02h50 CEST
17/09/2026
Em relação à equipa que tinha iniciado a partida anterior, frente ao Gil Vicente, Marco Silva promoveu uma rotação de atletas, mantendo apenas Banjaqui e Tomás Araújo no onze. Assim, o Benfica alinhou com Trubin, Banjaqui, Tomás Araújo, Circati, El Karouani, João Palhinha, Aursnes, Sudakov, Lukebakio, Kamiński e Jhon Durán.
Apesar das muitas alterações, a entrada encarnada foi afirmativa. Aos 5', El Karouani rompeu pela esquerda e combinou com Kamiński, que tabelou com Aursnes antes de servir Jhon Durán. O avançado colombiano procurou a finalização, mas o remate foi intercetado por um defesa rossonero. O lance deixou um sinal de uma equipa confortável com bola, destemida e capaz de ligar rapidamente os corredores ao ataque.
O primeiro aviso claro surgiu aos 15'. Pelo lado direito, Banjaqui e Lukebakio desenharam uma boa combinação, com o lateral a lançar o internacional belga em profundidade. O extremo acelerou, entrou na área e obrigou Maignan a uma defesa atenta.
Foi o ensaio para o que aconteceria no minuto seguinte. A jogada começou em Kamiński, mas ganhou forma nos pés de Lukebakio, que partiu da direita para zonas interiores, ultrapassou Bartesaghi em velocidade e, ainda fora da área, disparou forte e colocado. A bola beijou as redes de Maignan e colocou o Benfica em vantagem (0-1, aos 16').
O golo deu confiança à equipa de Marco Silva, que manteve a pressão e ficou perto do segundo aos 24'. Kamiński recuperou alto, a bola sobrou para Sudakov e o médio ucraniano, em posição frontal, à entrada da área, rematou com força e direção. O poste esquerdo impediu um grande golo.
Aos poucos, o AC Milan tentava reagir e respondeu mesmo aos 28', num remate potente de Filippo Terracciano, ainda longe da área, que obrigou Trubin a uma intervenção de grande nível. O guarda-redes ucraniano voou para negar o empate e confirmou a segurança de todo o setor defensivo que viria a marcar a noite benfiquista.
Pouco depois, aos 31', Lukebakio voltou a criar perigo, desta vez com um passe longo e preciso para Kamiński no lado oposto. O polaco invadiu a área e finalizou, mas a bola desviou em De Winter. Mais uma grande oportunidade para as águias reforçarem a sua vantagem.
A partir daí, os italianos tentaram empurrar os encarnados para zonas mais recuadas e ganharam algum ascendente. Bartesaghi cruzou com perigo aos 36', sem que Gonçalo Ramos chegasse ao desvio, e, no minuto seguinte, o mesmo jogador procurou De Winter, que cabeceou para as mãos de Trubin. Aos 40', João Palhinha cortou novo cruzamento do lateral milanês e, na insistência, Hutchinson colocou a bola na área, obrigando Trubin a sair dos postes e afastar com os punhos.
Ainda antes do intervalo, Jashari atirou por cima aos 41'. Dois minutos depois, na resposta, Banjaqui procurou Jhon Durán com um passe a rasgar. O avançado, com a pressão de Pavlovic, não conseguiu dominar a bola. A primeira parte terminou com um tiro de fora da área de Alphadjo Cisse, que testou a segurança de Trubin (45').
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O reatamento trouxe ameaças de parte a parte. Primeiro, foi Bartesaghi, que surgiu ao segundo poste, solicitado por Chukwueze, para cabecear na direção do guarda-redes encarnado, que agarrou sem dificuldade. Em resposta, na cobrança de um livre, El Karouani ficou perto de surpreender Maignan, ao rematar às malhas laterais.
O 0-2 chegou aos 53' e premiou a ambição benfiquista no San Siro. Sudakov lançou Kamiński, que recebeu, trabalhou bem e viu a primeira tentativa ser bloqueada. A jogada, porém, não terminou. O Benfica manteve a posse, El Karouani voltou a aparecer pela esquerda e colocou a bola no interior da área, onde o avançado polaco permanecera atento. Desta vez, Kamiński não perdoou: encheu o pé e rematou com violência, sem hipótese para Maignan. Na estreia a marcar de águia ao peito, ampliou a vantagem, levando os muitos Benfiquistas presentes nas bancadas ao rubro.
O Milan tentou reagir e, aos 60', Pulisic isolou Gonçalo Ramos com um passe a rasgar, mas Trubin saiu rápido e agarrou. Dois minutos depois, Saelemaekers encontrou Pulisic em zona frontal e o norte-americano rematou forte, com o guardião encarnado a voltar a impor-se.
Nesta fase do encontro, Marco Silva começou a gerir a equipa: o treinador lançou Prestianni e Barreiro aos 70', para os lugares de Sudakov e Aursnes, antes de Schjelderup e Pavlidis entrarem aos 80', em troca por Kamiński e Jhon Durán.
Aos 81', Pulisic recebeu de costas, rodou e disparou com força. Trubin respondeu com uma excelente estirada, evitando, mais uma vez, o golo dos italianos, num dos melhores momentos individuais da partida. No canto seguinte, Gonçalo Ramos cabeceou ao lado.
O Benfica ainda ameaçou aos 84', com Lukebakio a obrigar Maignan a intervir, e aos 90', quando o belga cruzou para Barreiro, que não conseguiu finalizar. O apito final confirmou uma vitória histórica do Benfica em San Siro, num jogo em que o Glorioso foi empurrado por milhares de adeptos incansáveis e deu continuidade a um excelente início de temporada.
Segue-se, agora, uma visita ao FC Porto no Estádio do Dragão, para um clássico agendado para domingo, 20 de setembro, às 20h30, em jogo da 7.ª jornada da Liga Betclic.