▶️⚽ Antevisão de Marco Silva ao St. Gallen-Benfica

23h10 CEST

22/07/2026

ANTEVISÃO

Marco Silva, treinador da equipa de futebol profissional do Benfica, assegurou nesta quarta-feira, 22 de julho, que as águias pretendem demonstrar "dentro de campo" o "favoritismo" que lhes é atribuído para o embate com o St. Gallen. Na antevisão do duelo da 1.ª mão da 2.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, ficou ainda claro que os "jogadores estão cientes da responsabilidade" do primeiro desafio da temporada 2026/27.

Em declarações à BTV, antes da conferência de imprensa, Marco Silva, a respeito do tema "favoritismo", afirmou: "Não deixa de ser verdade que o St. Gallen não tem nada a perder, mas o favoritismo prova-se dentro do campo. No papel, não há que escondê-lo. A dimensão do Benfica obriga a isso e encaramos essa realidade sem problema absolutamente nenhum, porque é assim que tem de ser. Mas, no futebol, ninguém ganha antes de começar o jogo. O favoritismo pode ficar no papel, pode ficar no pensamento de quem analisa e de quem pensa como poderá ser o jogo ou analisa os adversários. Para nós, o que importa é aquilo que iremos fazer dentro das quatro linhas e estarmos preparados para o que aí vem. Naturalmente, queremos fazer um bom jogo e conseguir um bom resultado, sabendo que depois teremos mais um jogo no Estádio da Luz", vincou.

Questionado sobre a ausência de Leandro Barreiro, o treinador explicou os motivos que impediram o médio de viajar com a equipa e garantiu confiança nas soluções disponíveis.

"Após o jogo da última sexta-feira, no início da semana, o atleta começou a não se sentir muito bem. É mais uma baixa para nós. Estamos num momento da pré-temporada em que ainda não temos o grupo completo e em que os jogadores que estiveram no Mundial vão chegando aos poucos. Naturalmente, esse não é o cenário ideal, disso não há dúvida nenhuma. Quando não temos pelo menos 6 atletas, mais o Prestianni e agora também o Leandro [Barreiro], é um número bastante elevado. Mas é a realidade com que preparámos este jogo, é a realidade que temos neste momento. Naturalmente, quando um dos jogadores mais utilizados durante esta pré-temporada não pode jogar, é sempre uma oportunidade para outros poderem ser utilizados. Quem começar terá, de certeza, condições para agarrar essa oportunidade", explicou.

Marco Silva sublinhou a importância do apoio dos Benfiquistas na Suíça, considerando que a forte presença de adeptos espelha a dimensão do Clube.

"É muito importante para nós. Mostra aquilo que é a grandeza do Sport Lisboa e Benfica. Se não fosse no Estádio da Luz, e se o sorteio tivesse ditado outro cenário, talvez um dos melhores locais para jogarmos fosse precisamente aqui, na Suíça, por tudo aquilo que representa e pela dimensão da comunidade benfiquista. Será muito importante para nós. Jogando fora de casa, voltaremos a sentir que haverá praticamente um equilíbrio nas bancadas, e isso demonstra bem aquilo que é a grandeza do Benfica", enalteceu.

A contratação de Jhon Durán foi igualmente abordada, neste caso em declarações à Sport TV, com o técnico das águias a mostrar-se confiante de que o avançado irá ajudar o Benfica a atingir os seus objetivos, quando questionado sobre o compromisso do internacional colombiano.

"Se não tivesse [compromisso], não teria assinado com o Benfica. É um jogador que conheço bastante bem. Naturalmente, teve um ano abaixo daquilo que pode e deve fazer, com dois empréstimos do seu clube de origem que não correram como ele pretendia. Isso faz parte do passado. A nós interessa-nos o presente e aquilo que ele irá fazer. Estamos cá para o ajudar, como estamos para ajudar todos os jogadores com que assinámos. Não queremos colocar todo o foco apenas num jogador, porque o Benfica é muito mais do que um só jogador. O Benfica tem de ser uma força coletiva, a começar pela sua massa adepta, pelos valores que representa. Naturalmente, cada jogador irá fazer a sua parte, cada elemento da equipa técnica irá fazer a sua parte, naquilo que é o mais importante: o Sport Lisboa e Benfica. O Jhon Durán vem para ajudar. Se não achássemos que ele estava em condições de nos poder ajudar, não estaria aqui. Não digo hoje, nem daqui a 2 ou 3 dias, porque de certeza que ainda não está em condições, uma vez que vem de um período de férias e vai precisar de trabalho, tal como todos os outros jogadores que chegaram. Uns tiveram menos tempo de férias, naturalmente, como o Tomás [Araújo] e o Dedic, que já estão connosco e continuarão amanhã [quinta-feira], mas que também ainda não estão nas condições ideais para poderem ser utilizados. Ainda assim, precisamos deles connosco e integrados na equipa. O Jhon Durán é mais um elemento para nos ajudar. É um avançado com características diferentes, um pouco distintas das dos avançados que já temos. Como disse há pouco, é um jogador que conheço muito bem da minha passagem por Inglaterra. Teve um impacto tremendo quando passou pelo Aston Villa. O nosso objetivo é tirar o máximo rendimento dele, colocá-lo ao seu mais alto nível, porque, se estiver ao seu melhor nível – e acredito que pode lá chegar –, será um jogador que ajudará muito o Benfica. Neste momento, está aqui para trabalhar arduamente e para aprender. Tem muito para aprender. Estamos a falar de um jogador muito jovem, independentemente do número de clubes e de ligas que já representou, algo que até poderá parecer exagerado para a idade que tem. Não escondo essa realidade, e ele também a conhece. Está de corpo e alma no Benfica e vem de corpo e alma para ajudar o Clube. Sabe perfeitamente a dimensão da instituição que representa neste momento e, como disse há pouco, vem para aprender: aprender com a equipa técnica, aprender com os colegas e, por que não dizê-lo, também com o avançado mais experiente que temos no plantel, que pode ser um grande apoio para ele."

Disse na sua apresentação que a Liga Europa é uma competição que o Benfica tem de encarar com ambição. Considera importante deixar logo uma mensagem forte nesta 1.ª mão, apesar de haver uma 2.ª no Estádio da Luz?

Consideramos importante começar da melhor forma e sermos suficientemente competitivos, atendendo ao momento da temporada e à pré-temporada atípica que temos tido, por começarmos a competir muito cedo e também pela questão do Mundial. Sermos competitivos e estarmos na próxima eliminatória. Esse é o nosso objetivo. Sabemos que é uma eliminatória com 2 jogos. Queremos e ambicionamos fazer um bom jogo amanhã [quinta-feira] e alcançar um bom resultado. Esse é o objetivo, sabendo sempre que teremos o jogo no Estádio da Luz na 2.ª mão.

Na perspetiva do Benfica, existe favoritismo nesta eliminatória?

Para nós, e para quem anda no futebol há tanto tempo e sabe como se trabalha praticamente em todos os países, independentemente da grandeza dos clubes, isso não existe. Da nossa parte, enquanto Benfica, enquanto grupo de trabalho e staff de apoio aos jogadores, nem por um segundo pensamos nesse aspeto, mesmo em relação ao possível favoritismo. Sabemos a grandeza do Clube que representamos e, teoricamente, como falou, no papel, há muita gente que pode ir por esse caminho. Qualquer percentagem de favoritismo prova-se dentro do campo e não antecipadamente, pensando que será mais ou menos difícil ou mais ou menos acessível. Vamos defrontar um adversário que vem de uma temporada muito boa, pela forma como competiu no Campeonato e também na Taça, e essa é a razão pela qual está a disputar esta eliminatória com o Benfica. Independentemente do momento da pré-temporada, temos de ser sérios e profissionais, como é nossa obrigação.

"Sermos competitivos e estarmos na próxima eliminatória. Esse é o nosso objetivo. Sabemos que é uma eliminatória com dois jogos. Queremos e ambicionamos fazer um bom jogo amanhã [quinta-feira] e alcançar um bom resultado"

Marco Silva

Ontem [terça-feira], o Presidente falou sobre António Silva, referindo que o Benfica recebeu uma proposta, mas que não existe acordo. Enquanto treinador, sente que António Silva está totalmente focado no Benfica? E relativamente a Trubin, de quem se tem falado numa possível saída, será titular amanhã [quinta-feira]?

Em relação ao guarda-redes que será titular, não o vou confirmar, como é lógico. Os jogadores saberão amanhã [quinta-feira] quem será o onze titular e, naturalmente, depois chegará também o vosso momento de o saberem. Em relação ao mercado para o Trubin, para qualquer um dos nossos atletas ou, neste caso, guarda-redes, não irei comentar. Como colocou a questão, tem-se falado muito, mas certamente não é da nossa parte. Não sendo da nossa parte, não vou fazer qualquer tipo de comentário, senão não fazia mais nada, como devem calcular. Durante a pré-temporada, ou mesmo durante a temporada, não fazia mais nada senão comentar rumores e eventuais negociações com atletas em quem poderemos estar interessados ou com clubes que poderão estar interessados nos nossos atletas. Não acho que seja o momento. Como falámos há pouco, o foco, todo o nosso profissionalismo e a seriedade com que encaramos a competição e o jogo de amanhã [quinta-feira] não me permitem estar aqui a desviar a atenção. Não o faria de qualquer forma, muito menos na véspera de um jogo, falando de rumores ou desse tipo de questões. Posso responder à questão do António [Silva] sem problema nenhum. Se o António não estivesse diariamente focado no treino, naquilo que é a sua obrigação e no que representa ser atleta do Benfica, não teria sequer participado nos jogos de pré-temporada. Se esteve nos jogos de pré-temporada e se eu o utilizei, foi porque os sinais que me deu, dia após dia, nos treinos mostraram que estava em condições de jogar esses encontros e de treinar no dia seguinte. Um atleta que não esteja comprometido, ou que dê sinais diariamente de que não está comprometido com a sua profissão e com o clube que representa, neste caso o Sport Lisboa e Benfica, não pode estar sequer no treino seguinte, quanto mais no jogo seguinte.

O facto de o mercado continuar aberto e de o Benfica ter as portas de entrada e de saída abertas não representa mais uma dificuldade?

Não é só connosco, não é só com o Benfica. A grande diferença é que estamos a 22 de julho e amanhã [quinta-feira] vamos competir, o que não é muito normal nem habitual na pré-temporada de um clube como o Benfica. Essa é a única diferença, porque possíveis saídas e entradas, rumores, vendas ou aquisições de atletas acabam por ser um processo natural na pré-temporada da maioria dos clubes de futebol. No nosso caso, os treinadores preferem sempre que tudo aconteça muito rapidamente. Preferem sempre ter o plantel formado e todos os jogadores disponíveis para começar a trabalhar no primeiro dia da pré-temporada. É quase impossível que isso aconteça a nível mundial. Para nós, este ano ainda foi diferente devido aos atletas que, como sabem, estiveram no Campeonato do Mundo e que vão chegando a conta-gotas. Essa é a única grande diferença neste momento, relativamente ao facto de estarmos a competir ou de irmos começar a competir, com possíveis saídas e com entradas que ainda irão acontecer no plantel, como o Presidente falou.

A seguir ao jogo com o Flamengo, disse que precisava de reforços. Considerando as limitações do plantel e os jogadores que chegaram mais tarde, Tomás Araújo tem poucos dias de treino e foi convocado. Olhando também para a ausência de Leandro Barreiro, esperava ter mais reforços nesta altura, agora que vai começar a competição?

Não vou entrar por essas questões. Temos o plantel que temos neste momento, com jogadores a chegarem a conta-gotas, como falou [no caso do Tomás Araújo], mas posso acrescentar também a situação do Dedic. São atletas que estão connosco porque foram titulares do Benfica, fizeram parte do plantel na época passada, conhecem bem o Clube e a importância deste tipo de jogos. E devido ao número de jogadores disponíveis para a convocatória, era importante estarem connosco. Não estão em condições de começar o jogo, como devem calcular. Estão a ganhar o ritmo necessário para começarem a participar mais intensamente nos nossos treinos diários e naquilo de que precisamos para preparar os jogadores da melhor forma. Em relação aos reforços, não farei qualquer comentário. O foco está totalmente no jogo e na sua importância. Teremos muito tempo para falar sobre isso durante o próximo mês e meio.

 

"[Ausência de Barreiro] É nestes momentos que se vê claramente a capacidade para agarrar a oportunidade. Entraremos, de certeza, com onze jogadores. É um cliché, mas é a realidade. Esperamos que o jogador que entrar no onze dê a resposta que tem de dar. Acredito muito que o fará"

A ausência de Leandro Barreiro abre uma vaga no meio-campo. Manu, que teve uma época passada bastante complicada, tem aparecido muito bem nos jogos de pré-temporada. Está na pole position para ocupar essa posição ou também poderemos ver, por exemplo, Sudakov a jogar como médio mais recuado?

Essa é uma daquelas questões que, desta vez, não será muito difícil para vocês. As opções não são muitas, portanto não será muito complicado perceber, digo eu. Não temos muitas soluções para uma vaga que não esperávamos que surgisse, mas isso pode sempre acontecer no futebol. O Leandro é um atleta que normalmente está sempre presente e que não tem um passado de lesões. Desta vez, trata-se de uma situação de doença, é um pouco diferente. Após o jogo da última sexta-feira, no início da semana, não se sentiu muito bem. É uma baixa para nós, atendendo até ao número limitado de soluções que temos na zona do meio-campo. Mas é sempre uma oportunidade para alguém entrar na equipa. É nestes momentos que se vê claramente a capacidade para agarrar a oportunidade. Entraremos, de certeza, com onze jogadores. É um cliché, mas é a realidade. Esperamos que o jogador que entrar no onze dê a resposta que tem de dar. Acredito muito que o fará. Amanhã [quinta-feira] veremos.

O que é que o preocupa, enquanto treinador, na equipa do St. Gallen?

Não diria aquilo que me preocupa, mas sim aquilo a que estamos atentos. Reconhecemos alguns pontos fortes do adversário e, naturalmente, teremos de ter atenção a esses mesmos aspetos e ser o mais consistentes possível nos momentos em que nos tentará ferir, como em qualquer jogo. É uma equipa física, algo que tem demonstrado no seu Campeonato e também nos jogos de pré-temporada. É uma equipa que gosta de pressionar em todo o campo, que leva o jogo para muitos duelos individuais e para muita marcação individual quando não tem bola. É sempre muito direta depois de recuperar a posse ou quando começa a preparar os seus ataques. Procura muito o jogo direto, atua sempre com uma dupla de avançados e tenta explorar muitas vezes a profundidade. Teremos de estar sempre muito atentos a esses momentos. Com bola, teremos de explorar e tentar impor o nosso jogo. Percebemos que o encontro irá começar dessa forma, com o adversário a tentar pressionar-nos em todo o campo. É uma das grandes características do nosso adversário. Teremos de demonstrar capacidade para ultrapassar essa primeira pressão, que acreditamos que será forte, principalmente nos primeiros momentos do jogo, e depois resolver os problemas, não apenas coletivamente, mas também individualmente.

Normalmente, o Benfica, mesmo fora do Estádio da Luz, joga sempre em casa, sobretudo no estrangeiro, e amanhã [quinta-feira] não será exceção. De acordo com as últimas notícias, haverá praticamente um equilíbrio entre os adeptos nas bancadas – 50/50. Quão importante seria entrar bem nesta época e conseguir uma vitória para alimentar também esta onda encarnada?

É sempre muito, muito importante. Vamos disputar o primeiro jogo oficial. Se já é importante ganhar na pré-temporada, como sabem, pela nossa dimensão, mesmo quando não é oficial, imaginem o primeiro jogo oficial da temporada. Não sendo no Estádio da Luz, se nos pedissem qual seria um dos países indicados para disputarmos um jogo fora nas competições europeias, este seria certamente um deles, por tudo o que representa para o Benfica e para o povo português que aqui está. Amanhã [quinta-feira], naturalmente, teremos connosco adeptos não só daqui, mas também de outros países bem perto, a apoiar o Benfica. Será muito importante começarmos com o pé direito. O apoio deles será sempre fundamental, como tem sido e como continuará a ser, porque são a alma do Benfica e representam também os valores do Benfica.

"A melhor forma de nos respeitarmos e o clube que representamos é demonstrarmos todo o respeito pelo nosso adversário e pelas potencialidades que tem, independentemente de, no papel, podermos ser considerados favoritos pela dimensão que temos enquanto clube"

Qual é o maior risco para o Benfica, sendo o claro favorito deste jogo?

Não vejo que haja risco. Há uma eliminatória para ser disputada, queremos muito e ambicionamos estar na próxima eliminatória e teremos de fazer o nosso trabalho. Respeitamos muito o nosso adversário. Não vamos na teoria do favoritismo, é algo de que não falamos e que não nos passa pela cabeça. Tentamos também não entrar por aí com os jogadores. Eles sabem claramente a importância que este jogo tem para nós e a seriedade com que o temos vindo a preparar. Simplesmente isso. Respeitamos muito qualquer adversário que defrontamos e amanhã [quinta-feira] não fugirá à regra. A melhor forma de nos respeitarmos e o clube que representamos é demonstrarmos todo o respeito pelo nosso adversário e pelas potencialidades que tem, independentemente de, no papel, podermos ser considerados favoritos pela dimensão que temos enquanto clube.

O St. Gallen tem as mesmas cores do Sporting, verde e branco. Isso desperta algum sentimento especial?

Não, nada disso. Não será por aí, de certeza, que o jogo terá um sentimento diferente para nós. O importante é o adversário que temos pela frente e, como falei há pouco, respeitá-lo pela qualidade que tem e pelo clube que é. Não precisamos de procurar coincidências com outros adversários ou rivais para nos dar a motivação de que precisamos para este jogo.

A Suíça é um país pequeno, mas o Benfica é um clube grande. É o sucessor de José Mourinho. Como se sente?

Sinto-me treinador do Benfica e a preparar o jogo de amanhã [quinta-feira].

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