiona alto e dá uso também a ataques rápidos. Pergunto-lhe, ao nível tático, que tipo de jogo é que espera encontrar, sobretudo na batalha pelo meio-campo, sem e com bola, tendo em conta também a ligação entre Modric e Rabiot, que tanto utilizam?
É uma equipa de qualidade. Disse bem, tenta pressionar, mas não em todos os momentos. Acreditamos que amanhã [quarta-feira], pela dimensão do jogo e jogando em casa, fará parte possivelmente da estratégia. Mas é uma equipa que depois, no momento em que essa mesma pressão é batida, tem a capacidade de agrupar também. Não a vejo só como uma equipa muito pressionante, sempre no último terço, olhando para os quatro jogos oficiais que jogaram. Mas também foram jogos, alguns de cariz diferente, alguns fora de casa, ou quase todos eles fora de casa. É difícil entender já o que será. Mas percebe-se que é uma equipa que também quer dar passos em frente nesse aspeto. O próprio Rúben falou hoje disso durante a manhã. E depois, o que falou das ligações também. É uma equipa diferente se o Rabiot jogar na dupla de médios, se o Rabiot jogar numa linha mais avançada, como jogou nos primeiros jogos. Jogando numa linha mais avançada, aqueles dois alas mais por dentro, se assim se pode dizer, é uma equipa diferente. Depois, quando o Rabiot se junta quer ao Modric, quer ao outro médio, a equipa ganha dimensões diferentes num aspeto, fica com um jogador um pouco mais ofensivo na segunda linha também. Portanto, é uma equipa diferente dependendo de onde jogarem alguns jogadores que são versáteis e que jogam em posições diferentes.
As suas experiências na Grécia, as conquistas com o Olympiacos, o Campeonato ganho com 17 vitórias consecutivas e, depois, as experiências na Premier League e no Championship, até que ponto o fizeram crescer enquanto treinador e o que lhe deram em termos de experiência humana?
Na nossa carreira, todos os momentos, todos os anos, todos os passos que damos e as experiências, quer em Portugal, quer depois quando a carreira acaba por se internacionalizar, são importantes no crescimento e na maturação de uma ideia, de uma identidade que queremos para as nossas equipas. Parto de um princípio: em todos os anos, em todos os momentos, há sempre algo a melhorar, há algo em que crescer. Faz parte de uma análise que se tem e, depois, naturalmente, tentar melhorar no ano seguinte. E esse é sempre o meu objetivo. Foram experiências diferentes. Nos últimos dez anos, praticamente, naquela que é a melhor e mais difícil competição do mundo, que é a Premier League.