01h10 CEST
07/08/2026
Em relação à receção ao St. Gallen, na 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, Marco Silva promoveu 3 alterações no onze inicial das águias: Samuel Soares, Tomás Araújo e Prestianni renderam Trubin, António Silva (entretanto transferido para o Bournemouth) e Kamiński, respetivamente. Assim, o Benfica alinhou com Samuel Soares, Bah, Tomás Araújo, Lenglet, Dahl, Barrenechea, Barreiro, Sudakov, Rafa, Prestianni e Pavlidis.
O Benfica assumiu desde cedo o controlo da partida, entrou pressionante e criou a primeira grande oportunidade logo aos 2'. Após uma recuperação alta de Sudakov, Prestianni recebeu à entrada da área, descaído sobre a esquerda, e obrigou Reus a uma defesa apertada. No minuto seguinte, o Benfica inaugurou o marcador. Bah progrediu pela direita, Barreiro assistiu junto à linha de fundo, com um passe atrasado, e Rafa surgiu na zona central para finalizar de primeira e fazer o 1-0 (3').
Numa Catedral ao rubro – 60 776 espectadores marcaram presença –, a equipa encarnada manteve a iniciativa e o pé no acelerador, voltando a ameaçar aos 5'. Na sequência de um corte incompleto da defesa escocesa, Barreiro apareceu na área contrária, à direita, e rematou cruzado. Reus voltou a impedir o golo.
Aos 11', Prestianni criou mais uma situação de alerta, ao receber um excelente passe longo de Tomás Araújo e rematar para mais uma intervenção apertada do guarda-redes do Hearts.
O Benfica forçava e voltou a criar uma ocasião clara aos 22': Lenglet surgiu em zona adiantada e colocou a bola na área, onde Barreiro cabeceou para nova defesa exigente do keeper dos britânicos, que cedeu canto. Na sequência desse lance, aos 23', Sudakov cobrou a bola parada e Tomás Araújo saltou mais alto do que os adversários para cabecear para o fundo das redes e ampliar a vantagem: 2-0!
Confiantes, as águias insistiam na carga sobre o Hearts e, aos 26', Prestianni cruzou de trivela para o segundo poste, onde Barreiro, em esforço, atirou à malha lateral.
Aos 30', Tomás Araújo surgiu, de novo, em destaque na área contrária, mas o cabeceamento, após novo cruzamento de Sudakov num pontapé de canto, saiu ao lado. À meia hora de jogo, as estatísticas refletiam a superioridade do Glorioso, com 9 remates contra 1 do Hearts, 6 enquadrados e 70 por cento de posse de bola.
O Hearts criou o seu lance mais perigoso da 1.ª parte aos 34', quando, na sequência de um livre, Spittal cruzou para o segundo poste, aparecendo Mendy a cabecear à barra, antes de Pavlidis afastar o perigo da área benfiquista.
Aos 41', Prestianni caiu tocado por Mendy no interior da área escocesa e o castigo máximo foi prontamente assinalado. Na conversão da grande penalidade, Pavlidis rematou para o centro da baliza, fixando o 3-0 (42').
Já em tempo de compensação, o Benfica colocou a bola no fundo das redes mais uma vez. Após defesa incompleta de Reus, Barreiro assistiu Pavlidis, que desviou para golo. No entanto, o lance foi anulado por fora de jogo do avançado grego, mantendo-se o 3-0 ao intervalo.
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HOMENAGEM AOS CAMPEÕES, E MAIS TRÊS GOLOS CELEBRADOS
Durante o descanso, houve lugar a uma homenagem às equipas masculina e feminina de futsal do Benfica pelos títulos nacionais conquistados na temporada 2025/26. Os campeões receberam uma longa ovação dos milhares de adeptos presentes no Estádio da Luz.
No reatamento, o Hearts trouxe duas alterações, promovendo as entradas de McCart e de Renaud para os lugares de Milne e Mendy, enquanto o Benfica, sem alterações, manteve-se por cima e no controlo das operações.
Aos 54', Dahl isolou Pavlidis, que contornou Reus antes de ver McCart cortar sobre a linha de golo. O lance acabaria, no entanto, invalidado por fora de jogo, apesar de as repetições indicarem que a posição do avançado benfiquista era legal.
Depois de nova tentativa de Barreiro, travada pela defesa escocesa, o 4.º golo apareceu aos 59'. Prestianni recuperou a bola em zona adiantada, beneficiando da pressão alta dos comandados de Marco Silva, e, à entrada da área, colocou a bola junto ao poste com um remate em arco de pé direito, ampliando a vantagem (4-0).
O Hearts procurou responder em transição e, aos 63', Barrenechea protagonizou um corte decisivo sobre Kabore, impedindo que o avançado visitante surgisse isolado perante Samuel Soares.
À passagem do minuto 65, Marco Silva refrescou a equipa, lançando Jhon Durán, Richard Ríos e Schjelderup para os lugares de Pavlidis, Barrenechea e Sudakov. Dois minutos depois, Durán ficou perto de marcar, mas Reus evitou o golo.
De forma algo fortuita, a equipa escocesa reduziu: após uma boa combinação ofensiva, Guendouz assistiu Renaud, que, na grande área, descaído na direita, rematou cruzado para o 4-1 (72').
O Benfica não perdeu o controlo da partida e aumentou, em dose dupla, a diferença nos minutos finais. Aos 86', Schjelderup conduziu um rápido contra-ataque pela esquerda, tabelou com Jhon Durán e devolveu a bola ao avançado colombiano, que finalizou de primeira para o 5-1.
Já em período de compensação, Rafa acertou no poste após um passe de Schjelderup, mas, pouco depois, o árbitro assinalou nova grande penalidade. Após revisão das imagens, McEntee foi punido por usar a mão dentro da sua grande área. Schjelderup assumiu a cobrança da falta e estabeleceu o resultado final em 6-1, aos 90'+4'.
A exibição das águias, assim como os contornos da goleada, ficaram bem patentes nos números estatísticos finais, que confirmaram a superioridade benfiquista: 19 remates contra 7 do Hearts, 11 enquadrados e 67 por cento de posse de bola.
Será, assim, com uma vantagem de cinco golos e muito mais próximo do play-off de acesso à Liga Europa, que o Benfica segue para a 2.ª mão da eliminatória, a disputar-se em Edimburgo no dia 13 de agosto (quinta-feira), às 19h45.
Antes, os encarnados estreiam-se na Liga Betclic, com a receção ao Académico de Viseu, no domingo, 9 de agosto, às 20h30, no Estádio da Luz.