03h00 CEST
14/08/2026
| PÓS-JOGO | ||
"Em relação ao jogo e ao que foi dito pelo Dodi [Lukebakio], é uma realidade, missão cumprida. Vínhamos aqui para ganhar, o nosso objetivo era ganhar. Acho que, na 1.ª parte, demonstrámos isso e, na 2.ª parte, não conseguimos mostrar. Teríamos de estar mais positivos em relação ao que foi a 1.ª parte. Tornámos a criar. Acho que, na 1.ª parte, criámos situações claras para fazer golo, inclusive mais uma bola nos ferros. Na 2.ª parte, não tanto. Não entrámos como queríamos. Eu avisei para aquilo que era a nossa entrada na 2.ª parte, porque, em alguns momentos, não tenho gostado das entradas. Temos falado na 2.ª parte, temos falado disso. Alertei, não entrámos bem, mas há que reconhecer que, com sete alterações, neste momento da temporada, mais uma vez ficou provado que alguns destes jogadores ainda não têm condição para jogar 90 minutos. É claro, para jogar como nós queremos jogar e vamos ter de jogar, hoje a nossa pressão não funcionou tão bem, não fomos uma equipa tão pressionante como temos sido e, para pressionar, tem de sair das pernas, tem de sair do corpo, e nós temos de conseguir fazê-lo. E, naturalmente, alguns jogadores que jogaram este jogo têm características individuais próprias e eles têm de, naturalmente, crescer em termos físicos para dar à equipa aquilo que eu quero que deem à equipa. E hoje ficou provado isso, que alguns deles ainda não estão com a condição física. Como eu falei, sete alterações... possivelmente a linha [defensiva] de quatro que jogou nesta noite, vamos ver, mas se calhar não vai jogar mais nenhum jogo durante a temporada. Muita situação que esteve em jogo nesta noite que nós queríamos experimentar, que nós queríamos dar também aos jogadores. Aproveitámos para dar 45 minutos de jogo a cada um dos dois centrais que temos no momento, para os gerir, para sermos inteligentes dessa forma. Praticamente um treino a competir para eles, quer para o Lenglet, quer para o Tomás [Araújo]. Aproveitar também para não dar os minutos todos ao Enzo [Barrenechea]. Algumas posições em que nós temos de ser muito rigorosos na forma como vamos gerir, jogando de três em três dias. É importante para nós, no princípio da temporada, conseguir fazê-lo. E depois, outros jogadores, era importante vê-los em competição. Como eu disse, uma coisa é vê-los a treinar, outra coisa é vê-los em competição, como reagem, como reagem a um ambiente fora de casa e todas essas questões. Nós queríamos ganhar o jogo, precisávamos de ter ganho o jogo. Não porque já tivéssemos a eliminatória na mão, mas porque queremos. Era esse o desafio. Em alguns momentos, na 1.ª parte, o desafio foi superado dentro daquilo que era a nossa organização e o que queríamos para o jogo. A 2.ª parte não foi tão bem conseguida, mas também há que... alguns aspetos eram de esperar, devido ao pouco jogo, ao pouco entendimento que alguns dos jogadores têm a jogar juntos até agora", analisou Marco Silva, no Tynecastle Park, em declarações à Sport TV, na flash interview.
Entre os jogadores que beneficiaram da oportunidade para somar tempo de competição esteve Jhon Durán. Marco Silva explicou que o avançado continua a assimilar as dinâmicas da equipa, sobretudo no momento defensivo, e justificou a permanência em campo durante os 90 minutos com a necessidade de este ganhar ritmo e condição física.
"O Durán tem de ir crescendo também com os outros, começar a perceber aquilo que é a nossa dinâmica. Acho que, com bola, vai percebê-la facilmente e está a entendê-la. Sem bola está a demorar um pouco mais, mas vai chegar onde eu quero, tem de chegar onde eu quero, porque, para jogar à intensidade e ao nível a que nós queremos jogar, vai conseguir fazê-lo e tem de crescer. É um jogador que, como vocês sabem, não tem vindo a jogar tanto. Precisa de jogo, precisa de minutos dentro do campo, precisa de competição, não só treino, mas competição. E esse foi um dos objetivos para esta noite. Por isso, deixámo-lo os 90 minutos dentro do campo. Sabíamos que, a partir dos 70, o Pavlidis ia dar mais frescura à equipa, ia-nos dar coisas diferentes também, mas o objetivo era dar-lhe 90 para ele crescer fisicamente e continuar à procura de ajudar a equipa", explicou.
Samuel Soares voltou a merecer a confiança do treinador na baliza. Instado a explicar a continuidade do guarda-redes, Marco Silva remeteu a opção para as decisões que lhe cabem enquanto responsável técnico.
"Eu vou-lhe dizer, como tenho dito: as razões por que eu coloco o jogador A, B, C ou D a jogar é porque eu decido assim", reiterou. "Eu decido. E, como o guarda-redes precisa de continuidade, o avançado precisa, o central também precisa. Foi uma decisão minha. Enquanto eu continuar a tomar decisões, os jogadores irão saber porquê e eu dou depois as explicações que achar que deva dar", reforçou.
Garantida a presença no play-off da Liga Europa, no qual o Benfica terá pela frente os dinamarqueses do Aarhus, Marco Silva recusou atribuir ao próximo adversário o estatuto de acessível e colocou a humildade e o respeito como princípios indispensáveis para continuar o percurso europeu.
"Vamos falar do Casa Pia agora [próximo adversário do Benfica, dia 17 de agosto, na Liga Betclic], é o mais importante para nós. Hoje em dia não há adversários acessíveis. Quando pensamos que os adversários vão ser acessíveis, é o primeiro passo para fazermos algo que nós não queremos. Temos de nos respeitar a nós enquanto Clube, enquanto Benfica, respeitar todos os adversários, sermos humildes o suficiente para perceber que, hoje em dia, no futebol, não há nada fácil", advertiu.
"De uma forma geral, é uma eliminatória passada, com um grande jogo no Estádio da Luz, com um jogo suficiente, posso dizer, aqui, mais na 1.ª parte, na 2.ª abaixo do que podemos fazer, mas uma eliminatória passada e permitiu-nos também rodar jogadores, ver outros jogadores em competição, como eu queria, e preparar, começar a pensar ao mesmo tempo no jogo de segunda-feira", avaliou Marco Silva, já em declarações à BTV, antes da conferência de imprensa.
Quanto ao próximo adversário europeu, o treinador recusou antecipar a preparação, direcionando todas as atenções para o embate da próxima segunda-feira.
"Nós temos depois muito tempo para pensar nesse jogo. Foco total no jogo de segunda-feira. E, como perceberam, na preparação para este jogo, devido ao excelente trabalho que fizemos no Estádio da Luz no primeiro jogo, fomos pensando neste jogo e, ao mesmo tempo, pensando no jogo seguinte. E todo o foco no jogo de segunda-feira", vincou.
| ANÁLISE DO JOGO | ||
| "Melhor a 1.ª do que a 2.ª parte. Acho que, na 1.ª parte, vimos coisas bem positivas da nossa equipa novamente. Conseguimos ser dominadores, controlar bem o jogo, criar oportunidades, mais uma bola no ferro. Talvez o número de oportunidades não tenha sido tão grande como tem sido nos últimos jogos, mas o suficiente para estarmos ao intervalo em vantagem. E a 2.ª parte não foi positiva. Basicamente, olhando para as duas, muito mais satisfeitos com aquilo que foi a 1.ª parte. A 2.ª parte não foi ao nível do que podemos fazer. Já esperávamos alguns jogadores com algumas dificuldades de continuar e aguentar o jogo ao ritmo que queríamos e percebeu-se isso no momento em que não tínhamos bola. Nos momentos em que queremos ser mais agressivos sem bola, não fomos tanto como temos sido nos últimos jogos. E, claramente, há jogadores que têm de ganhar essa capacidade. Como eu disse, não têm começado jogos, não têm jogado os minutos suficientes para poderem aguentar e jogar à intensidade, com bola e sem bola, a que nós queremos que eles joguem. Portanto, acabou por ser, de uma forma geral, uma passagem à próxima eliminatória como queríamos. Era esse o objetivo. Com uma vitória em casa, com um empate fora. Queríamos vir aqui ganhar e manter aquilo que era o resultado da 1.ª mão, não o conseguimos. De uma forma geral, uma eliminatória passada. Ao mesmo tempo, permitiu-nos ver os jogadores, dar minutos aos jogadores e gerir. E, não querendo estar num jogo já a pensar no outro, permitiu-nos isso também para o jogo de segunda-feira." |
| HIERARQUIA DOS CAPITÃES | ||
| "No ano passado, ao contrário do que muita gente disse, o Samu [Samuel Soares] já fazia parte dos capitães do Benfica. Muita gente achou muito estranho neste ano que continuasse a ser capitão. Se calhar esperavam que eu chegasse ao Benfica e tirasse o Samuel de capitão. O nosso objetivo é que, sempre que for possível e acharmos que o devemos fazer, seja um jogador de campo capitão do Benfica, independentemente da hierarquia que está definida. Ser capitão, ou fazer parte de um grupo de capitães, é muito mais do que só meter a braçadeira no braço. É muito mais do que isso. E, para nós, é importante termos um jogador de campo, se o pudermos ter, a capitão. E, sempre que o desejarmos e for possível, é o que vamos tentar fazer nesse aspeto." |
| GESTÃO DOS CENTRAIS | ||
| "Nós temos de ser inteligentes, cautelosos também na gestão que fazemos. Estamos a competir de três em três dias, praticamente, neste momento da temporada. Não há muita fadiga física ou fadiga mental. Será muito mais complicado, posso dizer, se for em novembro, dezembro, janeiro ou mais no final da época. Mas, ao mesmo tempo, temos de ser um pouco cautelosos, porque o Tomás [Araújo] não tem assim tantas semanas de trabalho ainda. O próprio Lenglet não começou logo nos primeiros dias connosco. Depois do resultado que conseguimos na 1.ª mão, depois do excelente jogo que fizemos, sabíamos que teríamos de ser muito sérios, teríamos de ser ambiciosos para tentar ganhar o jogo nesta noite. Mas esse mesmo resultado permitia-nos duas coisas: primeiro, alguns jogadores que eu queria ver em competição, diferente de ver no treino. Fizemos sete alterações e tem sempre impacto de um jogo para o outro. Desses sete jogadores, seis ainda não tinham começado sequer um jogo nesta pré-temporada ou nesta época connosco. Era muito importante começar com esses mesmos jogadores. Em relação à questão dos centrais e ao próprio Enzo [Barrenechea], nós tínhamos planeado gerir o esforço. Tínhamos planeado dar 45 minutos a cada um. Não se passou nada com o Lenglet. O objetivo seria dar os 90 ao Manu, numa posição que conhece, mas em que não tem jogado tanto, e, ao mesmo tempo, poder gerir os dois centrais que temos neste momento, para que possamos dar um treino em competição. E 45 minutos é um bom treino em competição, depois do resultado que conseguimos. Em relação ao Enzo, jogou um pouco mais daquilo que tínhamos planeado, mas acabámos também por poder geri-lo de uma forma que nós achámos que era a melhor." |
| CAMINHOS PARA SUDAKOV E NÃO SÓ | ||
| "Estamos a dar-lhe caminhos e algum posicionamento no campo para que, sinceramente, a bola lhe chegue em condições, como chegou tantas vezes nesta noite novamente. Se contabilizarmos, principalmente na 1.ª parte, torno a dizer, o número de bolas que o Sudakov conseguiu receber entre linhas, conseguiu receber naquele meio espaço, virar-se para a área do adversário, encarar a linha de quatro do adversário e, mesmo dentro da área, em alguns momentos. Percebemos que são os caminhos que lhe queremos dar. Fazer com que a bola lhe chegue em condições e, muitas vezes, ele libertar-se um pouco daquilo que é o adversário direto ou do que é a marcação zonal do adversário. Na 1.ª parte, conseguimos que a bola lhe chegasse em muito boas condições, mesmo ao próprio Andreas [Schjelderup] no corredor esquerdo. E muitas vezes também com Lukebakio na direita. Parece-me que nos faltou um pouco de maior assertividade na última decisão e, acima de tudo, maior agressividade dentro da área, para podermos criar ainda mais claras oportunidades de golo. Mas, como disse há pouco, acho que criámos as suficientes para marcar. Isso é um pouco o que nós queremos não só dar ao Sudakov. Nós sabemos que é um jogador de características diferentes do [Richard] Ríos, por exemplo, que jogou no outro lado do nosso triângulo do meio-campo. Ou jogar lá o Leandro [Barreiro], ou quando tivermos o Fredrik [Aursnes], naturalmente será um jogador também diferente e que nos vai dar muitas coisas boas. O nosso objetivo ali é fazer com que a bola chegue em condições para que um jogador daquela posição tenha capacidade de depois se virar para a defensiva do adversário e poder criar. E acho que fizemos isso bem, até a bola chegar a ele. Em alguns momentos, depois, faltou-nos ser mais agressivos no momento de decisão, no momento do último passe e no momento da finalização. Mas é isso que nós queremos dar um pouco, dar-lhe um pouco mais de... Não só a ele. Se jogar o Rafa naquela posição, ou o Prestianni, como aconteceu na 2.ª parte, é o que queremos dar também àquele jogador naquela posição. Não deambular praticamente por toda a frente de ataque, andar sempre à procura da bola. Ter a paciência para esperar. E nós vamos fazer a bola chegar lá, como fizemos em muitos momentos durante a 1.ª parte. E depois ali tem de vir a criatividade, tem de vir o momento de decisão, têm de vir outras coisas que são importantes a este nível também, e nós passarmos essa mesma confiança ao jogador que joga naquela posição." |
| JOSÉ NETO A CRESCER | ||
| "Achámos que era o momento de ele começar. Um jogador que é muito inteligente, não só dentro do campo como fora, percebe bem aquilo que nós pretendemos e que, naturalmente, terá de crescer, vai crescer. É melhor para ele crescer a competir do que, algumas vezes, a não competir. E, sempre que nós pudermos e acharmos que é o momento de lhe darmos a oportunidade, teremos de dar-lhe. Fez uma boa pré-temporada. É um jogador em quem nós, Benfica, acreditamos muito, que pode vir a ser um jogador muito importante para o Clube. E, passo a passo, fazê-lo crescer. É um jogador que fez, no último mês de abril, 18 anos. É um jogador muito jovem, como é o Banjaqui, como é o Anísio também, como é o Miguel [Figueiredo]. E nós, aos poucos, se pudermos ir dando jogo e momentos de competição a este nível, é importante para eles irem crescendo. E esta noite foi o momento para o Neto. Teve algumas dificuldades, sentiu um estalo no ombro na 1.ª parte. Uma 1.ª parte com alguns momentos bons com bola, a poder suportar aquilo que era o triângulo no corredor esquerdo com o Sudakov e com o Andreas [Schjelderup]. No momento do golo também, conseguiu colocar-se numa zona mais interior, com a largura dada ou pelo Andreas ou pelo Prestianni naquele momento. Foi importante para nós, e ter a capacidade, depois, de decidir o passe para o Lukebakio. É isso que lhe queremos dar. Muitas vezes a construir a três, com ele a ser o jogador mais posicional, e depois libertar-se para o corredor para completar o nosso triângulo. Nos momentos defensivos, ele sabe que tem de crescer em termos da agressividade que o jogo pede, mas é um jogador em quem nós acreditamos bastante." |
| AS CERTEZAS QUE O JOGO DEU E O TEMA DEDIC | ||
| "Eu já vos disse que o mercado tem zero influência naquilo que são as minhas decisões. E garanto-vos, é óbvio que, se em algum momento me for dito que o jogador A, B ou C não é mais do Benfica, isso é uma coisa. Enquanto não me for dito, para mim não há mercado que controle aquilo que são as minhas decisões, e isso garanto-vos. O meu objetivo é olhar sempre para aquilo que são os interesses do Sport Lisboa e Benfica e, para mim, isso é ponto assente. Em relação ao Dedic, foi essa a tomada de decisão. Importa-me pouco aquilo que se passa por trás, o que é normal neste momento de mercado também. Nós queremos, há outros clubes que querem jogadores e faz parte daquilo que é o mercado. E isso tem zero influência nas minhas decisões e naquilo que eu acho que é o melhor para o Benfica. E, de certeza absoluta, irá ser assim até ao último dia, até ao último minuto do mercado. Essa foi a razão por que eu comecei com o Dedic e comecei com os outros jogadores também. Em relação à 1.ª parte, às certezas. Em relação ao jogo, eu tinha-vos dito que seria um jogo para eu ver jogadores, e não há aqui teste ou deixar de ser teste. Eu preciso de conhecer. Eu conheço muito bem os jogadores do Benfica, conheço muitos em treino já. É óbvio que fiz a minha análise antes de chegar, mas preciso de vê-los em competição, preciso de ver como é que reagem, como é que reagem a momentos positivos, momentos negativos, momentos de pressão, que hoje não era tão grande devido ao resultado que tivemos, mas jogar fora de casa, todas essas coisas que são importantes para mim também. E, por isso mesmo, devido, torno a dizer, ao muito bom trabalho que fizemos no primeiro jogo, que nos permitiu fazê-lo com mais tranquilidade e mais confiança para este jogo. Mudar sete jogadores de um jogo para o outro, quando estamos em início de temporada, a conhecer as ideias de uma equipa técnica nova, com alguns jogadores a chegarem, tudo isso requer, se calhar, um pouco mais de consistência naquilo que é o onze inicial. E nós decidimos de uma forma diferente. Eu disse há pouco, sete mudanças, seis jogadores que ainda não tinham começado um único jogo e que precisam de jogo. Eu disse também na flash, possivelmente uma linha de quatro, não querendo ser aqui um bocado a adivinhar, dificilmente vai tornar a jogar junta até ao final da época, porque nós estamos a fazer algumas adaptações, estamos a gerir também alguns esforços de alguns jogadores para não correr riscos. Mas é o que é. Essa foi a decisão para o jogo. Eu gostei da 1.ª parte, em muitos momentos. Da 2.ª parte já não gostei tanto e, como fazemos sempre, vamos analisar todos juntos para eles perceberem o porquê de, na 1.ª parte, ter havido muita coisa positiva, na 2.ª parte não tanto. E seguimos para o próximo, que é o Casa Pia, que é o mais importante." |
| PRESTIANNI E NOVAMENTE O MERCADO DE TRANSFERÊNCIAS | ||
| "Em relação ao Dedic, eu não vou comentar o que vem na comunicação social ou o que foi dito ou não. Até ao jogo desta noite, como eu vos disse, e alguns de vocês também souberam antes do jogo, porque deram que o Dedic ia ser titular, portanto, eu tomei a decisão que achei melhor para o Benfica e será sempre assim. Os interesses do Benfica estarão sempre acima de tudo enquanto eu estiver aqui nesta cadeira e for o treinador do Benfica, sem dúvida nenhuma. E a decisão de começar com o Dedic foi essa mesmo. Em relação ao que disse, que o Prestianni também estava em boa forma... Não, o Prestianni está em grande forma. Também 'em boa forma' acho que, parece-me assim, é muito pouco para aquilo que ele tem vindo a fazer. Eu sei que foi só um cheirinho, foram poucos jogos, e jogos, como vocês também têm vindo a dizer, muito fáceis, mas a realidade é que está em muito, muito boa forma. Tem sido um jogador que eu tenho gostado muito de ver, não só no jogo. É óbvio que o jogo é depois o teste final, mas naquilo que é a sua aplicação diária, a aplicação no treino, o coração que tem, a alma que mete no jogo. Eu gosto muito deste tipo de jogadores. E, por isso mesmo, é que ele me deu sinais durante a pré-temporada de que, mal terminasse os jogos de castigo, ele ia ser uma peça fundamental para nós. E estou muito satisfeito. Nós somos Benfica e queremos ganhar jogos e olhar para as competições com ambição. Não chega só ter um ou dois jogadores bons. Desculpem-me, mas eu penso de outra forma, tenho uma forma completamente diferente de pensar. Se queremos ser competitivos, e ser competitivos ao sábado, ao domingo, depois à quinta, temos de ter muita gente a trabalhar e a lutar por lugares. Eu percebo as vossas análises, e são vossas, e vocês têm toda a legitimidade de as fazer. Eu não vou estar aqui a comentar qual é o preço do jogador A, B, C ou D, porque não é esse o meu trabalho convosco, independentemente de respeitar muito aquilo que são as vossas perguntas. A mim interessa que haja competitividade, que o Benfica esteja capaz de lutar por lugares e haver competitividade durante a semana, que só assim é que os jogadores crescem. Se o jogador andar ali muito sossegadinho, não cresce de certeza. E eu gosto que eles tenham dúvidas, que sintam dúvidas, porque só assim é que nós poderemos ser melhores." |