13h40 CEST
26/08/2026
| JOÃO PALHINHA | ENTREVISTA BTV | ||
Nas primeiras palavras de águia ao peito, em entrevista à BTV, o centrocampista mostrou uma expectativa "muito grande" por defender o Manto Sagrado.
"Não tenho dúvidas nenhumas de que toda a estrutura, todos os adeptos do Benfica querem conquistar algo bonito nesta temporada. Simplesmente venho para ajudar", referiu, satisfeito por reencontrar o técnico Marco Silva.
"É um treinador que me conhece muito bem, sabe o que eu posso acrescentar. Potenciou-me quando estava no Fulham. Foi um prazer gigante trabalhar com ele e voltar a trabalhar neste momento no Benfica. Sinto-me muito feliz", admitiu.
João, o Benfica neste início de época já voa de alguma forma. O que é que o João pretende acrescentar à equipa?
Mantê-lo a voar, simplesmente isso. Tem sido um começo de época bastante bom. A expectativa é muito grande, como todos sabemos, ao representar o Benfica. E neste momento sou mais um a ajudar, a dar tudo pelo Clube. Não tenho dúvidas de que toda a estrutura, toda a massa adepta também anseia pela conquista de títulos. E é manter, acima de tudo, o Benfica a voar ao longo da época, com muitos momentos que vamos passar, como em tudo na vida, difíceis, mas há que manter o barco sempre estável, junto dos adeptos, junto de toda a estrutura, porque não tenho dúvidas nenhumas de que toda a estrutura, todos os adeptos do Benfica querem conquistar algo bonito esta temporada. Simplesmente venho para ajudar.
Vai reencontrar um treinador que lhe diz muito. Foram tão felizes no Fulham, não é? O que é que, de alguma forma, sente do ponto de vista da felicidade e também do que pode impactar no seu jogo?
O Marco [Silva], tal como disse bem, é um treinador que me conhece muito bem, sabe aquilo que eu posso acrescentar. Potenciou-me quando estava no Fulham. Foi um prazer gigante trabalhar com ele e voltar a trabalhar neste momento no Benfica. Sinto-me muito feliz. Acho que temos tudo para conquistar coisas bonitas, tal como disse. Acho que temos todas as condições reunidas para, desde o treinador aos jogadores, com toda a estrutura envolvida, conseguirmos algo bonito. E trabalhar com um treinador que já me conhece do passado, mesmo quando eu estava na altura na Formação e depois, posteriormente, quando esteve comigo no Fulham, teve muito peso também na minha decisão, a verdade é essa. Toda a força que ele fez para que eu me juntasse ao Clube, quer ele, quer o Presidente, toda a estrutura, toda a vontade de me terem aqui foi decisiva também para isto acontecer. O mínimo que posso fazer é retribuir todo o esforço que a estrutura fez: treinador, Presidente e todo o apoio que eu também senti da massa adepta ao quererem-me no Clube. Vou dar o meu melhor e disso podem ter a certeza.
O João disse uma palavra interessante, que é a vontade. Isso leva-nos a uma pergunta que tem que ver com os adeptos do Benfica. E o João, de facto, poderia ter ido para a Premier League, também tinha excelentes condições financeiras no Bayern Munique. Opta pelo Benfica. De que forma também gostava de transmitir esta sua opção de carreira diretamente para o Terceiro Anel?
Várias coisas. Primeiro que tudo, só eu e a minha família é que temos noção daquilo de que eu tive de abdicar para estar aqui. Muito se falou, mas nunca ninguém ouviu da minha boca o que vou dizer neste momento. A verdade é que houve momentos difíceis de tomar uma decisão nesta fase, porque envolvia muita coisa, mas o lado familiar, acima de tudo, juntamente com a força da estrutura, como referi em ter-me presente, foram os principais pontos na minha tomada de decisão em voltar ao meu país. Se me pergunta se era aquilo que eu talvez pensasse há uns meses, diria que não, muito sinceramente. Mas a verdade é que as circunstâncias, tudo aquilo à minha volta, questões familiares, nomeadamente os meus filhos, e toda a força que a estrutura fez, quer o Marco, quer o Presidente, fizeram-me repensar os meus objetivos de carreira. E a verdade é que concretizo também um objetivo. E é muito bonito eu estar aqui hoje, pela história passada, que já disse publicamente. Já tinha estado aqui no Seixal a treinar e voltar aqui desta forma é especial para mim e marcante, sem dúvida, quer para mim, quer para a minha família, mas o fator familiar e o fator da força da estrutura foram os mais importantes para eu voltar ao meu país, a casa, e nada me pode deixar mais feliz do que estar num clube que almeja grandes conquistas e poder, de certa forma, celebrá-las junto da minha família. São momentos mais marcantes que eu pretendo ter futuramente e, sem dúvida, que é um dos objetivos que eu quero para o futuro.
O João acaba por tocar nesse momento, há muitos anos, e eu pergunto-lhe: aquele jovem que estava a brilhar no Sacavenense e que tenta a sua sorte num treino no Benfica, onde deixou a pele, deu a vida, mas acabou por não ficar no Benfica. Se reencontrasse agora esse jovem, o que é que lhe diria?
Diria que valeu a pena esse treino, independentemente de as coisas não terem acontecido na altura. Fiz o meu percurso com muito orgulho por todos os clubes por onde passei, sempre com enorme respeito, e muitos deram-me muita coisa, acrescentaram muita coisa na minha vida, sem dúvida, e sou sempre grato a todos os clubes por onde passei, ainda mais àqueles clubes de formação, porque tenho de dizer que serei sempre grato e serei sempre respeituoso em tudo aquilo que vier de mim. Isso há que ser dito, e é sinal de que as coisas funcionaram, e é especial, tal como digo, voltar, passados tantos anos. Se não me engano, tinha cerca de 16 anos quando isso aconteceu, e, portanto, voltar aqui ao meu país, nesta fase da minha carreira, é muito especial para mim, sem dúvida.
As suas palavras mostram também o seu perfil e a forma respeituosa como olha para todas as etapas da sua carreira. Ninguém deve esquecer esse trajeto bonito, todos os clubes por onde passou. Ainda assim, permita-me uma pergunta: o que é que acha que está a sentir o senhor João, o seu pai, ao vê-lo com a camisola do Benfica vestida?
Um orgulho tremendo, sem dúvida. Sei da importância que isto tem não só para mim, mas em especial para o meu pai. É muito bonito, porque o meu pai também sempre foi um pilar na minha vida profissional, e ver esta alegria que vejo enquanto filho, poder-lhe dar também algo que me marca, sem dúvida, mas é mais um marco que tenho na minha carreira, sem dúvida, não só pessoal, mas também em termos familiares. Acho que isto vai marcar muito a minha família, e espero que pela positiva, porque, tal como disse, um dos meus principais objetivos é fazer história neste clube e ter momentos, recordar momentos, juntamente com os meus filhos, de celebração de títulos, de vitórias. É isso que eu pretendo dar à minha família e, obviamente, a toda a estrutura que, tal como disse, sempre me deu uma grande força para que eu viesse para o Clube.
Quer deixar umas últimas palavras para o Terceiro Anel?
Sim, o que posso dizer é que continuem a apoiar o Benfica, como já é o normal. Ainda com mais força, se possível, porque vai ser uma época muito desafiante, muito competitiva. Nem sempre vão ser momentos de glória, mas há que manter toda a esperança, toda a fé e toda a resiliência ao longo da temporada, porque acredito que juntos conquistemos coisas muito bonitas.