14h00 CET
21/01/2026
Foi nesse dia, há quase 77 anos, que o avião que transportava a equipa do Torino regressava de Lisboa, onde os italianos tinham disputado um jogo particular frente ao Benfica em homenagem a Francisco Ferreira, capitão encarnado. Devido às más condições meteorológicas, a aeronave embateu contra o muro traseiro da Basílica de Superga, provocando a morte de todos os passageiros a bordo. A tragédia colocou um ponto final abrupto na história do Grande Torino, formação dominante do futebol italiano e europeu da época, e marcou a relação de respeito e solidariedade entre os dois clubes.
Junto ao memorial erguido no local da tragédia, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica sublinhou a dimensão simbólica do momento vivido em Superga.
"É sobretudo o respeito pela memória. É com grande emoção que aqui vimos, sempre a respeitar aquilo que é a memória histórica, num dever ético, que é o de homenagear a equipa do Torino, que tinha ido homenagear um grande atleta, um grande desportista do Benfica a Lisboa e que acabou por ter esta tragédia na chegada a Turim. Foi isso que nós viemos aqui fazer: homenagear Turim, homenagear o Torino, e respeitar a memória histórica. É sempre um momento de grande emoção", afirmou José Pereira da Costa, em declarações à BTV.
Do lado do clube italiano, o reconhecimento pelo gesto encarnado foi expresso pelo diretor de operações do Torino.
"Agradecer ao Benfica porque são muito gentis connosco, com muito respeito pela nossa história", afirmou Alberto Barile.
O gesto simboliza uma ligação fraternal que se tem fortalecido ao longo de mais de sete décadas, ancorada no reconhecimento histórico e no respeito mútuo entre os dois clubes, e que permanece viva em cada visita a Superga.