🎥⚽ Quartos de final da Taça da Liga, hoje, na Luz

12h00 CET

29/10/2026

ANTEVISÃO

O Benfica recebe o Gil Vicente nesta quinta-feira, 29 de outubro, às 20h45, no Estádio da Luz, nos quartos de final da Taça da Liga. Na antevisão do encontro, Marco Silva abordou a preparação e as opções disponíveis, reforçando a ambição das águias de garantir a presença na final four da competição.

Com apenas dois dias para preparar o encontro após a vitória frente ao Santa Clara (1-2), o treinador das águias reconheceu a necessidade de avaliar a recuperação física dos jogadores antes de definir o onze inicial, admitindo a possibilidade de efetuar alterações para ter "jogadores frescos" em campo.

Na análise ao Gil Vicente, Marco Silva destacou a qualidade, a organização e a capacidade ofensiva do adversário, mas reforçou a determinação das águias em seguir em frente na competição: "Queremos muito vencer e disputar a final four."

O técnico também anunciou o regresso de Kamiński aos convocados, embora considere prematura a sua utilização como titular. Na reta final da recuperação das respetivas lesões, Banjaqui e Barrenechea ainda não são opção para a receção aos gilistas.

Sobre Jhon Durán, expulso no final do jogo com o Santa Clara, Marco Silva adiantou que o avançado está convocado à condição, revelando que a leitura do relatório do árbitro lhe reforçou a convicção de que o cartão vermelho foi injusto. "Tudo aquilo que li só veio dar mais certeza sobre aquilo que eu tinha dito: que não tinha acontecido absolutamente nada e que o jogador não tinha estado envolvido em absolutamente nada [...] Estou muito curioso para perceber qual será a decisão, sinceramente, depois de ver o que vi, ter analisado todas as imagens e depois de ler o que foi escrito. Estou muito curioso para perceber o que é que vai acontecer em relação ao Jhon Durán", salientou.

Como foi feita a gestão e a preparação da equipa para este jogo com o Gil Vicente em apenas dois dias, depois do jogo com o Santa Clara? Que Gil Vicente estão a contar receber nestes quartos de final da Taça da Liga?

Uma equipa de qualidade. Acima de tudo, uma equipa de qualidade, muito bem treinada também, como tem vindo a demonstrar ao longo desta época. Uma equipa que já tivemos a oportunidade de defrontar, num jogo que se tornou difícil pela qualidade e organização que o adversário apresentou no Estádio da Luz. Por ineficácia, em alguns momentos, da nossa parte, porque fizemos um belo jogo naquela tarde, e o Gil tornou a nossa tarefa difícil. Numa vitória totalmente justa, é verdade, mas tornou a nossa tarefa difícil porque tem bons jogadores, tem jogadores de qualidade no ataque e apresenta sempre uma boa organização, uma estratégia bem planeada para aquilo que é o adversário que vai defrontar. E depois, com bola, é uma equipa que tem ideias, tem uma ideia clara daquilo que quer e tem coragem na forma como joga também. Por isso mesmo, num jogo diferente, num jogo com características diferentes, que é decisivo, que é um jogo de decisão, um jogo que permite jogar numa final four, portanto acaba por ter características um pouco diferentes nesse aspeto. Mas, para nós, pela forma como encaramos sempre, é um jogo em que daremos tudo para vencer, como tem de ser normal para nós, um pouco à imagem do que fizemos no jogo contra eles. Em relação à nossa preparação: uma preparação normal de uma equipa que vinha de viagens, dois jogos fora, uma vitória importante, difícil para nós. Importante, tendo estado em desvantagem ao intervalo, perceber o caráter e a personalidade que a equipa conseguiu demonstrar, melhorando de uma parte para a outra, com tudo aquilo que já analisámos coletivamente sobre o nosso jogo. Recuperação, como vocês sabem, no dia seguinte. Preparar o jogo dentro do máximo que conseguimos e, ao mesmo tempo, recuperar os jogadores e ir analisando como vão, dia a dia, estando em melhores condições ou não para o jogo. Amanhã [quinta-feira] iremos fazer o mesmo: analisar como chegarão e depois tomar as decisões que achamos que são as melhores para o onze inicial e para os jogadores que estarão envolvidos.

Eu gostava de saber, na sua opinião, numa altura em que tanto se fala da sobrecarga de jogos nos calendários nacionais e internacionais, se se justifica a realização de uma Taça da Liga que vem acrescentar dois ou três jogos aos principais candidatos ao título e, possivelmente, dois dos quais num mês de janeiro, em que o tempo está pior, os relvados estão mais pesados e que, nos últimos anos, se tornou um mês decisivo para as aspirações das equipas portuguesas nas competições europeias.

É uma realidade o que falou em relação às competições europeias e à fase mais decisiva, se assim se pode dizer, em janeiro, neste novo formato, para as equipas portuguesas nessa dimensão de competições europeias. Para mim, sinceramente, é uma competição doméstica que é muito importante. Nós estamos a falar de, para clubes da nossa dimensão, fazer um jogo e depois ter a oportunidade de jogar uma final four na competição. Não vejo isso como sobrecarga, porque, se há duas taças domésticas, acaba por ser normal ter de jogar essas competições. E depois depende de cada clube a importância que dá, em termos de rotação, se quer usar jogadores. Porque, se olharmos só para um onze, acaba por ser uma densidade muito grande. Se olharmos para um plantel que tem de ter competitividade e que tem de ter, no mínimo, dois jogadores por posição, acaba também por ser uma oportunidade para dar competição e jogo a muita gente. Nós, neste momento, estamos numa fase diferente, infelizmente para nós, em que temos alguns jogadores lesionados e algumas condicionantes para fazer essa mesma rotação que temos vindo a fazer, de uma forma mais clara até na Liga Europa, em alguns momentos. Mas é o que é. Na minha opinião, não há que estar aqui a lamentar a densidade de jogos nesse aspeto, porque, sinceramente – e posso até falar contra nós, mas essa é uma opinião pessoal –, se formos analisar aquilo que foi o nosso regresso das paragens internacionais, acabámos por ter o jogo com o Vitória SC, tivemos um jogo de competições europeias, como as equipas portuguesas têm um jogo de competições europeias, e depois tivemos um jogo de fim de semana que não existiu, porque houve Taça de Portugal e os clubes que estão nas competições europeias também não jogaram. E, se você for olhar para o resto da Europa, quase todos os clubes tiveram Campeonato. Portanto, não há muito também que lamentar nesse aspeto. A densidade de jogos é o que é e nós temos de nos preparar, num planeamento de época, em termos de jogadores, em termos da competitividade que queremos para o plantel, para estarmos preparados para todas as competições, se assim ambicionarmos todas as competições.

"Se olharmos para um plantel que tem de ter competitividade e que tem de ter, no mínimo, dois jogadores por posição, acaba também por ser uma oportunidade para dar competição e jogo a muita gente"

Marco Silva

O Marco já falou um pouco sobre possíveis rotações que possam existir neste jogo frente ao Gil Vicente. Rui Borges, ontem [terça-feira], no jogo do Sporting, mudou 11 jogadores do onze inicial. É uma equipa que também luta pelo título nesta competição. Nesse sentido, eu queria perguntar-lhe se a rotação do Benfica pode seguir na mesma linha, tendo em conta que também estão inseridos em várias competições. E depois, sobre o caso de Jhon Durán, se já tem alguma novidade e se está a preparar o jogo a contar ou não com ele.

Em relação à questão da rotatividade ou não, nós temos uma ideia para o jogo. Como eu disse há pouco, ainda estamos a analisar a recuperação dos jogadores e a perceber com que jogadores é que poderemos ter mais ou menos riscos. Falou da questão do Rui e do Sporting e, não querendo entrar – e não vou comentar, como deve calcular –, são situações diferentes, até pela proximidade dos jogos. Praticamente, houve 48 horas entre os dois jogos. O nosso caso, nesse aspeto, é diferente. Independentemente de virmos de uma viagem, de um jogo difícil, num relvado também muito complicado. E nós sentimos, no final do jogo e no dia seguinte, o feedback de alguns jogadores de que aquele tipo de relvados tem sempre um impacto diferente. E, nesse aspeto, poderemos ou não fazer alterações, mas sempre com o objetivo de termos jogadores frescos no campo, não perdermos a nossa essência como equipa e, em algumas posições, mantermos também parte da nossa estrutura. Porque é um jogo decisivo e nós queremos muito estar a disputar a final four. Respeitamos também o Gil Vicente e respeitamo-nos ainda mais a nós, porque é importante olharmos para nós e para aquilo que são as nossas responsabilidades enquanto Clube. A segunda parte, em relação ao [Jhon] Durán, nós ainda não temos nenhuma decisão. Eu fiz a análise que fiz no final do jogo, pelo feedback que tinha do jogador. Já tive acesso ao relatório e só veio confirmar aquilo que eu vos tinha dito. Se calhar não a vocês, mas aquilo que foram as minhas declarações no final do jogo. Tudo aquilo que eu li só veio dar mais certeza sobre aquilo que eu tinha dito: que não tinha acontecido absolutamente nada e que o jogador não tinha estado envolvido em absolutamente nada. Portanto, felizmente, acreditei no jogador. É esse o meu papel quando tenho conversas com eles. Quero que eles sejam o mais honestos possível, errando ou não errando, porque todos nós erramos na vida. E, neste caso, só veio confirmar aquilo que eu vos tinha dito e o feedback que eu tinha. Estou muito curioso para perceber qual será a decisão, sinceramente, depois de ver o que vi, ter analisado todas as imagens e depois de ler o que foi escrito. Estou muito curioso para perceber o que é que vai acontecer em relação ao Jhon Durán. Neste momento, está convocado para o jogo de amanhã [quinta-feira].

Em relação a esta situação de [Jhon] Durán, pergunto-lhe se, para si, esta situação demonstra a necessidade de rever procedimentos disciplinares no âmbito do Conselho de Disciplina da FPF, para evitar que sejam tomadas decisões em cima da hora do jogo. Pode ser o caso de amanhã [quinta-feira]?

Está-me a falar, possivelmente, do dia em que reúne, ou não?

Há uma necessidade de rever estes procedimentos disciplinares?

Sim, possivelmente. É óbvio que nós, como eu vos disse aqui, estamos a falar de um jogador que acabou por ver um vermelho totalmente injusto no término do jogo. Podemos falar, durante o jogo, de outras questões, mas, no término do jogo, acabou por ver um vermelho totalmente injusto e, neste momento, nós temos a dúvida sobre se poderá ou não ser utilizado. Portanto, eu percebo a questão. Tem que ver com os timings de reunião, ou não, de quem vai tomar a decisão. E, nesse aspeto, atendendo a que se marcam jogos para o meio da semana, se marcam jogos tão próximos uns dos outros, era importante que houvesse uma decisão o mais rápido possível, para nós também podermos saber com o que contamos em termos de preparação para o jogo seguinte. Sim, concordo.

"Estou muito curioso para perceber qual será a decisão, sinceramente, depois de ver o que vi, ter analisado todas as imagens e depois de ler o que foi escrito. Estou muito curioso para perceber o que é que vai acontecer em relação ao Jhon Durán. Neste momento, está convocado para o jogo"

Já aqui falou do facto de o Benfica, nos últimos dois jogos, pelo menos, ter tido aquelas primeiras partes com menos intensidade e menos energia e depois ter de ir ali um bocadinho atrás do resultado nas segundas partes. Já analisou? Consegue explicar-nos por que é que isto acontece? E se, nesta altura, uma das coisas que mais o preocupa é o Benfica não conseguir ter a mesma intensidade numa primeira parte e depois na segunda. E como é que isto se corrige, na sua ótica?

Eu, sinceramente, nem acho que seja uma questão de intensidade. Se calhar, usei a palavra intensidade e, quando eu falo de intensidade, é jogarmos ao nosso nível, é termos a capacidade de assumir o jogo e de jogar da forma como normalmente jogamos. O jogo em Chipre foi um jogo diferente, em que até acabámos por entrar muito bem e os primeiros 15 minutos, até chegarmos ao golo, foram bastante positivos. Ou seja, entrámos como temos entrado na maioria dos jogos e depois deixámos o jogo andar um pouco. Foi diferente deste jogo. Este jogo, para nós, é claro. Há uma análise daquilo em que não estivemos tão bem na primeira parte. Neste momento, já têm o meu feeling e o meu feedback, e a minha análise no final do jogo foi um pouco no mesmo sentido. Por vezes, nós analisamos o jogo num momento de uma forma e, quando o vemos com calma e analisamos com os jogadores, temos outra ideia. Basicamente, fomos ao encontro daquilo que tinha sido a sensação no jogo. E dando mérito ao Santa Clara, claro, que não há que tirar mérito. Nós falámos do mérito do Santa Clara em primeiro lugar. Falámos das questões climatéricas também, mas, olhando para nós, que é aquilo que mais controlamos, não estivemos na primeira parte ao nosso nível e não teve que ver com intensidade. O Santa Clara pôs uma boa agressividade, no bom sentido, quer com bola, quer sem bola, no jogo. Mas teve muito mais que ver com aquilo que nós tínhamos preparado para o jogo, que não fomos tão capazes de executar num primeiro momento, se calhar mais preocupados com as condições climatéricas, se calhar mais preocupados com o relvado. Na realidade, até o relvado se calhar criou alguns problemas aos jogadores que eu estou a subvalorizar também, porque eles estão no relvado e estão a jogar e muitas vezes sentem dificuldades que nós cá fora não sentimos tanto. Mas, para nós, é claro que existiram algumas questões, principalmente naquilo que era o nosso plano para o jogo, que estava lá para nós executarmos e não fomos tão capazes. Acontece. Tivemos a capacidade de retificar ao intervalo, de os jogadores perceberem um pouco melhor e, não há que esconder, a inspiração também individual de dois ou três jogadores ajudou-nos a resolver um jogo que estava muito difícil para nós, com uma segunda parte muito melhor do que a primeira. E analisando, trabalhando nesses aspetos, apesar de não termos muito tempo para trabalhar, mas, acima de tudo, analisando, fazendo os jogadores perceberem o porquê, acredito que iremos estar mais preparados para dar boas respostas no futuro.

"Nós não vemos esta competição como uma competição para lançar jovens ou não. Vemos uma competição em que queremos ganhar o jogo de amanhã e queremos estar na final four. E, quando nós, Benfica, estamos em competições, é para fazer tudo para as ganhar"

Pergunto-lhe se esta é uma competição que, obviamente, passando à final four, há de querer ganhar, mas se é verdadeiramente uma prioridade. E se será um jogo com o Gil Vicente para dar oportunidade aos jovens. Estou aqui a pensar em Anísio, José Neto ou então Banjaqui.

O Banjaqui ainda não estará disponível para o jogo, infelizmente. Está na fase terminal de recuperação, já tem integrado os treinos com a equipa. Achamos que ainda é um pouco cedo para colocá-lo no jogo. Era importante para nós conseguirmos tê-lo, até pelo desgaste que o Bah tem tido, em termos de jogar praticamente os 90 minutos em todos os jogos desde a última paragem, sabendo nós que tinha feito um esforço tremendo para recuperar da lesão para jogar o último jogo antes da paragem. O Banjaqui não estará. Acreditamos que, nos próximos jogos – não sei se para segunda, no jogo seguinte –, já poderá integrar o grupo e a convocatória para o jogo. Em relação ao [José] Neto, que irá jogar daqui a pouco na Youth League, também não estará no jogo. O Anísio estará nos convocados. É uma decisão nossa de poder ou não integrar. Nós não vemos esta competição como uma competição para lançar jovens ou não. Vemos uma competição em que queremos ganhar o jogo de amanhã [quinta-feira] e queremos estar na final four. E, quando nós, Benfica, estamos em competições, é para fazer tudo para as ganhar. Será um título em disputa e nós não... É óbvio que o Campeonato Nacional é o Campeonato Nacional e essa é a nossa grande prioridade, se eu assim posso dizer. Mas todos os títulos que estão em disputa são para nós darmos o nosso máximo para os conquistarmos. Se iremos conseguir ou não é outra questão, mas nós queremos dar o nosso máximo para os conquistar. E, portanto, é o próximo jogo, é o mais importante. Um jogo muito próximo do anterior e depois vamos ter um jogo muito importante na segunda-feira. Mas nós temos vindo a lançar alguns jogadores jovens, até em outras competições. Por exemplo, o Banjaqui estreou-se também a titular já na Liga Europa e nós não esperámos pela Taça da Liga para lhe dar esse jogo. E até num jogo de grau de dificuldade bastante elevado. Portanto, não é só por esta competição ser um pouco diferente que nós vamos analisá-la e jogar com jogadores jovens. Se eles demonstrarem que merecem a oportunidade, não é preciso ser nesta competição, irão tê-la. Eu percebo a questão porque, em termos de contexto, esta competição por vezes permite isso. Nós olhamos com grande respeito para a competição, com grande respeito para o Gil e, repito, ainda com mais respeito para nós mesmos. Porque é importante respeitarmos muito aquilo que é o nosso historial e aquilo que é a nossa ambição para a competição.

A minha questão vinha um bocadinho ao encontro do que estava a falar, dessa gestão de jovens que poderia querer lançar ou não nesta competição. E se teria falado com o treinador Vítor Vinha, precisamente por haver um jogo também decisivo para o Benfica na Youth League, sobre os jogadores que poderia gostar de ver neste contexto da equipa principal, mas que também o treinador Vítor Vinha poderia perceber que era importante ter no jogo da Youth League desta tarde.

É um jogo importante. E, por isso mesmo, o Diogo [Ferreira] também irá jogar nesta tarde, juntamente com o [José] Neto. Possivelmente, poderia ser um jogo, ou não, para o Anísio. Vocês sabem que a situação do [Jhon] Durán, esta dúvida toda à volta do Durán, por tudo o que aconteceu, também não nos permite, por vezes, tomar esse tipo de decisões. O Anísio estará connosco para o jogo de amanhã [quinta-feira] e iremos colocar esses dois jogadores num contexto também que é importante para o Clube. É um jogo importante e compete-nos ir sempre gerindo dentro do que é melhor para o Benfica, em ambos os jogos neste caso, dando sempre prioridade, como é lógico, à equipa principal. Os jogadores que trabalham connosco trabalham muito para ter oportunidades na equipa principal. E, se não tiverem depois a oportunidade ou o contexto específico para o fazer, há sempre outras formas de lhes dar competição, como vai ser o caso desta tarde.

"É importante respeitarmos o nosso historial e a nossa ambição"

Este é o Benfica com o arranque mais goleador do século. Tendo em conta que, no onze inicial, a maior parte dos jogadores, à exceção talvez dos centrais, são jogadores que já cá estavam, o que é que tem sido o fator diferencial para ser um Benfica tão produtivo na frente, ainda que seja um Benfica que tem praticamente uma média de um golo sofrido por jogo?

Eu disse-vos mais do que uma vez: para mim, é muito importante que nós tenhamos uma identidade clara e uma identidade que está dentro daquilo que é a minha ideia, em primeiro lugar, e daquilo que são os pergaminhos do Clube também. Tão simples como isso. Também vos disse que, para mim, a solidez enquanto equipa é muito importante. E a solidez não é só da linha de quatro e do guarda-redes, é uma solidez no jogar e sermos uma equipa constante, ou tentarmos ser consistentes naquilo que fazemos. Porque, se na maioria das vezes atacarmos bem e melhor, de certeza, na minha opinião, iremos ser uma equipa mais sólida, sabermos o que queremos com bola. Eu percebo o que disse da questão dos golos sofridos, mas, se olharmos para esses mesmos golos sofridos, dois aconteceram no primeiro jogo. Um jogo de características muito próprias, em que claramente era um jogo para nós vencermos, por tudo o que fizemos, de uma forma bem clara, e acabámos por não vencer. E a culpa é nossa. Eu assumi a responsabilidade e a culpa é nossa, independentemente de tudo o que foi criado e gerado à volta para esse jogo ter sido jogado em condições muito específicas, que não são normais num jogo de futebol. E o outro jogo em que sofremos também mais golos acabou por ser um jogo em que jogámos uma hora com dez jogadores. E, se tirar esses dois jogos, estamos a falar de cinco golos e depois sofremos três golos em sete jogos, acho eu. Portanto, se tirar esses dois contextos, acaba por ser... Eu percebo o que me está a dizer. É um número, é um facto e não há como contrapor. Para nós, é importante que sejamos uma equipa – e queremos ser uma equipa dominadora –, uma equipa que consiga dominar com bola, uma equipa que goste de jogar em meio-campo ofensivo, que goste de ser forte no seu ataque posicional. Mas só iremos conseguir fazê-lo se tivermos as decisões certas com bola e depois, defensivamente, toda a gente trabalhar dentro do que é uma ideia coletiva. São passos que temos de dar em frente como equipa. Satisfeitos por aquilo que falou em relação aos nossos números em termos de golos marcados. A nossa capacidade de criar oportunidades de golo também tem sido clara. E depois é trabalhar para que o equilíbrio entre uma coisa e outra seja cada vez melhor na nossa equipa. E que nós, enquanto equipa, consigamos perceber bem aquilo que são as nossas potencialidades e, em alguns aspetos em que não estamos tão fortes, conseguir escondê-los do adversário. E só com trabalho, só com mais tempo a trabalhar, é que poderemos lá chegar. E é esse o nosso objetivo: continuar a trabalhar. O processo ofensivo está muito longe de estar perfeito. Temos feito coisas bem, muito bem até. E aqui há que arranjar o equilíbrio para sermos cada vez mais fortes como equipa. É esse o meu objetivo.

Poderia fazer o ponto da situação dos restantes lesionados? E, considerando que o Daniel Banjaqui não está disponível e aquilo que disse do Bah, faz sentido pensar que o Duarte Soares, da equipa B, que fez um jogo muito bom agora com o Feirense, poderá ter uma oportunidade?

Está lesionado, está lesionado. O ponto da situação do Duarte já sabe. Em relação aos lesionados, o Banjaqui está muito perto de estar disponível, mas achamos que ainda é um pouco cedo para este jogo. Iremos tomar decisões nos próximos dias para perceber onde é que irá começar a competir, se usamos um jogo da equipa B para ele ter alguns minutos ou não, ou se irá estar disponível para nós nos próximos jogos, ou de segunda-feira [Alverca] ou no próximo jogo de competições europeias [Lech Poznan]. Há a questão do Enzo [Barrenechea], como sabem, que está também já a integrar aos poucos a equipa, o que é bom. O Kamiński está de volta, estará nos convocados para o jogo de amanhã [quinta-feira]. E o Leandro [Barreiro], vocês já sabem, irá demorar um pouco mais. Será algo diferente. Olhando para a questão do Leandro, está fora, o Enzo estará fora, o Banjaqui estará fora. Nos próximos dias, podemos ter novidades em relação a estes dois. E o Kamiński estará de volta aos convocados.

"A solidez enquanto equipa é muito importante. E a solidez não é só da linha de quatro e do guarda-redes, é uma solidez no jogar e sermos uma equipa constante, ou tentarmos ser consistentes naquilo que fazemos"

Apostou em Sudakov no jogo com o Santa Clara numa posição aparentemente mais recuada, mas retirou-o ao intervalo. E eu pergunto-lhe: vai tentar apostar nesta abordagem novamente ou começam-se a esgotar as oportunidades para Sudakov?

Para já, nem gosto do tema de se esgotarem as oportunidades. É uma opinião sua, dentro da pergunta que fez, que eu percebo. O que nós temos é de fazer com que os jogadores compitam pela posição. Depois compete-me a mim tomar as decisões, se começam ou não. E, se o jogador não esteve ao seu melhor nível, a responsabilidade é minha, porque fui eu que o coloquei dentro do campo. Simples como isso. E não é por um jogo menos bom, ou não tão positivo dele, que eu, como treinador, vou fazer com que se esgotem as oportunidades que teve. Não é isso. Porque, se olharmos um pouco para trás, até vinha numa ascensão em termos de exibições. Essa é que é a realidade. E não teve uma primeira parte ao nível que sabe e que pode – e ele sabe isso tão bem como eu –, e eu tomei a decisão de fazer alterações ao intervalo. Mas não é por fazer alterações ao intervalo que agora se esgotam as oportunidades para os jogadores. Se ele fizer por merecer novamente, se eu assim o decidir, estará dentro do campo. Em relação à questão de jogar mais recuado, não foi de todo isso que nós quisemos e que analisámos no campo. Algumas vezes atraímos um pouco mais baixo, e fazemo-lo muitas vezes com ele, para que depois possa ser o jogador de ligação. Muitas vezes, tirar o médio que o estava a marcar mais por trás naquele momento. Basicamente, o que fizemos, em termos de posicionamento com ele, fizemos com o Prestianni na segunda parte. As características dos jogadores são diferentes. O jogo também abriu um pouco mais e teve que ver com isso. Não teve absolutamente nada que ver com o posicionamento. É uma análise que faz, de que ele esteve mais recuado, mas não aconteceu de todo e não foi essa a nossa estratégia para o jogo. E é um jogador que está a competir, como todos os outros, para jogar – e quantas mais vezes, melhor para ele – na equipa.

Disse que Banjaqui não está disponível. Bah, no jogo contra o Santa Clara, foi alvo de uma outra entrada assim mais intensa. Imagino que possa não estar no melhor estado. E disse que Kamiński está de volta aos convocados. Vai ser ele o lateral-direito?

Têm de esperar por amanhã [quinta-feira] para perceberem quem será o lateral. Temos uma opção direta, que é o Bah. Está disponível, está nos convocados e poderá começar o jogo amanhã [quinta-feira], ou iremos por outro caminho também. O Kamiński, possivelmente, ainda será muito cedo para ele começar já a jogar a titular. Estará nos convocados. Se assim o entendermos, será uma opção durante o jogo. Para começar de início, será muito cedo. Iremos tomar a decisão que for a melhor, dentro do que é a opção do Bah ou outra opção que podemos fazer, ou não, de adaptar um jogador à posição.

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