18h00 CEST
16/08/2026
| ANTEVISÃO | ||
Determinado a trazer os três pontos de Rio Maior, o treinador falou de um encontro com "dinâmicas diferentes" dos últimos três entre as turmas lisboetas, nos quais o Benfica cedeu uma derrota e dois empates.
Reforçando o lamento pelos "erros muito penalizadores" que conduziram ao empate da 1.ª jornada ante o Académico de Viseu (2-2), Marco Silva considerou, porém, que o Benfica apresentou "muitos pontos positivos", salientando que, agora, terá de os materializar numa vitória.
O técnico também abordou a "competitividade do plantel" na resposta a questões sobre Kamiński e Lukebakio, confirmando que Aursnes e Dedic, este último em negociações avançadas para a saída, não estarão envolvidos na partida da 2.ª jornada da Liga Betclic.
O Benfica não venceu os últimos três jogos frente ao Casa Pia. Na sua opinião, considera que este jogo é de alerta máximo?
Percebo a questão. Quando se acumulam alguns resultados de uma forma consecutiva com alguns adversários, chama mais a atenção. Todos os jogos terão de ser de atenção obrigatória e vistos, como eu tenho vindo a falar, quase como finais, porque pontos perdidos nunca é bom para nós. É muito importante não os perdermos, portanto todos os jogos têm uma obrigatoriedade de nós os encararmos dessa mesma forma – podemos chamar quase como finais, porque todos os jogos são finais, mas não querendo dar um peso de ser uma final. Não os podemos encarar de outra forma. Temos de ser sérios na abordagem e depois porque há aquela questão de os últimos três resultados contra o adversário não terem corrido da forma como o Benfica pretendia, o que pode criar aquele alerta de que falou, porque se tem falado mais sobre isso. É mais por aí, porque nós temos de encarar todos os jogos da mesma forma, independentemente dos resultados nas últimas épocas contra o adversário que vamos jogar, sejam eles positivos ou não. O passado recente não vai entrar no jogo, mas pode criar alerta, como disse, e nós temos é de encará-los a todos da mesma forma.
Disse, no final do jogo com o Hearts, que o quarteto defensivo que utilizou dificilmente se iria repetir durante a época. Fala-se muito do negócio de Amar Dedic. Pergunto-lhe se pode confirmar esse negócio. E, caso Dedic saia, fica satisfeito com as opções Bah e Banjaqui, sendo que Aursnes também tem sido muito utilizado como lateral-direito?
Vamos por partes. Em relação à questão do Dedic, não sendo nada oficial ainda, neste momento posso dizer-lhes – porque é a realidade – que vai estar fora do jogo. Ao contrário do que aconteceu [no último jogo], não havia razões para que isso acontecesse e daí eu vos ter dito que, enquanto não tivesse nenhum feedback da estrutura do Sport Lisboa e Benfica, para mim, todos os jogadores contavam a 100% para os jogos. Basta estarem envolvidos naquilo que é a preparação para os jogos. E daí eu não ter tido absolutamente dúvida nenhuma de que o Dedic deveria começar ou iria estar envolvido no jogo. Depois, se começa ou não, já é uma decisão técnica da minha parte, e essa foi a decisão. E, quando eu falei convosco, quer no pré-jogo, quer no pós-jogo, foi nesse sentido. Neste momento, posso dizer-lhes que estará fora daquilo que é a convocatória e não tem estado envolvido na preparação pós-jogo, independentemente de ter sido muito curta desde a nossa última viagem à Escócia. Tenho o feedback, neste caso o feedback da Direção, de que está numa fase já bastante avançada. E dizer aqui claramente: é óbvio que era um jogador que, não eu, treinador, mas nós, Benfica, não queríamos perder. A questão da proposta e a questão financeira, a estrutura do Benfica sabe melhor o que fazer nesse aspeto do que eu. Não é esse o meu papel. Mas, naturalmente – e não querendo já estar aqui a dizer que sou eu, mas sim, nós, Benfica – era um jogador, até pela boa época que fez o ano passado e com alguma juventude também, que não queríamos perder. Mas faz parte. O mercado está aberto. Como nós queremos contratar jogadores, em muitos momentos também perdemos jogadores que nós não queríamos, mas isso faz parte. Respondendo diretamente à questão, não estará presente [no jogo com o Casa Pia]. Neste momento, temos duas opções para o corredor direito, como falou: temos o Alex [Bah] e o Banjaqui. Se iremos ou não [ao mercado], isso já depende depois de nós, daquilo que forem as decisões que iremos tomar. Como falou, temos alguns jogadores que também podem fazer a posição, independentemente de não serem dessa mesma posição. E, não querendo estar aqui a retirar alguns jogadores de posições onde eles são muito importantes, falou de um jogador que, para nós, tem sido fundamental e eu espero que seja ainda mais fundamental, que é o Fredrik [Aursnes]. E não querendo estar aqui a desviá-lo para posições em que nós achamos que ele não será tão influente, apesar de ele praticamente fazer todas, e bem, essa é que é a realidade. Mas sim, [Dedic] estará fora. Resumindo, estará fora e é um processo que está em curso, possivelmente mais perto de acontecer do que de não acontecer. Portanto, esperar pelo feedback e pelas notícias aqui do Sport Lisboa e Benfica. Em relação ao jogo, não estará envolvido no jogo.
"É mais por aí, porque nós temos de encarar todos os jogos da mesma forma, independentemente dos resultados nas últimas épocas contra o adversário que vamos jogar, sejam eles positivos ou não"
Marco Silva
Voltando à importância de vencer este jogo frente ao Casa Pia, eu recordo que, nesta jornada, o FC Porto e o Sporting já venceram os seus desafios. Isso torna ainda mais importante vencer este jogo? Lembrando que o jogo da próxima jornada do Benfica [contra o Moreirense] foi adiado e, caso o Benfica não vença esse jogo e os adversários vençam, pode-se criar uma diferença de pontos psicologicamente importante, embora exista a possibilidade de recuperar essa diferença mais tarde.
Percebo claramente a questão e faz sentido olhar dessa forma para aquilo que é a classificação. Nós não podemos e não controlamos aquilo que se passa nos outros campos e nos nossos adversários. Depois de termos empatado o primeiro jogo do Campeonato, este jogo tem uma importância muito grande para nós por isso mesmo: nós temos de reagir. Sabemos da forma como aconteceu o resultado, aquilo que nós fizemos de muito positivo também, com algumas questões negativas que tiveram um peso tremendo e, na minha opinião, injusto no resultado, mas nós não vivemos, como eu disse também, de vitórias morais. Não basta só jogar bem, ter um caudal ofensivo e oportunidades que nos dão a possibilidade de ganhar o jogo. Temos de ser fortes em muitos desses momentos e não só num ou dois momentos. Temos de o ser em tudo, numa forma global, como equipa. Duas questões diferentes: em relação a termos adiado o jogo, foi uma decisão que nós tomámos de forma consciente. Nós sabemos que, sendo Benfica e olhando para a classificação, termos jogos em atraso em alguns momentos não é muito agradável se houver um atraso [pontual]. Isso faz parte, e nós sabemos perfeitamente disso, mas temos de ser fortes o suficiente, enquanto Clube, para percebermos que esses adiamentos podem ter aqui um impacto na classificação, o que pode ser momentâneo, se nós fizermos o nosso trabalho depois, quando chegar a altura de jogarmos esse mesmo jogo. Portanto, isso é uma questão diferente. Em relação à questão de os nossos adversários já terem jogado: é bom que nos habituemos a isso. Porque, estando envolvidos – e nós queremos estar envolvidos na Liga Europa, como temos estado em qualificações, mas na fase de liga e posteriormente a isso. Por isso é que temos de fazer bem o nosso trabalho durante a próxima semana, depois do jogo com o Casa Pia, sabendo nós que estamos a jogar muitas vezes à quinta-feira. Isso vai ser uma constante do nosso jogar e nós não podemos estar condicionados a esse aspeto, porque, não querendo dizer sempre, acho que 90% dos jogos desta época nós vamos jogar depois dos nossos principais rivais, e isso não nos pode condicionar de maneira nenhuma. O que nos pode condicionar, e nós podemos controlar, são os nossos resultados. Claramente, não escondendo, vimos de um resultado negativo para nós, quando empatámos em casa, depois de estar duas vezes em vantagem. Há que reagir a esse mesmo resultado, retirar as coisas boas que fizemos, que foram em muito bom número, colocá-las no campo, corrigir aquilo que não fizemos tão bem e que nos penalizou bastante durante o jogo. Em relação ao resto, não controlando, não há que gastar energia com isso.
"Temos de ser fortes em muitos desses momentos do jogo e não só num ou dois momentos. Temos de o ser em tudo, numa forma global, como equipa"
Em primeiro lugar, porque falou há pouco do Dedic e depois do Aursnes, queria-lhe perguntar se o Aursnes já está disponível para este jogo, porque fiquei com dúvidas sobre quem se estava a referir na resposta...
Estava a referir-me só ao Dedic. Depois, falei do Fredrik [Aursnes] porque o seu colega me disse que ele podia fazer a posição, além do Bah e do Banjaqui. Se tivermos de o utilizar em várias posições, iremos utilizá-lo. Estamos claramente a pensar nele onde nós sentimos que ele é mais forte, que é claramente no centro do terreno. E não, o Fredrik não estará envolvido no jogo de amanhã [segunda-feira].
No último jogo, Lukebakio clarificou que queria ficar no Benfica. Olhando para o que ele fez no jogo da Escócia, qual é a importância que as características do Lukebakio têm para si, para o Campeonato e para um Benfica que vai jogar maioritariamente contra equipas de um bloco médio/baixo?
Eu acho que não havia da parte pessoal dele muito a clarificar, sinceramente. Ele não teve absolutamente nenhum feedback da nossa parte, nem numa direção nem noutra. Ele é nosso jogador e está sob contrato. Chegou mais tarde por causa do Mundial e tem de fazer um pouco como os outros, que é lutar pelo seu espaço, provar que tem capacidade para ser decisivo e que tem capacidade para ser uma peça importante para nós. É o que ele tem de fazer. Fizeram-lhe a pergunta e ele simplesmente deu a sua opinião e a sua vontade. Acho que aqui não foi clarificar, porque da nossa parte não há nada a clarificar. Todas as decisões que eu possa ter tomado, que vou tomar ou vir a tomar são decisões sobre o que eu acho que é melhor para o Benfica, não é colocar aqui os jogadores numa posição que possam ou não ter de clarificar. Essa é a primeira questão, mas, pronto, ele foi questionado e disse claramente que estava feliz, que gostava de estar aqui e que não tinha nenhuma indicação da nossa parte em sentido contrário. Portanto, é basicamente por aí. Foi o primeiro jogo dele a começar e sentiu-se na 2.ª parte um pouco mais, que independentemente de ter feito o golo – e na altura em que faz o golo já estava a sentir cãibras, mesmo no momento do festejo e quando o estamos a retirar, porque a substituição dele já estava preparada naquele momento – estava com muitas dificuldades físicas e não nos surpreende. Chegou mais tarde e precisa claramente de jogo. O ano passado também não jogou muito, com a lesão que teve. Teve alguns bons e importantes momentos no Mundial, mas não numa forma constante também: se não estou em erro só começou um jogo durante o Mundial. Portanto, é um jogador que precisa claramente de muito treino, de muito jogo para estar bem fisicamente e poder ajudar-nos. É simplesmente isso.
"Eu não vou estar a especificar qual é a posição ou as posições que ainda vamos tentar reforçar, mas, naturalmente, há algumas que temos de reforçar e tentar reforçar para que possamos – e a ideia é sempre essa – sermos mais fortes como equipa"
Com as saídas de Dedic e de António Silva, o Benfica consegue um encaixe, no imediato, de cerca de 55 milhões de euros. Gostava de lhe perguntar para onde é que parece que é prioridade direcionar já este dinheiro, para além da questão do central? O Marco já nos disse que quer uma equipa competente, que seja dominante, mas que, por outro lado, tenha equilíbrio e seja capaz também ao nível da organização e transição defensiva. Pergunto-lhe se acha que também precisa de um perfil diferente para a posição 6, se, quiçá, precisa de um João Palhinha?
Há algumas posições urgentes, não há que escondê-lo. Basta olhar, e vocês fazem o vosso trabalho, e bem, analisam não só o nosso plantel como o plantel dos clubes, e há algumas posições em que possivelmente poderemos ter um maior número de jogadores. Independentemente da valia desses mesmos jogadores, Dedic é um bom exemplo. É um jogador de grande valia, fez uma excelente temporada, é um jogador que eu disse há pouco que nós gostamos muito e não gostaríamos de o perder, mas, se tiver de acontecer, irá acontecer por outro tipo de questões. É óbvio que, perdendo o António [Silva], ainda não substituímos o António. Portanto, é uma posição, como vocês sabem, que será muito importante para nós contratarmos e contratarmos bem. Eu não vou estar a especificar qual é a posição ou as posições que ainda vamos tentar reforçar, mas, naturalmente, há algumas que temos de reforçar e tentar reforçar para que possamos – e a ideia é sempre essa – sermos mais fortes como equipa. Há algumas questões individuais e perfis de posição que, para mim, são muito importantes na forma como nós queremos jogar, na forma como queremos atacar, como queremos defender, como queremos ter comportamentos coletivos como equipa. E o que nós estamos a tentar fazer, neste caso a estrutura do Benfica está a tentar fazer, é colocar esses mesmos jogadores à nossa disposição, dentro do perfil daquilo que eu já indiquei à Direção. Eu não respondi especificamente à questão do João [Palhinha], porque vocês sabem que eu não vou estar a individualizar o jogador A, B ou C, não sendo jogadores do Benfica, como vocês já perceberam. [Jornalista: Mas essa posição 6 é das tais que...] Não vou dizer se é a posição, porque também não... Assim, tinha falado em mais posições e não vou estar a dizer aqui, porque nós temos claramente na nossa cabeça e na nossa ideia aquilo que pretendemos. Não vamos estar aqui a especificar a posição A, B, C ou D.
Marco Silva é visto pelos benfiquistas como um bom comunicador. Existem até opiniões que dizem que Marco Silva parte com vantagem em relação aos principais rivais, neste caso Rui Borges e Francesco Farioli. Pergunto-lhe se concorda com isso, de levar vantagem no aspeto comunicacional, e também se utiliza essa comunicação como um trunfo para defender os interesses do Benfica, nomeadamente quando, por exemplo, na pré-época referiu que algumas coisas tinham de mudar no Clube? Depois, também diz que os jornalistas estão mais bem informados que o próprio Marco. Confirma que João Palhinha está disposto a jogar no Benfica?
Qual é claramente a pergunta? Foram para aí umas dez. [Jornalista: É o aspeto comunicacional...] Já percebi. Não, eu quero é ser um bom treinador para o Benfica e ser um bom treinador para o Benfica é dar o melhor de mim todos os dias para que o Benfica seja mais forte. Esse é o meu objetivo e será sempre a minha prioridade, em todos os aspetos que eu acho que são importantes para um treinador e para quem está sentado nesta cadeira a representar um clube como o Sport Lisboa e Benfica. Esta é a minha prioridade. Quando falo com vocês, tento ser o mais transparente possível até onde posso ir. Como vocês devem calcular, o meu objetivo é defender sempre o Clube e os meus jogadores ao máximo que eu conseguir. Como vocês percebem, muitos destes momentos também falo para quem é muito importante para mim ou para nós enquanto Clube, que são os nossos adeptos e os nossos sócios. Basicamente, é um momento usado para esse mesmo objetivo. Depois, já percebi, e estando há sete semanas no Benfica, que vocês usam da forma como acham e como compreendem. Muitas vezes eu posso não querer dizer uma coisa e vocês sentirem ou levarem para esse lado, que eu estou ou a dar recados, ou a fazer isto, ou a fazer aquilo. Não é esse de todo o objetivo. O objetivo é ser o mais claro convosco e, acima de tudo, com os nossos adeptos. Essa é a grande arma que este espaço me dá, sinceramente. Quando falo convosco e quando analiso os jogos convosco, também tentar que vocês não vejam um jogo diferente daquele que eu vi, ou tentar explicar um jogo diferente daquele que se passou dentro do campo. Esse é o meu objetivo e nada mais. Não vou estar a entrar em comparações com absolutamente ninguém. Dizer claramente que é um espaço que eu tento utilizar para analisar friamente, sem grandes jogos por baixo, aquilo que é a minha opinião a cada pergunta que me fazem, seja de jogo, seja de preparação para o jogo, como neste caso, seja do jogo anterior ou do resultado anterior, como falámos há pouco, ou da posição na tabela também, como falámos há pouco. Esse é o meu grande objetivo quando estou aqui sentado convosco e, como vocês já perceberam, não vou entrar em comparações. Resumindo, quero é ser um bom treinador e, se puder ser de uma forma global para o Benfica, é esse o meu objetivo todos os dias que trabalho nesta casa.
"Um clube grande como somos tem de reagir rapidamente e reagir é no jogo seguinte"
No último jogo falou da questão do Kamiński e de que não olha a números. Quando ele chegou foi titular nos dois primeiros jogos e agora, nos últimos três, teve apenas 14 minutos. Quais estão a ser as principais dificuldades do Kamiński para não estar a ser titular, ao contrário do que aconteceu quando chegou?
Acho que é bem simples de perceber. O primeiro nome chama-se Prestianni e o segundo chama-se Andreas Schjelderup. E depois, olhando para o corredor contrário, se tivermos de começar com o Dodi [Lukebakio] ou com o Kamiński. Neste caso, chama-se a isso competitividade. A partir do momento em que ele chegou foi titular. Nós colocámo-lo a jogar sem ele conhecer muito as nossas ideias, sem se ter apercebido bem da grandeza do Clube. Independentemente de toda a gente no mundo conhecer a grandeza do Clube, quando aqui chegas tens, se puderes, de ter tempo para te adaptares e de perceberes algumas dinâmicas. Ele chegou e passado pouco tempo estava a jogar os jogos no Algarve com muito pouco tempo de preparação, mas aquilo era um momento para o colocarmos. Vocês sabiam como estávamos de soluções para os corredores naquele momento, sem o Prestianni poder começar jogos oficiais e com as ausências do Andreas e do Dodi. E essa foi a razão. E vou dizer isso em relação a outras posições também. Se me perguntar porque é que o [Jhon] Durán não está a jogar, em primeiro lugar é a minha decisão e depois a razão chama-se Pavlidis. E porque é que o Kamiński não está a ter tantos minutos como teve no começo? A resposta é simples. Ele tem de ganhar a posição ao Prestianni, que fez excelentes jogos, ao Andreas, que é um excelente jogador para nós também, e ele, como muito bom jogador, vai ter de ganhar a posição e demonstrar a sua qualidade. É uma resposta básica da minha parte, mas é a realidade e é como eu vejo a equipa e uma competição entre jogadores.
O Benfica não venceu nas últimas duas deslocações a Rio Maior, terreno do Casa Pia. Pergunto-lhe se isso é um dado que teve em conta na preparação para o jogo e se conseguiu identificar o motivo?
Para tentar identificar o motivo, tinha de ver esses jogos todos. Adversários diferentes, com treinadores diferentes. Se eu quisesse puxar um bocadinho o fio atrás, só para o último jogo que foi jogado lá, com um treinador diferente do que está neste momento no Casa Pia, com uma estrutura completamente diferente, poderia dar para entender algumas questões. Mas questões de fundo, daquilo que me pode fazer ou dar algumas garantias de que poderemos ganhar o jogo, não me vai dar muito. Como deve ter calculado, vi o jogo, mas, em termos daquilo que é a dinâmica do nosso adversário, daquilo que vai ser a nossa dinâmica, são questões diferentes. Duas equipas técnicas completamente diferentes da temporada passada. Falou dos resultados, dos últimos resultados lá. Mesmo o primeiro treinador que teve um bom resultado com o Benfica também já não era o do ano passado. Portanto, dinâmicas completamente diferentes. A única questão aqui que é coincidente tem que ver com os dois clubes que se vão defrontar novamente. Os resultados não foram todos positivos para nós, mas nós não temos de pensar nisso. Nós temos de pensar em como é que temos de reagir a um mau resultado. Nós não ganhámos na primeira jornada. Um clube grande como somos tem de reagir rapidamente e reagir é no jogo seguinte. E o jogo seguinte é com o Casa Pia. É uma coincidência que nós não tivemos bons resultados nos últimos três jogos com eles, portanto temos de alterar isso. E é isso que temos de provar dentro do campo.