23h40 CEST
15/09/2026
| ANTEVISÃO | ||
Antes da conferência de imprensa, em declarações à BTV e à Sport TV, o defesa australiano, que passou grande parte da carreira a defender as cores dos italianos do Parma, destacou a ambição da equipa em manter a série de resultados positivos e reforçou que o objetivo passa sempre por entrar em campo para ganhar, realçando que será um duelo intenso entre duas equipas de alto nível.
"De certeza que será um jogo de grande intensidade. Vai ser um grande jogo. Será difícil para as duas equipas, que vão entrar em campo para tentar vencer. A nossa abordagem é tentar ganhar, dar tudo, ser agressivos e jogar de forma ofensiva, tal como fazemos em Portugal", explicou.
Confrontado com a importância de um encontro que coloca frente a frente dois históricos do futebol europeu, reiterou a identidade competitiva do Benfica.
"Abordamos todos os jogos para vencer, seja contra o AC Milan ou qualquer outra equipa. No Benfica, entra-se em campo sempre para tentar ganhar. Não importa se é uma competição europeia, o Campeonato ou a Taça; a abordagem é sempre a mesma: tentar vencer", vincou.
Sobre o estado de espírito do grupo, o defesa garantiu que a equipa atravessa um momento positivo e quer prolongar a boa fase: "Acho que a equipa está entusiasmada. Há muito entusiasmo entre os jogadores, dentro da equipa, dentro do grupo. Toda a gente está muito positiva. Vimos de uma série de resultados positivos. Agora temos de tentar dar continuidade a isso e crescer jogo após jogo."
Conhecedor do futebol italiano, Circati antecipou as dificuldades que o AC Milan poderá colocar ao Benfica: "Cada jogo traz um desafio diferente. Todas as equipas têm os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. Como em qualquer outro jogo, abordamo-lo para tentar vencer. Temos de jogar de acordo com os nossos pontos fortes e tentar explorar as fraquezas deles."
O defesa recusou individualizar adversários. "Se jogas neste clube, ou se jogas no Benfica, há uma razão para isso: és bom naquilo que fazes. Acho que todos são bons jogadores. Não há ninguém de quem tenhamos de ter medo", afirmou.
Circati falou ainda sobre a integração no Benfica, revelando que a adaptação tem sido muito positiva graças ao apoio recebido no balneário.
"Tem sido excelente. Os colegas receberam-me muito bem. Fizeram-me sentir em casa o mais rapidamente possível. Obviamente, não é fácil chegar a um novo país, com uma nova língua e uma nova liga. Mas acho que todos os dias me vou sentindo mais à vontade e estou a adaptar-me muito bem", contou.
Se vai jogar ou não, o camisola 3 remeteu a resposta para Marco Silva: "Essa é uma pergunta que têm de fazer ao treinador. Eu não sei."
Já na sala de conferências de imprensa do Estádio San Siro, Circati deixou bem claro o objetivo das águias: "Vencer e dar tudo em campo."
Que tipo de jogo espera amanhã [quarta-feira]? Sabendo que é uma decisão de Marco Silva, gostava de saber se já tem a certeza de que será titular?
Estou certo de que será um jogo com muita intensidade. As duas equipas vão entrar em campo à procura de um bom resultado e de somar pontos. Não será fácil, porque ambas são grandes equipas. As duas equipas querem jogar futebol e tenho a certeza de que o nosso treinador conhece muito melhor o adversário do que eu. Vai ser simplesmente um bom jogo de futebol. Nós abordamos o jogo com o objetivo de vencer e de dar tudo em campo. Quanto à outra pergunta, essa terá de ser feita ao treinador.
Chegou a Portugal há um mês. Qual é a sua opinião sobre o Campeonato português? É mais ou menos competitivo do que o italiano?
É muito diferente. Os estádios onde jogas são bastante distintos e as viagens também diferem um pouco, como ir jogar às ilhas com o vento. Mas, no geral, acho que o Campeonato português tem grandes equipas e jogadores de muita qualidade. Talvez, em alguns casos, as infraestruturas sejam um pouco mais modestas do que em Itália. Ainda assim, penso que a qualidade da Liga é elevada. Há jogadores com muito talento e equipas muito bem organizadas, melhores do que muitas pessoas que não conhecem o futebol português imaginam.
"As duas equipas querem jogar futebol e tenho a certeza de que o nosso treinador conhece muito melhor o adversário do que eu. Vai ser simplesmente um bom jogo de futebol. Nós abordamos o jogo com o objetivo de vencer e de dar tudo em campo"
Circati
Na época passada, com Carlos Cuesta no Parma, fez 31 jogos. Até que ponto o treinador espanhol o ajudou a dar o salto e a evoluir em termos de mentalidade?
Sim, claro, foi muito importante. Depois da lesão que tive na época anterior, não foi fácil. Mas essa era a época em que queria voltar ao meu melhor nível. Queria provar a mim próprio, mais do que a qualquer outra pessoa, aquilo que podia fazer dentro de campo e conseguir disputar o maior número possível de jogos. No início da temporada não defini um número concreto de partidas como objetivo, mas queria, sem dúvida, chegar aos 30 jogos, e consegui fazê-lo.
Jogaste num clube importante como o Parma e agora representas outro grande clube, o Benfica. São duas histórias diferentes: uma que durou muitos anos e outra que está apenas a começar. Que diferenças encontras entre as experiências nos dois clubes?
A diferença senti-a logo quando cheguei ao Benfica. É um mundo um pouco diferente, mas não tanto por causa da estrutura ou da organização do clube. A principal diferença é que, no Benfica, entramos em campo em todos os jogos para tentar conquistar o Campeonato, a Taça ou qualquer competição em que participemos. Em Itália, e no Parma, naturalmente, jogávamos – e continuam a jogar – para garantir a permanência. Lutávamos por manter o clube na Serie A. São realidades muito diferentes: uma equipa joga para vencer títulos e a outra para assegurar a manutenção. Isso muda a forma como se abordam os jogos e também a maneira como se encara toda a temporada.