🎥⚽ Benfica-Vitória SC | Pós-jogo

01h30 CEST

12/10/2026

PÓS-JOGO

Marco Silva destacou a entrada positiva da equipa, a solidez defensiva e a importância dos três pontos no triunfo (2-0) do Benfica frente ao Vitória SC, neste domingo, 11 de outubro, no Estádio da Luz, em encontro da 8.ª jornada da Liga Betclic. O treinador das águias valorizou ainda o contributo dos jogadores lançados durante a partida e o apoio dos mais de 60 mil Benfiquistas presentes nas bancadas.

Na flash interview à BTV, antes da conferência de imprensa, o técnico analisou a forma como os encarnados contrariaram as marcações individuais do adversário, salientando as movimentações de Schjelderup e Prestianni e o controlo exercido durante a primeira meia hora. Reconheceu, contudo, que a equipa perdeu alguma paciência na circulação de bola e não conseguiu manter a mesma qualidade na gestão da posse durante todo o encontro.

"O Vitória SC veio marcar individualmente praticamente pelo campo todo o nosso jogador da posição 10. O Prestianni foi praticamente marcado pelo campo todo pelo primeiro médio do Vitória SC e, mesmo assim, conseguimos criar as dinâmicas suficientes entre os dois e, algumas vezes, com o Dahl também, criar o terceiro homem naquele corredor. Primeira meia hora muito boa da nossa equipa, esta é que é a realidade. Bom futebol, boa dinâmica, energia na nossa equipa, imensos pontos de reação quando perdíamos e com o jogo todo controlado. E, acima de tudo, com controlo com bola também. Nós jogámos em campo ofensivo nos primeiros 30 minutos e conseguimos ser pacientes. Depois, sem nenhuma razão aparente, porque o Vitória SC não alterou absolutamente nada daquilo que foi o posicionamento e a pressão que fazia, foi-nos faltando, em alguns momentos, ter paciência com bola nos últimos 15 minutos da primeira parte. E faltou-nos também, na segunda parte, sermos capazes de controlar estes momentos", analisou.

No regresso à competição após a pausa internacional, o desgaste de alguns jogadores condicionou a gestão da equipa. Marco Silva explicou que procurou introduzir maior frescura e serenidade no meio-campo, recorrendo a Fredrik Aursnes e Claudio Echeverri. O desconforto físico de Bah, porém, obrigou a reajustar a disposição dos jogadores, com Sudakov a entrar para o setor intermédio e a contribuir para a vitória com um golo.

"Acima de tudo, na primeira [alteração], claramente refrescar. Eu senti que alguns jogadores se sentiram um pouco mais cansados do que o normal, principalmente os jogadores que acabaram por não ter muitos minutos nas seleções. Os outros, que foram jogando, naturalmente foram tendo essa capacidade. Mas altera-se... Durante 15 dias alteram-se muito as rotinas, e nós esperávamos um pouco que isso pudesse acontecer. A realidade é que nós conseguimos entrar bem no jogo e depois fomos sentindo isso. Em relação às alterações, o Leandro [Barreiro] já tinha cartão amarelo, era importante refrescar ali. E nós sabemos que o Fredrik [Aursnes] é um jogador mais cerebral, que nos dá um pouco mais de equilíbrio com bola e, mais, acima de tudo, mais calma com bola. E nós precisávamos de ter calma com bola, ficar com bola em meio-campo ofensivo e ter controlo do jogo. E depois a questão do Claudio [Echeverri], para nos dar basicamente aquilo que o Prestianni também nos estava a dar, mas depois colocar o Prestianni mais aberto no corredor e haver aquela ligação com o Claudio por dentro. Os dois jogadores acabaram por ter um bom impacto, mas rapidamente tivemos de alterar essa ideia com o desconforto que o Bah estava a sentir. O Bah fez um esforço muito grande para estar hoje aqui connosco e poder jogar. Fez um esforço enorme e, naturalmente, ressentiu-se um pouco durante a segunda parte. Tivemos de alterar aquela que era a nossa dinâmica. O Fredrik [Aursnes] teve de ir para o corredor direito e o Sudakov entrou para segundo médio no nosso triângulo do meio-campo. E acabou por entrar bem e dar o contributo com o golo. Algo que ele andava a procurar há algum tempo e é importante para ele", explicou.

A importância do golo para a confiança de Sudakov foi igualmente realçada pelo treinador, que destacou a necessidade de os jogadores mais ofensivos concretizarem as oportunidades criadas. No balanço da partida, Marco Silva reconheceu que o Benfica não teve na segunda parte o controlo com bola que pretende, mas valorizou a consistência defensiva, a baliza inviolada e os três pontos conquistados, no reencontro com os adeptos no Estádio da Luz.

"Acho que uma confiança extra irá dar. Todos os jogadores precisam de golos. E, naturalmente, o Sudakov e todos aqueles jogadores que jogam na nossa linha mais ofensiva precisam disso. E o Sudakov andava à procura, tem tido algumas boas oportunidades. Desta vez conseguiu concretizar num momento importante do jogo. Parabéns para ele, parabéns para a equipa. Três pontos importantes. Voltar a jogar em casa após, não muitos jogos, mas após muitas semanas sem estar aqui com os nossos adeptos. Agradecemo-lhes. Mais de 60 mil adeptos novamente na Luz com a equipa! Em muitos momentos, principalmente na segunda parte, não conseguimos controlar tão bem com bola como normalmente gostamos de o fazer. Mas a realidade é que praticamente não demos uma oportunidade de golo ao adversário. Há um cruzamento, sim, na segunda parte, já na fase terminal, em que a bola acaba por bater no poste. De resto, o Vitória SC não tem uma única oportunidade de golo. Mesmo nós não conseguindo controlar tão bem o jogo com bola como normalmente o fazemos e queremos, não demos praticamente uma oportunidade de golo ao Vitória SC. Importante ganharmos, muito importante ganharmos sem sofrer golos e mais três pontos para nós", rematou.

MARCO SILVA | Conferência de imprensa
Vitória justa e primeira meia hora de grande nível
"Uma vitória justíssima, uma vitória da única equipa que criou realmente oportunidades para ganhar e da equipa que fez mais para ganhar também, como nos competia, como era a nossa obrigação. Voltando a jogar após longo tempo na Luz novamente, começar por agradecer também aos nossos adeptos, mais uma vez mais de 60 mil na Luz, com apoio constante à equipa. Em relação à vitória, uma entrada muito forte. Os primeiros 30 minutos foram de grande qualidade. Muita dinâmica, muitas e boas oportunidades para praticamente resolver o jogo naqueles primeiros 30 minutos. Essa é a realidade. Oportunidades flagrantes, algumas só com o guarda-redes pela frente – fomos capazes de criar. Esperávamos algo do Vitória SC: ou fazer uma linha de cinco ou baixar um dos médios, e foi o que fizeram, praticamente a marcar o Prestianni pelo campo todo. Mesmo dessa forma, nós, na primeira meia hora, fomos capazes sempre de criar muito boas dinâmicas, quer na esquerda, quer na direita. Encontrámos o Pavlidis muitas vezes para fazer a bola chegar ao João [Palhinha] e, depois, dali conseguirmos ligar. E, por isso mesmo, fomos melhores, criámos oportunidades. Praticamente não permitimos nada ao nosso adversário, ou mesmo aproximações. Lembro-me de um desvio ao primeiro poste do ponta de lança, mas a bola nem sequer chegou a ser enquadrada na baliza. Nos últimos 15 minutos já começámos a perder naquilo em que tínhamos sido capazes de controlar o jogo sempre: levar a bola para o nosso último terço, para o meio-campo ofensivo, não tomar decisões erradas e não perder bolas fáceis. Não estou a dizer que perdemos o controlo do jogo, mas perdemos aquilo que tinha sido a nossa grande arma, de ter a bola sempre no meio-campo ofensivo. Porque começámos a tomar decisões que não eram as melhores em muitos momentos e, por isso mesmo, perdemos algum controlo. Não fomos tão acutilantes como tínhamos sido naquela meia hora. Acontece. Nós, marcando um ou dois golos naquele momento, praticamente tiramos o acreditar ao nosso adversário, como deveríamos ter feito. Não o fizemos. Com 1-0 há sempre o acreditar. E a 2.ª parte foi diferente. Não havia razão para perdermos tantas bolas. O Vitória SC não alterou absolutamente nada na sua pressão. Tínhamos sempre um dos médios como jogador livre e era o que tínhamos de fazer, ir encontrar sempre aquele jogador livre. Tínhamos sempre três contra dois jogadores no corredor central e era o que tínhamos feito. Fizemos bem na 1.ª parte, deixámos de o fazer muitas vezes na segunda. E, por isso mesmo, começámos a alterar com a entrada do Fredrik [Aursnes] e do Claudio [Echeverri], para nos dar um pouco mais de qualidade com bola. Nós sabemos que o Leandro [Barreiro] nos dá isso também, mas é um jogador depois mais de chegada, de uma segunda linha à área, onde é muito forte. Queríamos ficar um pouco mais posicionais com o Fredrik e com o Claudio. Acabaram por ter um bom impacto, mas depois, com o desconforto do Bah, tivemos de alterar novamente aquilo que tinha sido o meu pensamento para aquele momento e tivemos de mudar, acabar o jogo com o João [Palhinha], com o Sudakov e com o Claudio num triângulo do meio-campo. O Sudakov acabou por ter um impacto com o golo que fez, importante para ele, importante para a equipa, mas muito importante para ele. Basicamente, a 2.ª parte não foi ao nível do que nós podemos fazer e devemos, porque temos qualidade para fazer: controlar o jogo com bola, não permitirmos tanta posse ao nosso adversário. Mas a realidade é que o Vitória SC tem uma oportunidade, se podemos considerar, num cruzamento do corredor lateral, que é um cruzamento e a bola acaba por bater no poste. De resto, não tem um único remate enquadrado. Importante ganharmos neste regresso do Campeonato, na Luz, sem sofrer golos, ainda mais importante, e praticamente sem conceder uma única oportunidade ao adversário. E, repito, com meia hora na 1.ª parte, no começo do jogo, de grande nível. Depois, podemos e devemos fazer melhor."

Identidade, exigência e ligação aos adeptos
"Eu, como profissional de futebol e como treinador... Convenci hoje porque ganhei. Amanhã tenho de convencer outra vez, ou na quinta-feira tenho de convencer outra vez. Esse é o meu trabalho. É a forma como encaro o meu dia a dia. No futebol, tudo é muito volátil. Eu não penso muito nessas questões. É óbvio que é importante, não vou esconder aqui que não é importante. Foi um dos meus primeiros objetivos quando cheguei: ter a capacidade de os nossos adeptos reconhecerem aquilo que é o nosso desejo, a nossa capacidade de querer sempre mais, a nossa capacidade de fazer jus à camisola que vestimos. Isso é algo que é inegociável. Não há outra forma. Podemos jogar melhor ou pior, mas há coisas que são inegociáveis. Quem está do outro lado reconhece. Quem vê o Benfica e quem ama realmente o Clube reconhece quando os jogadores dão tudo. A isso não há que apontar absolutamente nada. Tem sido uma equipa sempre com uma determinação muito grande, com uma atitude muito grande e, felizmente para nós e para mim, que esse é o meu trabalho também, com uma identidade clara e com boas exibições. Porque também é importante para nós. Não é só o ganhar. Algo que é fundamental no futebol, na minha opinião, é ter uma identidade clara. Esse foi o meu objetivo desde que cheguei. Em relação ao convencer ou não, eu sei perfeitamente que o meu trabalho exige, a cada dia, convencer os meus jogadores daquilo que é o melhor para nós enquanto equipa e, depois, no jogo seguinte, convencer os nossos adeptos também e tentarmos ser melhores que os nossos adversários. Não é algo que me faça pensar muito, sinceramente, porque eu sei que, se conseguir dar o meu melhor, darei sempre, e se conseguir convencer os jogadores daquilo que é o que nós queremos para a equipa, eu acredito sinceramente que os adeptos vão estar satisfeitos connosco."

Gestão do onze e importância do golo de Sudakov
"[Aursnes fora do onze inicial?] Uma decisão nossa. Não houve aqui nenhum aspeto. O Fredrik, contando com o jogo com o Milan, e depois o jogo do fim de semana, que nós jogámos também antes da paragem das seleções, acaba por jogar 6 jogos em cerca de 20 dias. Chegou da seleção, treinou bem, um momento ou outro em que se sentiu um pouco mais cansado, e foi uma decisão não só técnica, porque houve algumas questões que tivemos de avaliar. A situação de não termos também um lateral-direito no banco, algumas situações também com o Bah, não termos um central que possamos adaptar à direita. Muitas situações estiveram envolvidas na decisão que tomámos, e ainda bem que tomámos, porque acabámos por precisar dele, não só para o meio-campo, mas também para acabar o jogo no corredor direito. Foi uma decisão dentro daquilo que era a estratégia para o jogo, e do que foram os últimos dias de plano para o jogo em termos de treino, simplesmente isso. Felizmente para nós, ele acabou por jogar bastante no último mês e está mais do que preparado para dar aquilo de que nós precisamos dele. Golo do Sudakov? Muito importante. Vocês têm-me vindo a perguntar, muitas vezes quando ele jogava, sobre a questão das assistências e dos golos. Hoje jogou muito menos tempo e acabou por fazer um golo. O futebol tem destas coisas. Um golo muito importante para a equipa, porque acabou por praticamente cimentar aquilo que era a nossa superioridade durante o jogo. Com o 2-0, praticamente acabar com o jogo naquele momento. E depois, para ele, é muito importante. Andava à procura deste momento já há algum tempo. Teve algumas oportunidades para o fazer, conseguiu fazê-lo hoje. Acaba por ser, não um alívio, mas um momento importante para ele, e esperamos que mais possam vir, porque, para um jogador que joga naquela posição, é muito importante poder ser decisivo."

Opções para quinta-feira e evolução de Echeverri
"Neste momento, a decisão que tomámos já, e rapidamente, foi a de alguns jogadores poderem ter alguns minutos amanhã [segunda-feira], na equipa B. Os jogadores que estão na idade de poder jogar, para lhes dar minutos também. A partir dali, iremos começar a preparar o jogo de quinta-feira [frente ao Celtic, na 2.ª jornada da fase de liga da Liga Europa]. Como vocês sabem, depois também não temos jogo no fim de semana, portanto, será uma semana de quinta a quinta. Depois será uma semana limpa para nós, para prepararmos o jogo seguinte. Iremos ver. Analisar os jogadores, analisar o jogo também, analisar o nosso adversário e depois iremos tomar decisões. Em relação à questão do Claudio [Echeverri], foram importantes para ele os momentos que teve connosco. Mesmo com cinco, seis jogadores e um ou outro jogador mais condicionado, acabámos por ter a capacidade, com alguns jovens da equipa B, de lhes dar aquilo que nós queríamos em termos de treino. E depois, com o jogo que fizemos durante a paragem, à porta fechada, foi importante para ele. Entrou bem no jogo, deu dinâmica à equipa. Sentiu-se depois, porque, quando entrou, teve ali três ou quatro momentos de intensidade, de velocidade. E muitas vezes, quando entram no jogo, se tiverem três ou quatro momentos, por vezes os jogadores sentem mais. Senti-o um pouco mais fatigado após três ações muito intensas que ele teve. É normal, para quem vem do banco, aquele impacto. Mas acabou por ser importante no golo que fizemos [2-0], na assistência. Teve uma grande oportunidade, num excelente movimento, em que ele é muito forte, naquele tipo de movimentos, numa grande bola do Tomás [Araújo]. E é isso que nós pretendemos dele: naquele espaço, ele acaba por ser forte, tem capacidade técnica e, com mais jogo e com mais tempo connosco, vai melhorar."

Emoção no banco
"Vocês vão ver-me a protestar quando são faltas nos jogadores do Benfica. Se forem faltas nos jogadores do Vitória SC, não vou protestar. Vou ser honesto convosco, isso não vai acontecer, de certeza [sorrisos]. Há dois, três momentos em que existiram faltas que teriam de dar amarelo. Isso parece-me óbvio. Se eu protestei mais ou menos, não me lembro, sinceramente. Vocês sabem, já reconheci isso: no banco, tento jogar o jogo com os meus jogadores e sou emocional naquele momento. Tento controlar-me, por vezes não consigo, e sou o primeiro a penitenciar-me por isso. Não vou estar aqui a fazer um papel que não é o meu. Por vezes sou um bocado, em bom português, mais chato do que deveria, mas eu reconheço isso. Por vezes tento controlar-me, mas não é fácil quando vemos algumas coisas que não nos agradam assim tanto. Podem ter alguma influência naquilo que são as minhas reações. Mas, neste momento, já estou mais calmo e reconheço isso também. Em relação àquilo de que falou: de mãos, de outras coisas mais... Se falou, é porque algo se passou. Em relação aos amarelos que me está a perguntar, é porque também algo se passou e vocês também tiveram mais oportunidades do que eu de ver todas as imagens. Simplesmente isso."

Conversa com Prestianni no final do encontro
"Felizmente, está tudo bem com ele. Mais um grande jogo da parte dele. Foi uma conversa normal. Estávamos até a comentar, principalmente, os nossos últimos 15, 20 minutos, em que tínhamos de ficar mais com bola. Teve muito mais que ver com questões táticas do jogo do que, propriamente, com outras questões. Mas também falei com o Jhon Durán antes, falei com o Sudakov depois. Aproveitamos aquele momento, já que damos ali quase uma volta olímpica. É importante passar algumas mensagens aos jogadores que estou a sentir naquele momento, ao concluir um jogo. E a conversa com o Prestianni acabou por ser mais longa porque ele gosta de ficar para o fim, gosta de conversar comigo. Simplesmente isso."

Impacto da paragem para as seleções
"A paragem foi benéfica só pela questão do Souffian [El Karouani], do Claudio [Echeverri]. Infelizmente, durante a paragem, não conseguimos dar também o jogo ao Durán, porque sentiu um desconforto. Foi benéfico para esses jogadores, para o próprio Manu também, para alguns jogadores que ficaram connosco. Foi a única questão benéfica. Porque, para nós, não foi bom. E disse ontem [sábado], na antevisão: depois do resultado negativo que tínhamos tido, o pior que nos podia ter acontecido era ter uma paragem. Porque resultados negativos, para nós, têm um peso muito grande e têm de ter. E temos de sentir, porque não pode ser uma normalidade. Imaginem ficar quase três semanas sem ter a hipótese de jogar novamente, com o apoio dos nossos adeptos, e conquistar mais três pontos. Portanto, teve um peso. E a equipa não melhorou. Quando nós temos 14 ou 15 jogadores fora e não temos a oportunidade de treinar com eles, sinceramente, é impossível a equipa melhorar. E eu hoje senti alguns jogadores com um cansaço diferente do que têm sentido em alguns jogos nossos. Para os jogadores que vão à seleção e acabam por jogar, não se sente tanto. Para quem vai e não tem praticamente minutos, ou joga muito menos, estamos a falar de duas semanas em que as rotinas são completamente diferentes. Mas é o que é, é o calendário e nós sabemos que é assim mesmo. É importante, nestes momentos após seleção, conseguir vitórias. De uma forma clara, ainda melhor. Sólidas, sem sofrer golos. Foi isso que conseguimos. Mas, respondendo diretamente, não, a equipa não está melhor do que estava há 15 dias. De certeza que não. Os jogadores que ficaram connosco, esses, sim, tiveram algum tempo, ou mais tempo, para trabalhar connosco e conhecem mais aquilo que é a nossa identidade."

O profissionalismo de Bah
"[Conversa com Bah antes da substituição?] Não teve nada que ver com a lesão. Ele estava-se a sentir com pouca energia, a sentir um bocado de fadiga na coxa. Não interessa o porquê, felizmente está tudo bem, mas o Bah ontem [sábado] teve um dia muito difícil e há que, novamente, expressar o meu sentimento e o nosso sentimento enquanto Clube pelo seu profissionalismo, pela capacidade e resiliência que mostrou para estar aqui connosco hoje e ajudar a equipa. Sabendo que também tínhamos um problema com o Banjaqui, ele disponibilizou-se totalmente para estar com a equipa nesta noite. Sentiu-se com pouca energia, porque não foi um dia, uma noite normal para ele. Simplesmente isso. Algum desconforto na coxa e decidimos fazer a alteração. Ele, antes de sair, acaba por me dizer isso mesmo, que estava a sentir algum desconforto, e nós tomámos a decisão. Não correu nenhum risco, nada que ver com a antiga lesão que ele teve. Felizmente, nesse aspeto, esteve tudo bem."

Tomás Araújo e Circati: opções na construção
"O Circati, na sua carreira, jogou muito mais que o Tomás [Araújo] à esquerda. O Tomás não tem grande passado a jogar à esquerda. Nas camadas jovens, a nível da Seleção também, jogou sempre muito mais à direita. E nós sabemos que o Circati, quer numa linha de três, quer muitas vezes numa linha de quatro, até acaba por jogar muitos jogos à esquerda. E, colocando os dois, tem mais jogos à esquerda do que o Tomás. A saída de bola, para nós, é fundamental na forma como queremos jogar e o Tomás tem uma grande capacidade nesse momento. É um jogador que é capaz de carregar a bola, conduzir a bola e fixar o adversário também com uma grande facilidade. E nós queríamos ter isso no nosso lado esquerdo, sempre. Muitas vezes construímos o nosso jogo a três, fixando mais o Dahl e libertando o Bah. E nós queríamos o Tomás no meio para nos conseguir dar isso mesmo, dar um jogo interior. Nós sabíamos que teríamos de ligar muitas vezes no Pavlidis para ir ao João [Palhinha] e era importante ter o Tomás numa zona mais interior e não tanto no corredor direito, porque ele acaba por ter uma grande capacidade nesse momento. O Circati é um jogador que, nesse momento, faz as coisas muito mais simples e tê-lo no corredor direito, para nós, era mais confortável. Foi essa a razão, porque, em termos defensivos, não há grande diferença. São os dois rápidos, têm capacidade de ir buscar o corredor, se assim tivermos de fazer. Foi muito mais por questões com bola e por aquilo que queríamos no nosso corredor esquerdo."
Pode interessar
eyJpZCI6IkJFTi1jNGFkZjJjZjRhM2EzOTIxMDkzMWE5MDY2MTMxNTc3OSIsImNvbl9pZCI6IkJFTi1jNGFkZjJjZjRhM2EzOTIxMDkzMWE5MDY2MTMxNTc3OSIsImFjX2lkIjoiNDAxNzA1OSIsImZyZWVfY29udGVudCI6IiIsInBhZ19tYWluX2ZyZWUiOiIwIiwiYXBpX3Byb3ZfaWQiOiJCRU5GSUNBIiwicHJvdl9pZCI6IkJFTkZJQ0EiLCJ0eXBlIjoibmV3cyIsInRpdGxlIjoiXHVkODNjXHVkZmE1XHUyNmJkIEJlbmZpY2EtVml0XHUwMGYzcmlhIFNDIHwgUFx1MDBmM3Mtam9nbyIsInBhZ19pZCI6IjI4MzE5IiwicGFnX2Jsb2NrZWRfY29udGVudCI6IjAifQ==

[X]

Utilizamos os nossos próprios cookies e de terceiros para melhorar a usabilidade, personalizar o conteúdo e analisar estatisticamente a sua navegação. Pode alterar as definições ou consultar a política de cookies.
A sua configuração de cookies
Aceitar cookies
Recusar cookies
Guardar configuração