🎥⚽ Benfica-Gil Vicente | Pós-jogo

03h31 CET

30/10/2026

PÓS-JOGO

O treinador Marco Silva considerou inteiramente justa a vitória do Benfica sobre o Gil Vicente (4-1), alcançada na quinta-feira, 29 de outubro, no Estádio da Luz, e que garantiu às águias o apuramento para a final four da Taça da Liga. Na análise do encontro dos quartos de final, destacou a superioridade da equipa e a forma como esta se traduziu no resultado, perante 53 654 adeptos.

Na flash interview da Sport TV, Marco Silva valorizou a evolução do coletivo, identificou momentos determinantes para o desfecho e manifestou satisfação por alcançar um dos objetivos estabelecidos para a competição.

"Um bom jogo da nossa equipa, uma vitória totalmente justa, da melhor equipa em campo. Um jogo que começou equilibrado, contra uma boa equipa, bem organizada. Já tinha mostrado, há cerca de um mês, um mês e meio, contra nós, aqui, a qualidade que tem. É uma equipa que tem feito um bom campeonato, uma equipa que tem uma ideia clara daquilo que pretende no jogo. E um jogo em que nós começámos naturalmente a dominar, mas em que o Gil foi conseguindo sempre reagir bem, tentando bloquear alguns dos espaços que queríamos criar. E nós fomos crescendo com o jogo. Não entrámos de uma forma tão acutilante como tem sido normal. Algumas alterações, muitas alterações, para não dizer o número, e a equipa foi crescendo. Momentos importantes, tivemos algumas oportunidades. Surgiu uma boa oportunidade, um excelente momento do Trubin, que nos mantém no jogo. E, depois de desbloquearmos com o 1-0, o jogo foi totalmente nosso. Fizemos bons golos, entrámos outra vez bem na segunda parte e acabámos por fazer o 3-0. Um grandíssimo golo do Gil deu-lhes algumas esperanças novamente de poderem disputar o jogo, mas, naturalmente, a nossa superioridade veio ao de cima novamente e ganhámos com números expressivos. Uma vitória justa. O objetivo era claramente estar na final four. Uma competição importante para nós e lá estaremos", analisou.

Questionado sobre as declarações do treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, relativamente à utilização de Jhon Durán, o treinador dos encarnados centrou a resposta na decisão que permitiu ao avançado ser opção para o encontro.

"Em relação ao que disse, ou às declarações do Luís [Pinto], eu não vou comentar o que ele disse. Ele falou do estado do futebol português. Todo este barulho foi criado porque o Jhon não devia ter sido expulso. Tão simples como isso. Vocês mostraram. Eu falei convosco no final do jogo. Se o jogador não deveria ter sido expulso, o Benfica não pode ficar calado. Nós temos um jogador nosso a ser injustamente expulso depois de um jogo, não podemos ficar calados. Depois, eu percebo o que o Luís disse. Não está satisfeito com a utilização do Jhon, eu compreendo. Ou, pelo menos, não foi sabendo se o Jhon poderia estar ou não no jogo. Eu também não fui sabendo. Também, se não começasse o Jhon, ia começar o Pavlidis. É só o jogador que tem feito os golos que vocês sabem", atirou.

"Já aconteceu em alguns momentos. E eu, por acaso, hoje soube da história recente e houve alguns momentos em que já aconteceu. Acho que não é virgem no futebol português. Mesmo na época passada aconteceram também situações de recurso... A gestão? Foi simples. Nós sabíamos – e acabou por coincidir com o dia do jogo –, os castigos normalmente, eu não sou especialista na matéria, mas as reuniões acabam por acontecer à quinta-feira. Nós sabíamos que iria acontecer e também sabíamos que o jogador não tinha feito nada. Não andamos aqui a brincar. A partir do momento em que sabemos que o jogador não fez absolutamente nada, tivemos a palavra dele e depois tivemos as imagens, tivemos o relatório, que só comprovou isso também. Acabámos por trazê-lo connosco, por estar connosco durante o dia todo, para prepararmos o jogo com ele, ou com o Pavlidis, ou com o Anísio, como eu lhe tinha dito. Tão simples como isso. A partir do momento em que chegou a comunicação para nós, como também chegou para o Santa Clara... Não é só o Durán que jogou. Parece-me a mim que o jogador que foi expulso do Santa Clara [Luís Fernando] também vai jogar. Vai jogar, certo? Vai jogar no fim de semana. Não é só o Durán. Acabou por jogar. Ainda bem que pôde jogar. O Pavlidis tem sido muito sacrificado em termos de minutos. O Jhon Durán acabou por fazer um golo, o que também é importante", acrescentou, referindo-se às alternativas que preparou para todos os cenários.

Autor de dois golos, Lukebakio foi uma das figuras do encontro. Marco Silva destacou não apenas a capacidade individual do extremo, mas sobretudo a evolução nas ligações coletivas e na compreensão das dinâmicas ofensivas da equipa.

"Um excelente jogo do Lukebakio. Em alguns momentos da primeira parte teve umas arrancadas, uns momentos individuais muito bons. Está a crescer na questão da ligação com os colegas. É um jogador que, no aspeto individual, no um contra um, de encarar adversários, é forte. E continua a crescer no momento em que tem de compreender o que é a nossa ideia ofensiva, de ligações e de explorar triângulos, de chegada ao segundo poste quando a bola está no lado contrário. E hoje vimos isso. Boas ligações com o Sudakov durante a primeira parte, a respeitar movimentos do nosso médio naquele espaço entre lateral e central, boas combinações. Segunda parte também da mesma forma, com o Dahl em alguns momentos. E depois, com espaço, com campo aberto, mais na segunda parte, depois do 3-0 e mesmo com o 3-1... Com campo aberto, é um jogador muito forte. É um jogador que tem uma capacidade muito grande de aceleração. É claramente o momento mais forte dele, quando o jogo não está tão fechado, ou o adversário não está tão fechado e ele pode ainda explorar melhor as suas qualidades individuais e a sua capacidade de jogar com espaço e em campo aberto", detalhou.

"Marcar, para qualquer jogador da equipa, para um jogador que joga na frente de ataque, é muito importante. Acabou por marcar golos. Teve, mais uma vez, boas assistências também aqui no final da segunda parte, como tinha feito no jogo com o Omonia para o Prestianni. Hoje acabou por fazer primeiro para o Rafa, a oportunidade do Anísio também. É importante perceber estes momentos, os momentos certos para definir e para melhorar a definição, que é algo que nós temos vindo a trabalhar com todos os nossos alas e o Lukebakio é um deles. Dar-lhe os parabéns. Já lhe dei os parabéns pelo excelente jogo e pelos dois golos que fez", acrescentou, destacando o trabalho do internacional belga no momento da decisão.

Também Sudakov deixou a sua marca no encontro, com um golo e uma exibição que mereceram elogios de Marco Silva. Utilizado numa posição diferente, o médio manteve, segundo o treinador, a disponibilidade para trabalhar em função do coletivo.

"Com bola é uma posição igual. Como vocês têm vindo a poder analisar, os nossos dois jogadores interiores de meio-campo, com bola, jogam mais ou menos na mesma posição. Ele, sendo mais um médio do que, por exemplo, o Prestianni ou o Rafa quando jogam lá, as características dele à esquerda ou à direita vão ser iguais. Há diferenças no momento da organização defensiva, porque é um jogador que acaba por depois se juntar ao nosso jogador da posição 6 para defendermos em 4-4-2 e, em alguns momentos, permite-lhe, após ganhar a bola, estar de frente para o jogo, estar numa linha mais recuada em vez de uma linha mais adiantada. É a grande diferença. Depois, tem de ganhar as dinâmicas do que são coberturas, mais numa linha média, de cobertura ao segundo médio, coberturas nos corredores quando tem de o fazer. E é importante nós termos tempo para trabalhar com ele. Mas gostei. É importante também para ele fazer um golo, um excelente golo também, mais um dos excelentes golos que nós marcámos nesta noite. Muito importante para ele poder fazê-lo e uma boa exibição. É um jogador solidário. Mesmo jogando numa posição diferente, é um jogador que trabalha para a equipa sem bola. Satisfeito por ele", enalteceu, antes de falar aos jornalistas em conferência de imprensa.

Identidade consolidada e elogios a Sudakov
"Em relação à questão do Suda [Sudakov], satisfeito. Eu fui muito questionado ontem [quarta-feira], novamente no pré-jogo, sobre o Suda. É sempre importante perceber que ele é capaz de definir, é capaz de fazer golos e ser feliz neste tipo de ações. Ele precisa disso. Nós não vamos estar aqui a dizer que não. Qualquer jogador precisa e ele tem de acrescentar isso ao seu jogo. Grande finalização, um grande momento da parte dele. E um bom jogo também, mais no momento defensivo da nossa equipa, numa posição um pouco mais recuada, porque, com bola, é precisamente igual. Não há grandes diferenças, como eu fui dizendo. Só muito mais descaído sobre o corredor direito em vez de estar descaído sobre o corredor esquerdo. Em relação à primeira questão, à primeira parte da questão, muito satisfeito. É óbvio que é o nosso objetivo, enquanto equipa técnica, termos uma identidade clara. E, jogando o jogador A, B ou C, conseguirmos manter isso como equipa. E hoje foi importante percebermos isso também. Em algumas questões, um pouco diferente. Construímos muito mais a quatro. Como estávamos com o nosso bloco um pouco mais alto do que normalmente fazemos, onde libertamos sempre muito mais um lateral de um corredor do que o outro. O outro chega depois já numa segunda linha. Hoje, até pela questão do Dahl, por jogarmos com dois laterais de perna esquerda, preferimos, até pelas características também do próprio Souffian [El Karouani], construir mais a quatro num primeiro momento e depois dar liberdade, em cada corredor, para cada um deles se incorporar de uma forma mais clara e não ter um lateral tão subido. Mas uma questão estratégica pontual. De resto, a identidade esteve claramente lá. Novamente, um jogo equilibrado num primeiro momento. Nós sempre mais em meio-campo ofensivo, como nos competia, como era a nossa obrigação, mas o Gil sempre a dar uma réplica muito boa. Nós com uma ou outra boa oportunidade para fazer, não fizemos. E depois há um momento também muito importante do Trubin, com uma grande defesa a manter a baliza a zero. E acredito que, depois do 1-0, a equipa soltou-se ainda mais. Os jogadores começaram a expressar muito mais aquilo que é o nosso futebol, as combinações começaram a aparecer com muito mais fluidez e, a partir daí, tivemos momentos muito bons. Boas combinações por dentro. Nos corredores normalmente também temos, mas, por dentro, o Claudio [Echeverri] a receber muitas bolas entre linhas e depois a conseguir girar. O Sudakov com a ligação com o Lukebakio e também com muitas perfurações pelo espaço entre lateral e central. E começámos a expressar-nos muito melhor e a ser muito mais consistentes. Acabámos por fazer uma exibição boa, uma boa vitória para nós. O objetivo claro era estar na final four e, de uma forma claramente merecida, acabámos por fazer quatro golos, mais um resultado expressivo. E os jogadores estão de parabéns por isso mesmo. O objetivo era claro e conseguimos."

Movimentação de Jhon Durán para explorar o espaço entre linhas
"Nós estávamos à espera de o ala do Gil recuar para uma linha de cinco. Era o que estávamos à espera. Basicamente, era o que tinham feito no jogo que jogaram aqui connosco há um mês, há um mês e meio, para o Campeonato. Em alguns momentos fizeram-no. Baixaram na mesma. Mas depois nós temos de analisar onde é que estará a vantagem. E, indo com os dois médios aos nossos dois médios mais subidos, acaba por libertar o João [Palhinha]. Em alguns momentos não libertaram o João porque eles soltaram o médio e nós sabíamos que ia ser o Claudio [Echeverri] ou o Sudakov, dependendo do lado que eles saltassem à pressão, o jogador livre para nós ligarmos. E podemos ir direto, se conseguirmos, ou temos de usar o nosso avançado para chegar lá. E foi isso que fomos fazendo, tentando fazer com o [Jhon] Durán a vir mais em apoio naquele primeiro momento. Até porque, possivelmente, viu-se um pouco mais hoje do que no jogo com o Gil há um mês e meio, porque o Gil, em alguns momentos, tentou saltar mais nos nossos centrais e no nosso médio da posição 6. E, naturalmente, depois liberta espaço para trás, que nós usamos, com o terceiro médio ou com o avançado, para depois ligar. Foi isso que fizemos. No primeiro momento custou um pouco ao Durán. Perdeu um ou outro duelo. Os primeiros 10, 15 minutos não foram ao nível que ele sabe e pode. Depois foi crescendo no jogo e claramente começou a ligar muito bem. E depois, na ligação, é um jogador forte. É um jogador que liga e, depois de ligar, é explosivo a atacar o espaço, como o fez na primeira parte, num bom momento. E ele tem essa capacidade. E, sim, é uma das formas que nós temos de chegar quando o adversário dá passos em frente e nos tenta pressionar. Torno a repetir: não foi tão visível no primeiro jogo porque, claramente, o Gil não tentou fazê-lo no primeiro jogo. Hoje tentou, em alguns momentos, um pouco mais, e esse é um dos caminhos que nós temos para lá chegar."

Defesa da verdade desportiva
"Eu, não sabendo todos os timings – e tentei informar-me sobre as reuniões ou quando é que saem castigos ou não – e sendo honesto convosco, não fazia a mínima ideia antes deste jogo. É óbvio que, após o jogo com o Santa Clara, tentei saber. E, a partir do momento em que sabíamos que havia uma reunião ainda a tempo, ou durante o dia do jogo, eu tive sempre muita esperança de que o Jhon Durán pudesse estar no jogo. Para ser sincero, tive sempre muita esperança. E é óbvio que, se não fosse o Jhon Durán, iria jogar o Pavlidis. Se não pudesse jogar o Pavlidis, podia jogar o Anísio. Mas posso-vos dizer que iria começar o Pavlidis se não começasse o Jhon Durán. E eu tive essa esperança. E eu percebo todas as declarações do Luís [Pinto], o que ele quis dizer. Percebo a frustração dele, porque muito do que ele disse não tem a ver com este jogo em particular. Ele até fala da forma como estão emparelhados os jogos e ele é o vencedor em título, num clube diferente, mas é o vencedor desta competição. E ele acaba por dar os parabéns pela forma como é organizada a final four. Pareceu-me a mim que ele também falou muito da forma como está preparado para se chegar lá. Eu não sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso. E ele também fala muito, eu percebi, da questão, se calhar, de o Gil estar a jogar fora de casa e não em casa. O calendário está feito desta forma e eu não vou fazer nenhum comentário sobre isso. Em relação à questão do Jhon Durán, respondendo diretamente à sua questão: sim, tinha muita esperança de que ele fosse despenalizado, porque ele não fez absolutamente nada. E, se nós falamos da verdade desportiva – e eu percebo que o Gil pode ter preparado o jogo, e eu disse aqui que não preparou de forma diferente com o Jhon ou com o Pavlidis, porque é verdade, nós jogamos da mesma forma –, não há aqui... As características individuais dos jogadores são diferentes. E eu percebo a frustração, mas nós também, se queremos a verdade desportiva... Se o Durán hoje não pudesse jogar, esqueçam a verdade desportiva, porque ela não existia. Porque foi um erro ele ter sido expulso quando não fez absolutamente nada. Nós temos de analisar o que queremos. E percebo toda a frustração, mas se hoje o Durán não pudesse jogar, não existia verdade desportiva, porque ele não fez absolutamente nada para ser expulso."

Rafa e a liberdade para jogar por dentro
"O Rafa teve uma influência e vai continuar a ter. Eu percebo a questão. O Rafa, em todos os jogos que fez este ano, quase nunca está no corredor. Quase nunca esteve no corredor. No papel está no corredor, mas depois, com bola, nunca está no corredor. Começa no corredor direito e quem está sempre, ou quase sempre, no corredor direito, connosco em posse e em organização ofensiva, é o nosso lateral-direito, é o Bah ou o Banjaqui. Portanto, o Rafa hoje foi um pouco mais à esquerda porque entrou para aquela posição. Se começar no papel no corredor direito, é um pouco mais à direita. É a única diferença, porque, de resto, não há diferença absolutamente nenhuma. O jogo já estava mais aberto. O Gil estava com uma postura diferente, começou a organizar a três, começou a libertar os laterais. Estava um jogo mais partido, se assim posso dizer, e com muito mais espaço. O Rafa, o Lukebakio e o próprio [Jhon] Durán são jogadores que, com este tipo de espaço, com o campo mais aberto, são muito perigosos, muito ágeis. Quando se conseguem virar para a frente, depois é muito difícil de os travar. E o Rafa teve uma entrada muito boa no jogo, importante para nós, no momento em que o Claudio [Echeverri] já estava completamente sem energia. Já não estávamos a conseguir pressionar e definir da forma como queríamos, porque ele já sentia muita falta de energia. Era o momento de colocar um jogador com as características do Rafa naquele espaço. Pode jogar por fora, pode jogar por dentro. É bom tê-lo e é bom poder usá-lo da forma que a equipa precisar. E ele está preparado para isso."

Gestão da situação de Jhon Durán e escolha do onze
"Se estivesse no lugar do Luís Pinto, como é que reagiria ao castigo? Não lhe consigo dizer, porque não estou no lugar do Luís Pinto. E já disse aqui que percebo a frustração dele, mas tenho de responder desta forma. E vou repetir o mesmo que disse: você está-me a perguntar a mim se estivesse no lugar do Luís Pinto, mas não perguntou ao Luís Pinto se estivesse no meu lugar. Perguntou-lhe? Não perguntou ao Luís Pinto: se tivesse um jogador expulso depois do jogo sem fazer nada e se ele estivesse no meu lugar, como é que preparava? Não lhe perguntou. Era essa pergunta que ia fazer? Se calhar não. Ele foi muito abrangente na forma como falou. Referiu-se muito também à questão, na minha opinião, de como está calendarizada a Taça da Liga. E percebo a frustração. Não lhe consigo dizer como é que me iria sentir se estivesse no lugar dele. [Gestão de Jhon Durán] De uma forma muito fácil. Nós convocámos os jogadores que teríamos de convocar. Convocámos um jogador a mais na perspetiva de ele poder estar ou não estar. E preparámos com a equipa toda aquilo que era a nossa estratégia para o jogo, aquilo que era o nosso planeamento. E, da mesma forma, ainda hoje, no treino da manhã, fizemos isso com os jogadores. E depois, quando eu anunciei o onze à equipa, já tínhamos a informação de que o Durán podia jogar."
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